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Arnon de Melo

Arnon Afonso de Farias Melo foi um jornalista, advogado, político e empresário brasileiro, pai do ex-presidente do Brasil Fernando Collor de Mello.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Dados biográficos

Filho de Manuel Afonso de Mello e de Lúcia de Farias Mello, Arnon estudou em Maceió até se mudar para o Rio de Janeiro em 1930 onde trabalhou como jornalista em A Vanguarda, jornal fechado pela Revolução de 1930. Advogado formado pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1933, trabalhou no Diário de Notícias e nos Diários Associados antes da graduação e após esta trabalhou na Associação Comercial do Rio de Janeiro e também no Diário Carioca e em O Jornal. Em 1936 assumiu a direção da Gazeta de Alagoas e foi membro do conselho diretor da Associação Brasileira de Imprensa.

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Carreira política

Imagem: Loberos · BY-SA · Openverse

Após o fim do Estado Novo ingressou na UDN e foi eleito suplente de deputado federal em 1945 e exerceu o mandato mediante convocação. Por essa mesma legenda foi eleito simultaneamente deputado federal e governador de Alagoas em 1950, optando por este último cargo onde cumpriu um mandato de cinco anos. Retornou à vida política pelo PDC sendo eleito senador em 1962 ingressando na ARENA após a decretação do bipartidarismo pelo Regime Militar de 1964. Reeleito pelo voto direto em 1970, foi reconduzido ao mandato como senador biônico em 1978. Ao falecer estava filiado ao PDS, no qual ingressou em 1980. Após sua morte a cadeira foi ocupada por João Lúcio da Silva.[carece de fontes?]

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Assassinato no Congresso

Eleito senador nas eleições gerais de 1962, Arnon de Mello passa a ser ameaçado de morte por Silvestre Péricles. A hostilidade entre os dois políticos remontava a 1950, quando Arnon derrotara o candidato de Silvestre, então governador, na sucessão para o governo de Alagoas. Na ocasião, Arnon de Mello teve o apoio de Ismar Góis Monteiro, um dos irmãos de Silvestre Péricles. Em 4 de dezembro de 1963, ambos os senadores chegaram armados ao Senado. Enquanto proferia discurso na tribuna da câmara alta, Arnon percebe movimento de Silvestre indicando que sacaria sua arma. Antecipando-se ao adversário, Arnon dispara três tiros. Nenhum dos tiros atinge Silvestre; Arnon acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, suplente que morreu em seu último dia de trabalho. Logo após o tiroteio, ambos os senadores foram presos em flagrante. Péricles foi solto pouco tempo depois; Arnon permaneceu encarcerado durante sete meses, sendo inocentado pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 1964. A justiça entendeu que o senador agiu em legitima defesa. Dona Creusa Kairala, viúva do parlamentar vitimado, processou Arnon de Mello exigindo que o senador alagoano custeasse os estudos dos quatro filhos do casal. Segundo registros da imprensa, porém, tudo o que dona Creusa conseguiu foi uma pensão.

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Morte

Sofrendo desde meados dos anos 1970 de paralisia supranuclear, Arnon de Mello faleceu aos 72 anos, em 29 de setembro de 1983 em Maceió.

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Fontes consultadas

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