Guimarães
Guimarães é uma cidade portuguesa e capital da sub-região do Ave, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Braga e ainda à antiga província do Minho, com uma população de 54 178 habitantes, distribuídos por uma malha urbana de 20,4 km2, em 16 freguesias e uniões de freguesias e com uma densidade populacional de 2 305,4 hab./km2. Estas freguesias têm uma área total de 51,66 km2, 71 330 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 1 380,8 hab./km2.
O nome «Guimarães» provém do baixo-latim [Villa] Vimaranis, embora autores antigos defendiam que o nome derivava primeiramente de Via Maris. O topónimo teve origem em Vímara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino das Astúrias e onde morreu.[carece de fontes?]
A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como "O Berço da Nação Portuguesa". Aqui tiveram lugar em 1128 alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade "Aqui nasceu Portugal", referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais. A região em que Guimarães se integra é de povoamento permanente desde pelo menos o Calcolítico Final nacional, como atestam a presença, no município, das citânias de Briteiros e de Sabroso ou a Estação arqueológica da Penha. Estes mesmos povoados foram romanizados pela ocupação romana que fundou outros novos povoamentos. A Ara de Trajano denuncia a utilização, pelos romanos, das águas termais da vila de Caldas das Taipas.
O papel de Guimarães desempenhado na formação da nacionalidade portuguesa confere-lhe uma singularidade, muito marcada no contexto turístico nacional, um estatuto simbólico que mantém desde há séculos. Primeira capital do Condado Portucalense e do país é uma das mais importantes memórias vivas, da afirmação e independência de Portugal. Este facto, aliado à classificação do Centro Histórico de Guimarães como Património Cultural da Humanidade em 2001, desempenha um papel fundamental na diferenciação de Guimarães como atracção turística no contexto dos circuitos de turismo cultural no Noroeste Peninsular. Em 2021, foi aberto o procedimento de ampliação da classificação do Centro Histórico de Guimarães à Zona de Couros e em 19 de Setembro de 2023 foi aprovado o alargamento da área Património Mundial e os respectivos atributos, e alterada a designação, passando a designar-se "Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros" (até então designava-se "Centro Histórico de Guimarães").
Arquitectura religiosa
Do primitivo edifício da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira pouco resta. Albergou a Colegiada de Santa Maria de Guimarães, uma das instituições religiosas mais importantes da Baixa Idade Média portuguesa. O edifício, na sua presente configuração, foi construído por ordem do rei D. João I, em finais do século XIV, como paga, a Nossa Senhora da Oliveira, pela sua vitória na Batalha de Aljubarrota. A Capela de São Miguel do Castelo é uma capela tardo-românica, construída no século XIII, onde segundo a lenda terá sido baptizado D. Afonso Henriques. As Capelas dos Passos da Paixão de Cristo são pequenas capelas distribuídas pela cidade de Guimarães, representando os diferentes momentos da Via Sacra.
Arquitectura civil
A cidade de Guimarães apresenta uma riquíssima variedade na sua arquitectura civil, nela sobressaindo-se o Paço dos Duques de Bragança, construído no século XV por D. Afonso, 1.º duque de Bragança, e que devido ao seu posterior abandono seria reconstruído na década de 1930. A Rua de Santa Maria, de origem medieval, era zona privilegiada da elite vimaranense, ligando antigamente a Zona do Castelo à Colegiada de Guimarães na praça da Oliveira, mas presentemente começa no Largo do Carmo, onde despontam a casa onde morreu Francisco Martins Sarmento, a Igreja do Carmo e o seu chafariz central. Descendo essa rua acedemos à zona central da zona histórica onde se encontram a Praça de Santiago, ladeada de casas antigas, de sacadas rematadas pelo tradicional alpendre, guardando um cunho medieval acentuado e a Praça da Oliveira, onde pode-se admirar a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o Padrão do Salado. Estas duas praças são conhecidas localmente por serem o centro da movida vimaranense, devido à concentração de bares que se estende pelas praças e arruamentos periféricos. Como elemento de ligação, existem os Antigos Paços do Concelho, onde se localiza o actual Museu de Arte Primitiva Moderna.
Arquitectura militar
A cidade de Guimarães possui somente estruturas militares românico-góticas. O Castelo de Guimarães foi mandado construir no século X pela Condessa Mumadona para defender a população dos ataques dos muçulmanos, tendo ainda sido construído posteriormente as Muralhas de Guimarães, iniciadas cerca de 1265 e terminadas em 1318.
Arqueologia
A Citânia de Briteiros, classificada como Monumento Nacional desde 1910 é um dos monumentos nacionais mais importantes da cultura castreja, sendo estudada e escavada, desde 1874, pelo arqueólogo Francisco Martins Sarmento, até ao presente, Perto, a Citânia de Sabroso, igualmente classificada como Monumento Nacional desde 1910 e começou a ser escavada em 1877, pelo mesmo arqueólogo, foi objecto de um processo de reabilitação para o tornar visitável. A preservação de ambas estas citânias é da responsabilidade da Sociedade Martins Sarmento. A Estação arqueológica da Penha, situada na montanha da Penha próxima à cidade, compreende vestígios de um povoado permanente inserido cronologicamente entre o Calcolítico Final e o Bronze Inicial.
Estátuas, esculturas e monumentos comemorativos
A estátua de D. Afonso Henriques, inserida no acesso principal ao Paço dos Duques de Bragança, é uma obra de Soares dos Reis (estátua) e José António Gaspar (pedestal). A ideia da sua construção partiu de um grupo de portugueses, residentes no Rio de Janeiro, sendo feita a angariação dos fundos necessários nas duas cidades. Esta não é a sua localização original, uma vez que aquando da sua inauguração, em 20 de Setembro de 1887, estava situada num espaço que corresponde ao presente Largo de São Francisco. Teve depois duas trasladações, a primeira para o Toural e a segunda, em 1940, para a sua presente localização. A escultura de D. Afonso Henriques, situada no largo João Franco e da autoria de João Cutileiro, foi inaugurada a 24 de Junho de 2001 e segundo o seu autor a inspiração veio dos livros de instrução primária da década de 1940, em que D. Afonso Henriques era representado com um montante.
Cultura
Guimarães, como cidade de dimensão média, tem uma vida cultural interessante. Para além dos museus, monumentos, associações culturais, galerias de arte e festas populares, tem desde Setembro de 2005 um importante espaço cultural, o Centro Cultural Vila Flor, com dois auditórios, um centro expositivo, e um café-concerto. Escolhida, em Outubro de 2006 para ser Capital Europeia da Cultura em 2012, juntamente com Maribor, cidade da Eslovénia. Até Guimarães 2012 estava previsto ser construída uma Plataforma das Artes, no antigo mercado municipal e terrenos de uma indústria de transformação de mármores, tendo sido inicialmente previsto ser este espaço usado para um Centro de Arte Contemporânea. Esta Plataforma das Artes dividir-se-ia em Centro de Arte a instalar em novo edifício e Ateliers Emergentes de Apoio à Criatividade e Laboratórios Criativos (gabinetes de apoio empresarial). O Centro de Arte ficou conhecido como Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
Geologia
As rochas graníticas ocupam a maioria da área do município, predominando as rochas xistentas em pequenas zonas no noroeste e sudoeste do município e as argilas e cascalheiros fluviais ao longo dos leitos dos rios Ave, Vizela e Selho.
Orografia e hidrografia
O município é delimitado a norte pela Senhora do Monte, a noroeste pelos montes da Falperra e Sameiro, Outeiro e Penedice e a sul pelo Monte da Penha. Este, com a elevação de 613 metros, apresenta-se como o ponto mais elevado do município. É parte integrante da bacia hidrográfica do rio Ave, dividindo a meio o município de nordeste para sudoeste, tendo como tributários o rio Vizela, rio Torto, rio Febras, e dentro da cidade, o rio Selho, rio de Couros e a ribeira de Santa Lúzia. Os solos têm excelente aptidão agrícola, sendo separados por algumas zonas florestais, principalmente nas cotas mais altas.
Clima
O clima do município é mediterrânico (Csb, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger). Enquadrada entre um vale e montes e por se encontrar afastado do litoral, os Invernos são frios e chuvosos e o Verão quente e ligeiramente húmidos, sendo a temperatura média anual de 14º.
Fauna
A diversidade de espécies é escassa, em especial nas zonas urbanas. Ainda assim, o município apresenta algumas espécies com interesse cinegético como a Raposa-vermelha, Javali, Rola-comum, Tordo, Pombo ou a Perdiz-vermelha. Nas áreas verdes da cidade as espécies mais comuns são os roedores. Existe também o Esquilo.
Flora
Apresenta uma flora marcada por factores como o clima e a altitude e uma paisagem bastante repartida. A área florestal cobre 101,6 km2 ou 42% do município.
Da população do município, em 2001, 68 643 pessoas habitavam nas freguesias que fazem parte da cidade e dessas 52 182 pessoas viviam na área urbana da cidade, e 44 221 nas vilas do município. Estava previsto que até 2010, o município, atingisse uma população de 188 178 habitantes, o que não se verificou, tendo a população recuado para os 156 310 habitantes. A população residente é constituída por 76 774 indivíduos do sexo masculino e 81 350 indivíduos do sexo feminino. A cidade era, em 2004, a 13.ª maior do país, em população residente.
População
(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)
Organização administrativa
No contexto de políticas sub-regionais de desenvolvimento e de mobilidade, é membro e sede da Comunidade Intermunicipal do Ave, constituída por 8 municípios, sendo também a maior cidade e município da sub-região do Vale do Ave que por si só alberga 418 455 habitantes (2021), sendo ainda a sede da Associação de Municípios do Vale do Ave. Pertence ainda ao Distrito de Braga, e por sua vez à Região do Norte de Portugal. O concelho é compreendido por 48 freguesias, sendo 1 freguesia classificada como Área Predominantemente Rural (APR), 11 freguesias classificadas como Áreas Mediamente Urbanas (AMU), tendo 1 o estatuto de vila, e as restantes 36 freguesias categorizadas como Áreas Predominantemente Urbanas (APU), sendo que dessas freguesias 8 têm o estatuto de vila e 16 são total ou parcialmente inseridas na cidade. Com a reorganização administrativa das freguesias, as 69 antigas freguesias foram agrupadas em 48 novas freguesias e uniões de freguesia, mantendo as anteriores freguesias a "sua identidade histórica, cultural e social, conforme estabelece a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio", Diário da República.
Relações internacionais
Guimarães é uma das 5 cidades portuguesas da UCCLA, União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas, fundada em 1985. A cidade aderiu à organização, em 1990, como Capital histórica do Condado Portucalense. Desde 2001, é uma das 7 cidades portuguesas membras da OCPM, Organização das Cidades Património Mundial, fundada em 1993. Faz parte, desde 2006, da Rede CIUMED, Rede para a Promoção das Cidades Médias da União Europeia, e, desde 1997, da associação transfronteiriça Eixo Atlântico no âmbito do desenvolvimento económico, social, cultural, científico e tecnológico das cidades. Além disso, foi fundadora do Parlamento Jovem Europeu em 2008.
Qualidade de vida
Considerada em 2008, pelo jornal Expresso, como a 2.ª cidade com melhores condições para se viver, era contudo também a segunda cidade mais poluída do país em 2005., embora segundo um estudo de 2018 divulgado pela Organização Mundial de Saúde, Guimarães era então a cidade portuguesa estudada com menor nível de partículas finas inaláveis (PM2,5) e, em 2022, 97% da população usufruía de qualidade do ar que era considerado de qualidade favorável ou excelente. Guimarães surgia no Top 10 das melhores cidades para se viver, visitar e investir numa análise realizada pela consultora internacional Bloom Consulting em 2019 ao desempenho das autarquias portuguesas nas áreas do investimento, turismo e qualidade de vida. Surgia também, em 2020, em 2º lugar como cidade com melhor qualidade de vida, pela MyBroker, com uma avaliação que mede o acesso à saúde, educação, serviços, jardins etc.
Comunicação Social
Guimarães foi a quarta cidade de Portugal a dispor de jornais, com o "Azemel Vimaranense" fundado em 1822 e cuja publicação, possivelmente, terminou com os acontecimentos da Vilafrancada. Contudo, somente a partir de 1856 é que este teria seguimento, com o aparecimento de vários jornais locais, dos quais o primeiro a ser publicado, foi "A Tesoura de Guimarães", tendo desde esta altura sido publicados cerca de 150 títulos de imprensa periódica. Na actualidade as revistas são a Revista de Guimarães e a Guimarães, agora!, sendo os jornais actuais: No concelho todo existem duas rádios, ambas sedeadas na cidade. A Rádio Fundação emite em 95.8 MHz FM. A Rádio Santiago emite em 98.0 MHz FM. Refira-se ainda a Rádio Universitária do Minho, sedeada em Braga, que emite em 97.5 MHz FM para os pólos da Universidade do Minho de Braga e Guimarães. Todas possuem ainda emissão pela Internet. A Rádio Inquieta e a Rádio Onda Celta (Rádio-Escola do Agrupamento de Escolas de Briteiros) são as outras rádios do concelho que emitem exclusivamente online.
Infraestruturas desportivas
Guimarães nos últimos anos, assistiu à construção de vários equipamentos desportivos, maioritariamente inseridos na Cidade Desportiva, que servem maioritariamente a população da cidade. Da Cidade Desportiva, salienta-se a o novo Multiusos de Guimarães, situado na Veiga de Creixomil, junto a uma das principais entradas rodoviárias e à circular urbana. Com uma capacidade máxima de 7 603 lugares, já acolheu várias competições de nível internacional, concertos, congressos e feiras. Relativamente perto do pavilhão multiusos, as Piscinas de Guimarães, são compostas por três piscinas interiores aquecidas, sendo uma delas de 25m e as restantes dedicadas à aprendizagem e bebés e duas piscinas exteriores. Dispõe ainda, de um ginásio, gabinete de massagens, entre outros serviços.
Instituições desportivas
Existem, no município de Guimarães cerca de 145 organizações desportivas. O clube mais importante e conhecido do concelho é o Vitória Sport Clube, sedeado na cidade, e embora participe em mais modalidades, é conhecido especialmente pelo futebol, onde esteve 48 épocas consecutivas na primeira divisão portuguesa até a época de 2005/06, tendo descido durante uma época à Liga de Honra. Na época de 2007/08 garantiu, pela primeira vez na sua história, o apuramento para a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Na época de 2019/20 teve o seu melhor resultado europeu ao derrotar o FK Ventspils por 6-0, num agregado de 9-0, jogos a contar para a 3ª pré-eliminatória da UEFA Europa League.
Tem uma intensa actividade económica, especialmente nas seguintes actividades: fiação e tecelagem de algodão e linho, cutelaria, curtumes, quinquilharia e artesanato (ourivesaria, faianças e bordados). No sector primário, o solo é maioritariamente ocupado por culturas forrageiras e prados temporários, seguido de culturas cerealíferas e vinha. Ao contrário da região do Ave, onde as pastagens e prados permanentes ocupam 3 529 hectares, no concelho apenas 54 hectares são ocupados dessa mesma forma. Quanto ao sector secundário, integra-se no vale do Ave, zona que se caracteriza historicamente pela sua forte industrialização, nomeadamente na indústria transformadora e no sector têxtil. No sector terciário, a maioria de serviços concentra-se na cidade e vilas.
Avepark
Situado na freguesia de Barco e perto da vila das Caldas das Taipas e as freguesia de São Lourenço de Sande e de São Salvador de Briteiros como pólo do Ave do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto. Aqui, em parceria com a Universidade do Minho e no âmbito de uma candidatura efectuada à União Europeia, instalou-se o Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa, o primeiro Centro Europeu de Excelência em território nacional, sede do "Grupo de Investigação 3B's - Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos, da Universidade do Minho, membro do Laboratório Associado Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia".
Transportes e comunicações
É servida por uma rede viária, tendo a cidade como centro e nó de várias vias entre as quais se pode salientar as auto-estradas A7 (Póvoa de Varzim - A24 Vila Pouca de Aguiar) e A11 (Esposende- A4 Castelões (Penafiel), permitindo assim a chegar à cidade do Porto, afastada 55,9 km, em 43 minutos, e à cidade de Lisboa, à distância de 365,2 km, em 03h41m e em 20 minutos à cidade de Braga, permitindo assim a sua plena integração nos circuitos económicos nacionais e europeus. O concelho é ainda servido pelas estradas nacionais 101, 101-2, 105, 106, 206, 207-4, 309, EN310, e pelas estradas regionais 205, 206, 207 e 310. Em Setembro de 2005 passavam diariamente, pela cidade, cerca de 120 000 viaturas. Este tráfego provoca vários congestionamentos, especialmente nas horas de ponta, nas áreas centrais da cidade e na EN 101, entre Guimarães e Caldas de Taipas.
A cidade de Guimarães possuí várias escolas públicas e privadas de jardins de infância, ensino primário, ensino básico e secundário. A taxa de analfabetismo era, em 2001, de 7,4%,[carece de fontes?] abaixo da média nacional e do Norte do país que eram de 8,9% e 8,3%, respectivamente, ao passo que em 2021, o número de indivíduos era de 3.765 correspondendo a cerca de 2,4% da população. A população residente com 15 e mais anos por nível de escolaridade na cidade de Guimarães em 2021 indicava que 21,2% da população tinha pelo menos o secundário (escolaridade mínima obrigatória). Com o nível de ensino superior era de 15,1%. No que diz respeito ao ensino básico, Guimarães tem uma percentagem superior à média do país, correspondendo a uma percentagem de 27% de população com o quarto ano de escolaridade, de 12,6% com o sexto ano e 18,3% com o nono ano.
Ensino superior
Existem duas instituições de ensino superior na cidade: a Universidade do Minho e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. Existiu até 2020 em Guimarães a Escola Superior Artística de Guimarães. Está ainda em Guimarães o Laboratório Colaborativo ProChild e o polo de Governação Digital da Universidade das Nações Unidas O total de inscritos nas instituições de ensino superior público e privado foi, no ano lectivo de 2007-2008, de 15 718 para a Universidade do Minho (no total de alunos em Braga e Guimarães) e de 74 alunos no pólo de Guimarães da Escola Superior Artística do Porto. Os planos originais, para a criação da Universidade do Minho, apontavam para a instalação de um campus único na vila de Caldas das Taipas, contudo razões políticas levaram à divisão da universidade entre as cidades de Braga e Guimarães. Guimarães recebeu na época lectiva de 1977-1978, no Palácio de Vila Flor (actual centro cultural), parte dos cursos da então recém criada Universidade do Minho. As instalações definitivas da Escola de Engenharia foram inauguradas em 1989 no actual Campus de Azurém, onde hoje em dia se lecciona os cursos de arquitectura, geografia, design e marketing de moda e a maioria dos cursos de engenharia.


