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Movimento Armorial

O Movimento Armorial foi uma iniciativa artística cujo objetivo seria criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste brasileiro. Para tanto, buscava convergir e orientar todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura etc. Um dos idealizadores e principal nome do movimento foi o escritor Ariano Suassuna.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Origem

O escritor Raimundo Carrero, que participou da fundação do Movimento junto a Ariano, entende que o momento fundador do Movimento Armorial foi a publicação do Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, em 1971. Houve uma grande repercussão no meio literário brasileiro com a publicação do romance, e isso teria servido para popularizar todo o restante do trabalho coordenado por Ariano. O Movimento Armorial surgiu, portanto, sob a inspiração e direção de Ariano Suassuna, com a colaboração de diversos artistas e escritores da região Nordeste do Brasil e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco. Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. Foi lançado oficialmente, no Recife, em 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas na Igreja de São Pedro dos Clérigos, localizada no centro da cidade.

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Características e atuação

O Movimento Armorial tinha a pretensão de realizar uma arte nacional erudita baseada nas raízes populares da cultura nordestina e, assim sendo, convergir diversas artes para este fim. Segundo Suassuna, sendo "armorial" o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte muito mais popular do que qualquer coisa. Desse modo o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras. O Movimento tem ressonâncias em diversos campos artísticos: pintura, música, literatura, cerâmica, dança, escultura, tapeçaria, arquitetura, teatro, gravura e cinema. Uma grande importância é dada aos folhetos do romanceiro popular nordestino, a chamada literatura de cordel, por achar que neles se encontra a fonte de uma arte e uma literatura que expressam as aspirações e o espírito do povo brasileiro, além de reunir três formas de arte em único gênero: as narrativas de sua poesia, a xilogravura, que ilustra suas capas — da qual o principal representante no movimento é o artista Gilvan Samico — e a música, através do canto dos seus versos, acompanhada por viola ou rabeca. Segundo Ligia Vassalo:

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Fontes consultadas

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