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Guerra biológica

Guerra biológica é o uso de toxinas biológicas ou agentes infecciosos, como bactérias, vírus, insetos e fungos, com a intenção de matar, ferir ou incapacitar humanos, animais ou plantas como um ato de guerra. Armas biológicas são organismos vivos ou entidades replicantes. A guerra entomológica é um subtipo de guerra biológica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/06/2026
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História

Antiguidade e Idade Média

Formas rudimentares de guerra biológica são praticadas desde a antiguidade. O primeiro incidente documentado da intenção de usar armas biológicas está registrado em textos hititas de 1500–1200 a.C., nos quais vítimas de uma praga desconhecida (possivelmente tularemia) foram levadas para terras inimigas, causando uma epidemia. Os assírios envenenaram poços inimigos com o fungo ergot, com resultados desconhecidos. Arqueiros citas mergulhavam suas flechas em excrementos e cadáveres; há relatos de soldados romanos fazendo o mesmo com suas espadas. Como resultados as vítimas eram comumente infectadas por tétano. Em 1346, corpos de guerreiros mongóis da Horda Dourada que haviam morrido de peste negra foram jogados sobre os muros da cidade sitiada de Caffa, na Crimeia. Especialistas debatem se essa operação teria sido responsável pela disseminação da Peste Negra para a Europa, Oriente Próximo e Norte da África, resultando na morte de aproximadamente 25 milhões de europeus.

Segunda Guerra Mundial

O único uso documentado de armas biológicas em combate foi feito pelos japoneses contra cidades chinesas entre os anos 30 e 40, na Segunda Guerra Sino-Japonesa. O exército imperial japonês possuía uma unidade secreta para pesquisa e desenvolvimento de guerra biológica, denominada Unidade 731. Também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos, principalmente em prisioneiros de guerra.

Nakba

Veja artigo principal: Operação Lança o Teu Pão O estado de Israel usou armas biológicas na sua campanha de limpeza étnica da população palestina, conhecida como Nakba. Entre abril e dezembro de 1948, durante a operação Lança o Teu Pão, forças sionistas usaram bactérias de febre tifoide para contaminar poços de água potável, violando o Protocolo de Genebra de 1925. O primeiro-ministro israelita David Ben-Gurion e o chefe do Estado-Maior das FDI, Yigael Yadin, supervisionaram e aprovaram o uso das táticas de guerra biológica. Em abril de 1948, David Ben-Gurion ordenou a um funcionário da Agência Judaica na Europa que encontrasse cientistas judeus do leste europeu que pudessem "aumentar a capacidade de matar massas ou de curar massas; ambas são importantes". Segundo Milton Leitenberg, essa “capacidade” se referia a armas químicas e biológicas, que poderiam ser usadas tanto para ataque como para defesa. Um dos cientistas recrutados foi um epidemiologista e coronel do Exército Vermelho chamado Avraham Marcus Klingberg.

Guerra Fria

Durante a Guerra Fria, os EUA e a ex-URSS desenvolvem pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica. A criação e armazenamento de armas biológicas foi proibida pela Convenção sobre Armas Biológicas (BWC) de 1972. Até maio de 1997, o acordo foi assinado por 159 países, dos quais 141 já o ratificaram, inclusive o Brasil. A ideia subjacente a este acordo é evitar o devastador impacto de um ataque bem sucedido, que poderia concebivelmente resultar em milhares, possivelmente milhões de mortes e causar roturas severas a sociedades e economias. No entanto, a convenção proíbe somente a criação e o armazenamento, mas não o uso, destas armas. Entretanto, o consenso entre analistas militares é que, exceto no contexto do bioterrorismo, a guerra biológica tem uma aplicação militar bastante limitada.

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Atualmente

As armas biológicas são as mais temidas na atualidade, pois são capazes de devastar várias sociedades contaminando a água, o ar, a terra e os alimentos. São feitas a partir de toxinas, bactérias, vírus, fungos ou outros microrganismos que são fabricados em laboratório e prejudicam a saúde do homem. Hoje existem laboratórios de armas biológicas no Iraque, Irã, Síria, Índia, Paquistão, China, Estados Unidos, Rússia, Coreia do Norte e Afeganistão.

Continente Asiático

Em 1995, o principal inspetor de armas da UNSCOM, Dr. Rod Barton da Austrália, mostrou documentos obtidos por Taha da UNSCOM que mostravam o governo iraquiano tinha acabado de comprar 10 toneladas de meio de cultura de uma empresa britânica chamada Oxoid. O meio de cultura é uma mistura de açúcares, proteínas e minerais, que fornece nutrientes para os micro-organismos crescerem. Ele pode ser usado em hospitais e laboratórios de pesquisa biológica em microbiologia/molecular. Nos hospitais, compressas de pacientes são colocados em placas contendo meio de cultura para fins de diagnóstico. Consumo hospitalar do Iraque de meio de cultura foi de apenas 200 kg por ano; ainda em 1988, o Iraque importou 39 toneladas do mesmo. Mostrado esta prova pela UNSCOM, Taha admitiu aos inspetores que ela tinha 19 mil litros de toxina botulínica; 8 mil litros de antraz; 2 mil litros de aflatoxina, que pode causar insuficiência hepática; Clostridium perfringens, uma bactéria que pode causar gangrena gasosa; e ricina. Ele também admitiu a realização de pesquisas em cólera, salmonella, a febre aftosa, e varíola do camelo, uma doença que usa as mesmas técnicas de cultura, como a varíola, que é mais seguro para os pesquisadores trabalharem. Foi por causa da descoberta do trabalho de Taha com a varíola do camelo que os Estados Unidos e os serviços de inteligência britânicos temiam que Saddam Hussein pode ter sido o planejamento para armar o vírus da varíola. O Iraque teve um surto de varíola em 1971, e a Weapons Intelligence Non Proliferation and Arms Control Center (WINPAC) acreditava que o governo iraquiano reteve material contaminado.

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Fontes consultadas

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