Napalm
Napalm, NP (NaPalm) é associado a um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar incendiário convencional. O napalm é, na realidade, uma mistura do agente espessante (sal/soluto) de tais líquidos, que quando misturado com um composto petrolífero volátil, aumenta a viscosidade deste solvente/solução (tixótropo) e torna maior a persistência incendiária em comparação com o combustível de partida.
Napalm-A, no jargão, coincidente ao Napalm-A (napalm tipo A, X-104B), é uma substância impura, contendo três ou quatro substâncias. A mistura ou a interação destas, entre si, formam um composto. O composto é geralmente uma mistura de dois sais bipolares que, ao serem adicionados à gasolina, ou à outro combustível volátil, formam um espessado. Napalm é uma mistura de sais, preferivelmente, alcanoatos de alumínios (sabão de alumínio) de estrutura (RC(O)O-)nXR1R2. Duas estruturas R (alquilo) são comuns para o Napalm, podendo ser o radical normal-pentadecil (Composto A) ligado a uma carbonil-hidroxila ou o radical ou um semelhante do 3-(3-etilciclopentil)propan-1-il (Composto B) ligado a uma carbonil-hidroxila. O cátion X é geralmente o alumínio ou sódio. R= CH3(CH2)13CH2+, R[CH(CH2)3~4CH]n(CH2)mCH2+ R1= CH3(CH2)14C(O)O-, OH- (impureza<sub-produto) ou R[CH(CH2)3~4CH]n(CH2)mC(O)O- R2= N/A ou OH- (impureza<sub-produto) (Composto A e B)
Nuodex Produtos Corp. Inc e Ferro Enamel Corp. Procedimentos
Napalm é classicamente preparado sobre três etapas. (I) Os ácidos naftênicos e palmítico são extraídos das suas respectivas fontes. (II) Os extraídos são alcalinizados por um excesso de base. Formou-se sabão dos ácidos naftênicos e palmítico. (IIIa) Os sais são lavados, adiciona-se uma 1 mol de hidróxido alcalino, e, posteriormente, de Alúmen (Ferro) ou sulfato de alumínio (Nuodex). RC ( O ) OH + OH − ⟶ RC ( O ) O − + HOH {\displaystyle {\ce {RC(O)OH + OH- -> RC(O)O- + HOH}}} Aluminização dos sabões de sódio pelo sulfato de alumínio. 2 OH − + 4 RC ( O ) O − + Al 2 ( SO 4 ) 3 ⟶ 2 [ RC ( O ) O ] 2 ( OH ) Al + 3 SO 4 − 2 {\displaystyle {\ce {2 OH- + 4 RC(O)O- + Al2(SO4)3 -> 2 [RC(O)O]2(OH)Al + 3 SO4- 2}}}
O napalm foi desenvolvido em 1942 durante a Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos por uma equipe de químicos da Universidade Harvard liderada por Louis F. Fieser. O nome napalm deriva do acrônimo dos nomes dos seus componentes originais, sais de alumínio dos ácidos naftênicos e palmítico. Estes sais eram adicionados à substâncias inflamáveis para serem gelificadas. O nome, napalm, foi inventado por Fieser, quando usou um pó, um novo sabão, obtido pela Metasap Chemical Co., Harrison, N.J., sob o nome "Aluminum palmitate" e o misturou com naftenato de alumínio e os adicionou a gasolina, em duas formulas. Na primeira formula, da Shepherd, foi adicionado farinha de madeira, na segunda formula, da Nuodex, foi adicionado fumo negro de lamparina. A formula da Nuodex, um pó acastanhado, por causa da adição da fuligem do combustível de lamparina, se saíra melhor. A parte final do acrônimo, que faz referência ao ácido palmítico, foi adicionado por engano, por Fieser. O engano foi devido ao produto da Metasap, que dava a entender que, o componente ativo, era o ácido palmítico. De início, o efeito do "ácido palmítico", vendido pela Metasap, deram resultados promissores e satisfatórios. Fieser e a sua equipe, pediram à diversas empresas, que vendiam palmitato de alumínio, para que dassem amostras de seus produtos, para investigação, pois os sais de alumínio, produzidos por cada empresa, diferem em propriedades nucleófilas e eletrófilas, tanto devido a pureza dos reagentes e a natureza do ambiente, onde a matéria-prima é extraída, quanto a diferentes noções de engenharia química adotadas na manufatura. Foi coletado amostras de ácidos palmítico e Neo-gorduras da Armour and Company e foram dadas à Metasap, para a formulação de palmitato de alumínio e sais de alumínio de ácidos mono e poli-insaturados. Testes posteriores deram resultados muito inferiores ao palmitato de alumínio da Metasap.
O napalm foi usado em lança-chamas e bombas incendiárias pelos Estados Unidos e nações aliadas, para aumentar a eficiência dos líquidos inflamáveis. A substância é formulada para queimar a uma taxa específica e aderir aos materiais. O napalm é misturado com a gasolina gélida (ou gelatinosa) em diferentes proporções para alcançar este objetivo. Diversos lançadores foram desenvolvidos para seu uso, culminando nas armas lança-chamas utilizadas para atacar os exércitos vietnamitas no fim da década de 1960. Também foi usado contra cidades e vilarejos de civis posteriormente. Na Segunda Guerra Mundial a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos, sobre a Operação Meetinghouse, realizou, na noite de 9 à 10 de março de 1945, um localizado bombardeio em Tóquio, com bombas incendiárias AN-M69, preenchidas com napalm. Este tipo de armamento foi usado também pelas Forças armadas dos Estados Unidos contra guerrilhas comunistas na Guerra Civil Grega, na Coreia e no Vietnã, Laos e Camboja, durante a Guerra do Vietnã. O governo do México também utilizou napalm em 1960 contra guerrilha de Guerrero. Há notícias, também, de ter sido utilizado por Portugal nas antigas colónias de África, na chamada Guerra Colonial (1961-1974), mais notadamente na Guiné-Bissau.
Em 1980, o uso de armas incendiárias (tais como o Napalm) contra civis foi proibido pelo Protocolo III da "Convenção sobre Proibições e Restrições ao Uso de Certas Armas Convencionais que Podem Ser Consideradas como Excessivamente Lesivas ou Geradoras de Efeitos Indiscriminados" (Convenção da ONU sobre Armas Convencionais). Entretanto, a Convenção não proíbe o uso de tais armas contra objetivos militares, desde que observadas precauções com vistas a evitar danos colaterais em populações ou bens civis.


