Armazi
Armazi é uma localidade na Geórgia, quatro quilômetros a sudoeste de Misqueta e 22 quilômetros a noroeste de Tiblíssi. Foi a primeira capital do Reino da Ibéria antes de ser suplantada por Misqueta. Como a eventual transferência da capital política para Misqueta, Armazi continuou a servir como cidade sagrada e necrópole. Manteve sua relevância regional até o século V, quando o mefe Vactangue I (r. 447–522) transferiu a capital real para Tiblíssi. Com a eventual abolição da monarquia ibérica pelo xainxá Cosroes I (r. 531–579) e a nomeação de governadores (marzobã) em Tiblíssi, Armazi seria governada por um governador local até sua eventual destruição em 736.
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Acredita-se que o nome de Armazi possa ter derivado de Aúra-Masda, o principal deus do panteão iraniano e divindade suprema do zoroastrismo, que como Armazi foi o principal deus do panteão do Reino da Ibéria. Seu nome foi registrado como Armózica (Αρμοζίκη, Armozíkḗ) por Estrabão e Armástica (Αρμαστίκα, Armastíka) por Ptolemeu, que refletem o nome georgiano Armaz-tsiχe, "fortaleza de Armazi". Plínio, o Velho referiu-se a ela como Harmasto (Harmastus), enquanto Dião Cássio a mencionou apenas como Acrópole (Ακρόπολις, Akrópolis).
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Armazi localiza-se na confluência do Metequevari (Cura) com o Araguevi e controlava importantes rotas comerciais. Nessa posição, tinha acesso facilitado ao passo de Darial ou Portão dos Alanos, a estrada principal sobre o Cáucaso através da qual citas e cimérios invadiram o Oriente Médio. Foi a primeira capital do Reino da Ibéria antes de ser suplantada por Misqueta. Como a eventual transferência da capital política para Misqueta, Armazi continuou a servir como cidade sagrada e necrópole. No século V, o mefe Vactangue I (r. 447–522) transferiu a capital para Tiblíssi, o que diminuiu ainda mais a posição de Armazi. No reinado do xainxá Cosroes I (r. 531–579), a monarquia ibérica foi abolida e os iranianos instalaram um governador (marzobã) em Tiblíssi. Armazi seria governada por um governante de castelo desde então e sabe-se a partir das fontes que o titular dessa posição em 545 era certo Bestã. Armazi foi destruída e arrasada em 736 pelo general omíada chamado em georgiano Murvã [= Maruane] Cru.
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A Academia Georgiana de Ciências em Tiblíssi realizou extensas escavações em Armazi e suas proximidades. Elas revelaram elaboradas termas de estilo romano em Armazis-Quevi, formado por seu apoditério, frigidário, caldário e tepidário; o palácio real, onde foram localizadas joias e móveis de madeira revestidos de prata e bronze; e a necrópole dos vitaxas de Gogarena, na qual foram descobertas joias e outros objetos valiosos. Dos vestígios religiosos conhecidos do sítio estão tigelas de prata do século II representando um cavalo em pé diante de um altar de fogo mitraico e em alguns deles há inscrições em iraniano médio. A Vida de Santa Nina, a hagiografia da santa responsável por levar o cristianismo para Armazi por volta de 330, relata que havia vários ídolos pagãos na cidade em seu tempo, sendo o mais relevante deles o do deus Armazi. Em Armazi também foram descobertas inscrições, sendo a mais relevantes delas a inscrição bilíngue em grego e iraniano médio na lápide da nobre Serapitis, cuja versão iraniana média foi registrada numa forma incomum de aramaico. Outra inscrição, chamada estela de Vespasiano, registra a restauração das fortificações de Armazi pelo imperador Vespasiano (r. 69–79).


