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Michael Jackson

Michael Joseph Jackson foi um cantor, compositor, dançarino e filantropo estadunidense. Apelidado de "Rei do Pop", ele é considerado uma das figuras culturais mais significantes do século XX e um dos maiores artistas da história da música. Ao longo de uma carreira de quatro décadas, suas conquistas musicais ao redor do mundo e sua vida pessoal publicizada fizeram dele uma figura global na cultura popular. Por meio da música, dança e moda, ele proliferou a performance visual para cantores de música pop, e popularizou movimentos da dança de rua, incluindo o moonwalk, o robô e a inclinada anti-gravidade. Jackson possui uma extensa legião de fãs, que inclui imitadores de todo o mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Biografia

Em agosto de 1993 o jovem Jordan Chandler, de 13 anos, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por consequência, o astro não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson. As acusações geraram frenesi em todo o mundo. Michael cancelou o seguimento da turnê do álbum Dangerous em outubro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos. Michael se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de "causar mal a uma criança". Depois de seis meses de negociações, contra a vontade do cantor e do seu advogado, a companhia de seguros daquele fechou um acordo de confidencialidade com o dentista Evan Chandler, pai de Jordan que o acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar. Em 1996 Evan processou-o novamente, alegando que Michael teria violado os termos da ação civil, quando publicamente afirmou nunca ter abusado sexualmente do garoto. Neste novo processo, Chandler referiu-se ao álbum HIStory, bem como a uma entrevista que Michael deu a Diane Sawyer. O pedido abrangia uma indenização no valor de 60 milhões de dólares.

1958–1975: Infância e The Jackson 5

Michael era o sétimo de nove filhos sobreviventes de Joseph e Katherine Jackson (um sexto irmão, Marlon, era gêmeo de Brandon e morreu logo após seu nascimento). A família inteira — incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet — viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando em uma usina siderúrgica. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta. De acordo com as regras rígidas do pai, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, as crianças escapavam frequentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava trabalhando. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a Califórnia, para mais tarde serem contratados pela Motown.

1975–1981: Mudança de gravadora e Off the Wall

Em 1975, os Jackson 5 saíram da Motown e assinaram contrato com a Epic em busca de mais liberdade para produzir suas canções. Como resultado do processo judicial, tiveram que mudar o nome para The Jacksons. Michael foi o principal compositor do grupo, escrevendo sucessos como "Shake Your Body (Down to the Ground)", "This Place Hotel", "Can You Feel It?". Em 1978, Michael co-estrelou The Wiz no papel do Espantalho com sua companheira de gravadora, Diana Ross, como Dorothy. As canções do filme foram arranjadas e produzidas por Quincy Jones, que simpatizava com Michael. Após assinar o contrato com a Epic, em 1978, Michael trabalhou com Quincy em muitos álbuns.

1982–1983: Thriller e Motown 25: Yesterday, Today, Forever

Michael aceitou um convite do cineasta Steven Spielberg para narrar a história do filme E.T., O Extraterrestre (1982) em um disco que ainda incluiria a canção inédita Someone in the Dark. Jackson resolveu trabalhar nos dois projetos simultaneamente, o que gerou desconforto na Sony Music. O disco narrado por Michael seria distribuído pela MCA Records no mesmo mês em que a gravadora tinha agendado o lançamento de Thriller. A Sony Music entrou na Justiça e conseguiu cancelar o projeto. Enquanto isso, Jackson concluiu as gravações de Thriller. O álbum foi finalizado em seis meses e lançado em novembro de 1982, depois de vários adiamentos. Thriller é atualmente o álbum mais vendido da história, com mais de 110 milhões de cópias vendidas no mundo. Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu na posição por 37 semanas no primeiro lugar e mais 43 no top 10, um recorde. Sete compactos foram lançados e dois conquistaram o primeiro lugar, Billie Jean e "Beat It".

1984–1985: Pepsi, "We Are the World" e carreira nos negócios

Em 27 de janeiro de 1984, Michael Jackson sofreu um acidente enquanto gravava o segundo comercial para a televisão do contrato de cinco milhões de dólares que havia assinado para ser garoto-propaganda da Pepsi. O cabelo do astro foi incendiado por fogos de artifício. Ele teve queimaduras de segundo grau no couro cabeludo. Michael foi liberado do hospital um dia depois da internação. Em março de 1984, Jackson lançou em VHS o videoclipe de "Thriller" acompanhado por um documentário sobre os bastidores da produção. A fita, intitulada Making Michael Jackson's Thriller, vendeu 4 milhões de unidades e tornou-se a mais vendida de todos os tempos, até ser superada pela do filme Titanic, de James Cameron, em 1997. Em maio seguinte, "Thriller" entrou para o livro dos recordes e Michael ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Ao final de 1984, Jackson já havia conquistado 2 prêmios por "Thriller". Na cerimônia do Grammy Awards daquele ano, o astro estabeleceu um novo recorde conquistando oito prêmios. A marca foi igualada pelo guitarrista mexicano Carlos Santana com o álbum Supernatural, em 2000.

1986–1990: Mudança na aparência, "Bad", filmes, auto-biografia e Neverland

Em 1986 o público conheceu uma das canções selecionadas para fazer parte do que seria seu próximo álbum de estúdio: Bad. A canção "Another Part of Me" fazia parte da trilha-sonora do filme Captain EO, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola. Michael estrelava o curta-metragem filmado todo em 3D para a Disney ao custo de um milhão de dólares por minuto. Até 1998, o filme ainda era exibido em parques temáticos da companhia. Em 2009, depois da morte do astro, a Disney decidiu resgatar o musical e colocá-lo em cartaz novamente. Jackson lançou Bad em agosto de 1987, com dois anos de atraso. Para a mídia especializada, o álbum era pouco ousado e uma decepção em comparação com Thriller (1982) ou Off the Wall (1979). Em contrapartida, o público respondeu bem e fez de Bad um grande sucesso, não tão grandioso quanto Thriller, mas um grande sucesso. O álbum vendeu 30 milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu durante algum tempo como o segundo mais vendido da história.

1991–1993: Dangerous, Heal the World Foundation e Super Bowl XXVII

deDepois de um ano longe das paradas de sucesso, Michael pôde ser ouvido novamente nas rádios em novembro de 1991 com a canção "Black or White", o primeiro compacto lançado do álbum Dangerous. Jackson convidou o diretor John Landis (de Thriller) para gravar o videoclipe da canção. Quando foi transmitido, o curta-metragem, que tinha dez minutos de duração, gerou controvérsia, mostrando o astro quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra. O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27 países perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas: um novo recorde. A reação foi imediata. O segmento considerado violento foi retirado do curta-metragem. Michael se retratou em um comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma pantera, animal em que se transforma durante a história. O vídeo também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras metamorfoses geradas em computador.

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Morte

Em 25 de junho de 2009, foi noticiado que Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca em sua casa, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles. Os serviços de emergência médica socorreram o cantor em sua casa, na tentativa de reanimá-lo. Porém, como Jackson se encontrava em estado de coma profundo, ele foi levado às pressas para o Ronald Reagan UCLA Medical Center, o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Desde sua internação, rumores haviam se espalhado pela imprensa confirmando sua morte. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de preocupação por parte dos fãs em muitas partes do mundo. A morte foi atribuída a uma overdose de fármacos que Michael Jackson tinha tomado nas horas anteriores para dormir, e administrados pelo seu médico pessoal Dr. Conrad Murray. O último a ser administrado foi o anestésico Propofol, sendo que 10 minutos mais tarde o Rei do Pop estava em paragem cardiorrespiratória.

Funeral

O adeus a Michael Jackson foi no dia 7 de julho de 2009. Primeiro o corpo foi velado em cerimônia privada no Forest Lawn Memorial Park's Hall of Liberty, somente para familiares e amigos íntimos. Logo em seguida o corpo foi levado para um ato público no Staples Center, onde 17 500 pessoas acompanharam o tributo. Estima-se que até dois bilhões de pessoas tenha assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo. Em uma entrevista de 2021, foi revelado que Michael teve o cérebro removido para estudos antes mesmo de ser enterrado.

Lançamentos póstumos

Michael é o primeiro álbum póstumo de Michael Jackson. O seu lançamento foi anunciado para 14 de dezembro de 2010, sob o selo da Epic Records. Michael tem músicas inéditas, incluindo a anunciada "Breaking News", gravada originalmente em 2007. "Breaking News", a primeira música confirmada, não é um single. Segundo a Sony Music, a faixa é apenas uma prévia para o novo álbum. Segundo o cantor e produtor musical Akon, que trabalhou com Michael em várias faixas, a canção "Hold My Hand" é o primeiro single do novo álbum. Uma versão incompleta da música apareceu na internet em 2008, antes da morte de Jackson. Akon declarou que a faixa foi finalizada e que sentia orgulho de ter trabalhado com o artista. Além de Akon, Michael também conta com participações especiais do rapper 50 Cent e do guitarrista Lenny Kravitz. O clipe da música de Michael Jackson em parceria com Akon Hold My Hand, foi divulgado no dia 9 de dezembro. O filme foi dirigido por Mark Pellington e gravado na Califórnia e conta com participação de vários fãs do Rei do Pop além de algumas imagens do astro.

Leaving Neverland e acusações póstumas de abuso sexual infantil

Em 2013, o coreógrafo Wade Robson entrou com uma ação alegando que Michael Jackson abusou-o sexualmente por sete anos, começando quando ele tinha sete anos de idade. Em 2014, James Safechuck também entrou com um processo judicial, alegando abuso sexual por um período de quatro anos a partir dos dez anos de idade. Ambos testemunharam na defesa de Jackson durante as alegações de 1993; Robson defendeu Jackson novamente em 2005. Em 2015, o caso de Robson contra o espólio de Jackson foi julgado improcedente por ter prescrevido. A alegação de Safechuck também foi negada. Em 2017, foi decidido que as empresas de Jackson não poderiam ser responsabilizadas por suas alegadas ações passadas. Ambos estão recorrendo da decisão. Em novembro de 2019, um juiz na Califórnia concedeu o direito a um novo julgamento, visto que o estado norte-americano aprovou uma lei que amplia o período necessário para o crime de abuso sexual prescrever. A decisão não é definitiva, no entanto.

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Árvore genealógica da família Jackson

Árvore genealógica dos irmãos, pais e avós de Michael Jackson. Por simplificação, não estão incluídos filhos e sobrinhos:

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Impacto cultural e legado na música

Jackson foi chamado de "rei do pop" porque transformou a arte dos videoclipes e abriu o caminho para a música pop moderna. Durante grande parte da carreira de Jackson, ele teve uma influência mundial incomparável sobre a geração mais jovem. Suas músicas e vídeos, como o videoclipe de Thriller, promoveram a diversidade racial na lista da MTV e direcionaram seu foco do rock para a música pop e o R&B, moldando o canal de uma forma que se mostrou duradoura. Ele é reconhecido como o artista de maior sucesso de todos os tempos pelo Guinness World Records, com vendas estimadas de mais de 500 milhões de discos em todo o mundo. Também é considerado um dos ícones culturais mais significativos do século XX e suas contribuições à música, dança e moda, juntamente com a divulgação de sua vida pessoal, fizeram dele uma figura global na cultura popular por mais de quatro décadas. Danyel Smith, diretor de conteúdo do Vibe Media Group e editor-chefe do Vibe descreve Jackson como "A Maior Estrela". A BET disse que Jackson era "simplesmente o melhor artista de todos os tempos" e alguém que "revolucionou o videoclipe e trouxe danças como a lua ao mundo. O som, o estilo, o movimento e o legado de Jackson continuam a inspirar artistas de todos os gêneros".

Nos países lusófonos

Jackson apresentou-se pela primeira vez no Brasil em setembro de 1974, através de uma etapa na América Latina da turnê The Jackson 5 World Tour (1973–1975), como um membro do grupo Jackson 5, aos dezesseis anos de idade, a turnê contou com apresentações nas cidades de São Paulo (inclusive com uma apresentação na extinta Rede Tupi), Brasília, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em 15 e 17 de outubro de 1993, ele realizou como cantor solo, suas duas últimas apresentações no país, através da turnê Dangerous World Tour (1992–1993) com ingressos esgotados no Estádio do Morumbi na cidade de São Paulo. Durante sua estadia no Brasil, Jackson visitou uma fábrica de brinquedos, na ocasião um dos veículos de sua comitiva atropelou dois irmãos, onde um deles quebrou a perna, o cantor mais tarde visitou-os pessoalmente no hospital. Em Portugal, na data 26 de setembro de 1992, Jackson apresentou-se pela primeira e única vez em Portugal, através da etapa europeia de sua turnê Dangerous World Tour, no Estádio José de Alvalade em Lisboa.

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Filantropia

Jackson é amplamente conhecido por suas atividades filantrópicas e humanitarismo. A filantropia de Jackson foi descrita pela revista The Chronicle of Philanthropy como tendo "pavimentado o caminho para a atual onda de filantropia das celebridades" e pelo Los Angeles Times como tendo "estabelecido o padrão de generosidade para outros artistas". Segundo algumas estimativas, ele doou mais de 500 milhões de dólares (desconsiderando a inflação) a instituições de caridade ao longo de sua vida, tendo sido reconhecido pelo Guinness World Records pela abrangência de seu trabalho filantrópico. Em 1992, Jackson fundou a Heal the World Foundation, para a qual doou milhões de dólares da renda de sua turnê Dangerous. As atividades filantrópicas de Jackson não se limitavam a doações financeiras. Ele também se apresentava em concertos beneficentes, alguns dos quais ele mesmo organizava. Ele doava ingressos para seus concertos habituais a grupos que prestam assistência a crianças carentes e visitava crianças doentes em hospitais por todo o mundo. Ele também doou objetos pessoais e profissionais de grande valor para diversos leilões beneficentes. Recebeu vários prêmios e honrarias por seu trabalho filantrópico, incluindo dois concedidos por presidentes americanos.

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Características artísticas

Influências

Jackson foi influenciado por músicos como James Brown, Little Richard, Jackie Wilson, Diana Ross, Fred Astaire, Sammy Davis Jr., Gene Kelly e David Ruffin. Little Richard teve uma influência substancial em Jackson, mas Brown foi sua maior inspiração; mais tarde, ele disse que quando criança, sua mãe o acordava sempre que Brown aparecia na televisão. Jackson descreveu estar "hipnotizado". A técnica vocal de Jackson foi influenciada por Diana Ross; seu uso da interjeição oooh desde tenra idade foi algo que Ross havia usado em muitas de suas músicas com os Supremes. Ela era uma figura materna para ele e frequentemente a observava ensaiar. Ele disse que aprendeu muito observando como ela se mexia e cantava, e que ela o encorajara a ter confiança em si mesmo.

Musicalidade

Jackson não tinha treinamento formal em música e não sabia ler nem escrever notações musicais; ele é creditado por tocar violão, teclado e bateria, mas não era proficiente em nenhum deles. Ao compor, ele gravava suas ideias através do beatbox e imitava instrumentos vocalmente. Descrevendo o processo, ele disse: "Vou apenas cantar a parte do baixo no gravador. Vou pegar o baixo e colocar os acordes da melodia sobre o baixo e é isso que inspira a melodia". O engenheiro Robert Hoffman lembrou de Jackson ditando um acorde de guitarra nota por nota e cantando arranjos de cordas parte por parte em um gravador de cassetes.

Temas e gêneros

Jackson explorou gêneros musicais, incluindo pop, soul, rhythm and blues, funk, rock, disco, pós-disco, dance-pop e new jack swing. Steve Huey, da AllMusic, escreveu que "Thriller" refinou os pontos fortes de Off the Wall; as faixas de dance e rock eram mais agressivas, enquanto as músicas pop e baladas eram mais suaves e com mais alma. Suas faixas incluíam as baladas "The Lady in My Life", "Human Nature" e "The Girl Is Mine", as peças de funk Billie Jean e Wanna Be Startin 'Somethin', e o disco de Baby Be Mine e P.Y.T. (Pretty Young Thing). Com Off the Wall, o "vocabulário de grunhidos, guinchos, soluços, gemidos e aparências" de Jackson mostrou vividamente sua maturação em um adulto, Robert Christgau escreveu no Record Guide: Rock Albums of the Seventies (1981). A faixa-título do álbum sugeriu ao crítico um paralelo entre as personagens da música "excêntrica" de Jackson e Stevie Wonder: "Desde a infância, seu principal contato com o mundo real esteve no palco e na cama". Com Thriller, Christopher Connelly, da Rolling Stone comentou que Jackson desenvolveu sua longa associação com o tema subliminar da paranóia e imagens mais sombrias. Stephen Thomas Erlewine, do AllMusic, observou isso nas músicas "Billie Jean" e "Wanna Be Startin 'Somethin'". Em "Billie Jean", Jackson descreve um fã obsessivo que alega ter sido pai de seu filho e em "Wanna Be Startin 'Somethin'" ele argumenta contra fofocas e a mídia. "Beat It" denunciou a violência das gangues em homenagem ao West Side Story e foi a primeira peça de sucesso de Jackson, segundo Huey. Ele também observou que a faixa-título "Thriller" começou o interesse de Jackson com o tema do sobrenatural, um tópico que ele revisitou nos anos seguintes. Em 1985, Jackson co-escreveu o hino da caridade "We Are the World"; temas humanitários mais tarde se tornaram um tema recorrente em suas letras e personalidade pública.

Estilo vocal

Jackson cantou desde a infância e, com o tempo, sua voz e estilo vocal mudaram. Entre 1971 e 1975, sua voz desceu do menino soprano ao alto tenor. Ele era conhecido por seu alcance vocal. Com a chegada de Off the Wall no final da década de 1970, as habilidades de Jackson como vocalista foram bem vistas; a Rolling Stone comparou seus vocais à "gagueira sonolenta e sem fôlego" de Stevie Wonder e escreveu que "o teor de penas de Jackson é extraordinariamente bonito. Ele desliza suavemente em um falsete surpreendente que é usado com muita ousadia". Na época de Thriller de 1982, a Rolling Stone, escreveu que Jackson estava cantando com uma "voz totalmente adulta", "tingida pela tristeza".

Videoclipes e coreografia

Jackson lançou o videoclipe de 14 minutos de "Thriller", dirigido por John Landis, em 1983. O vídeo, com tema de zumbi, "definiu videoclipes e quebrou barreiras raciais" na MTV, lançada dois anos antes. Antes de "Thriller", Jackson lutava para receber cobertura na MTV, supostamente por ser afro-americano. A pressão da CBS Records convenceu a MTV a começar a mostrar Billie Jean e depois "Beat It", o que levou a uma longa parceria com Jackson e ajudou outros artistas de música negra a ganhar reconhecimento. A popularidade de seus vídeos na MTV ajudou os números de audiência relativamente novos do canal e o foco da MTV mudou para pop e R&B. Sua performance no Motown 25: Yesterday, Today, Forever mudou o escopo dos shows ao vivo, tornando aceitável que os artistas sincronizassem os lábios com o videoclipe no palco. A coreografia do videoclipe de "Thriller" foi copiada em filmes indianos e prisões nas Filipinas. "Thriller" marcou um aumento na escala de videoclipes e foi nomeado o videoclipe de maior sucesso de todos os tempos pelo Guinness World Records.

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Fontes consultadas

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