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Aroldo Cedraz

Aroldo Cedraz de Oliveira ComMM é um professor, médico veterinário e político brasileiro. Foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2007 a 2026. Também foi secretário de Indústria e Comércio da Bahia de 2000 a 2002 e deputado federal pelo mesmo estado de 1991 a 2007.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/10/2026
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Biografia

É formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, onde também se tornaria professor. Casado com Eliana, tem três filhos. Ligado ao político Antônio Carlos Magalhães, em 1990 elegeu-se deputado federal da Bahia, pelo PRN. Seria reeleito em 1994, 1998 e 2002. Tentou reeleger-se em 2006 mas não obteve êxito. Já foi filiado ao MDB, PMDB, e por último, o PFL. Em seu terceiro mandato como deputado federal, Aroldo foi admitido em 1999 à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi Secretário de Indústria e Comércio da Bahia entre 2000 e 2002 e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara entre 2005 e 2006.

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TCU

Com a aposentadoria do ministro Adylson Motta em 2006, coube a Câmara dos Deputados indicar o substituto a vaga. Houve quatro candidatos, e por votação secreta, Cedraz venceu com 172 votos, contra os 148 votos dados ao deputado Paulo Delgado (PT-MG), 50 votos a Gonzaga Mota (PSDB-CE) e 20 votos ao deputado Ademir Camilo (PDT-MG). Confirmado pelo Senado e nomeado pelo presidente da república, renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o novo cargo em 3 de janeiro de 2007.

03

Escândalo do INSS e a Condução no TCU

Durante sua atuação como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz foi associado a controvérsias relacionadas ao escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelado em 2023 e amplamente investigado em 2025. O esquema, que envolveu descontos indevidos de até R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024, foi alvo da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria Geral da União (CGU). Como relator do processo no TCU, Cedraz foi criticado por supostamente retardar o julgamento de recursos apresentados por entidades acusadas de realizar esses descontos irregulares. Em junho de 2024, o TCU, sob relatoria de Cedraz, emitiu medidas cautelares para suspender novos descontos e exigiu maior rigor na verificação de autorizações. No entanto, recursos e embargos apresentados pelas entidades foram adiados por Cedraz em seis ocasiões ao longo de quase um ano, o que gerou críticas de outros ministros do tribunal, como Walton Alencar e Bruno Dantas. Eles apontaram que a demora impediu o monitoramento das medidas cautelares e favoreceu a continuidade das irregularidades até a suspensão dos acordos pelo governo em abril de 2025, após a operação da PF. Alencar destacou que os adiamentos ocorreram apesar de os recursos não terem efeito suspensivo, enquanto Dantas expressou frustração, afirmando que o tribunal não acompanhou o cumprimento das determinações de 2024.

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Fontes consultadas

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