Afrânio Salgado Lages
Afrânio Salgado Lages foi um advogado, professor, jornalista e político brasileiro que foi escolhido governador de Alagoas em 1970.
Filho de José Gonçalves Lages e Maria Salgado Lages. Advogado formado pela Universidade Federal da Bahia em 1931, presidiu a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em seu estado e o Instituto dos Advogados de Alagoas, além do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e a Associação Alagoana de Imprensa. Casou-se com Elia de Aguiar Porto em março de 1936. D. Lilita, como era mais conhecida. Militante do Integralismo, ajudou a espalhar a doutrina de Plínio Salgado por todo o estado, participando da fundação de núcleos municipais em municípios como Pilar, onde fez uma conferência em torno do corporativismo e da realidade brasileira, em 2 de março de 1934, e São Luís do Quitunde, em 19 de junho de 1934. Chegou pertencer à Câmara dos Quatrocentos, órgão de assessoramento da chefia nacional da Ação Integralista Brasileira (AIB). Ingressou na política parlamentar em 1935, elegendo-se deputado estadual à Assembleia Constituinte alagoana, pela legenda da AIB. Nesse mesmo ano, o Jornal de Alagoas expôs o fato do parlamentar fazer propaganda da doutrina do Sigma no legislativo estadual. Conta o periódico que em uma das sessões, o deputado Lages solicitou que seus companheiros de Casa distribuíssem alguns boletins integralistas enquanto discursava. Exerceu o mandato até 1937, quando teve o mandato extinto com a investidura do Estado Novo, que suprimiu todos os órgãos legislativos do país.


