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Giorgio Armani

Giorgio Armani OMRI foi um estilista e empresário italiano. Ganhou reconhecimento inicial por seu trabalho na Cerruti 1881. Sua própria empresa, Armani, foi fundada em 1975 e posteriormente se diversificou para áreas como música, esportes e hotéis de luxo. Em 2001, Armani alcançou amplo reconhecimento como o estilista italiano de maior sucesso, sendo amplamente creditado como pioneiro da moda no tapete vermelho. Na época de sua morte, sua fortuna era avaliada em mais de 12,1 bilhões de dólares.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Imagem: Giorgio Montersino · BY-SA · Openverse

Giorgio Armani nasceu em 11 de julho de 1934 em Placência, no norte da Itália, filho de Ugo Armani, contador de uma empresa de transportes, e de Maria Raimondi. Cresceu com o seu irmão mais velho, Sergio, e a irmã mais nova, Rosanna. Durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentou a pobreza e sofreu queimaduras graves quando um projétil de artilharia não detonado, com o qual brincava, explodiu. Enquanto cursava o ensino médio no Liceo Scientifico Leonardo da Vinci, em Milão, Armani aspirava a seguir carreira na medicina, especialmente após ler A Cidadela de A. J. Cronin. Mais tarde, matriculou-se no curso de medicina da Universidade de Milão. Em 1953, após três anos de estudo, abandonou a graduação e ingressou no exército. Por conta de sua formação médica, foi designado ao Hospital Militar de Verona, onde também assistia a shows na Arena de Verona. Foi nesse período que decidiu buscar uma carreira diferente.

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Carreira em design

Em 1957, após servir no exército por dois anos, Armani tornou-se vitrinista e balconista na La Rinascente, uma loja de departamentos em Milão. Ainda em 1957, na mesma loja, foi responsável por apresentar as primeiras peças da inovadora empresa finlandesa de têxteis, roupas e móveis para casa, Marimekko. Posteriormente, tornou-se vendedor do departamento de moda masculina, função na qual adquiriu experiência valiosa no aspecto de marketing da indústria da moda. Em meados da década de 1960, Armani mudou-se para a empresa Nino Cerruti, onde passou a desenhar roupas masculinas. Suas habilidades chamaram atenção, e na década seguinte, enquanto trabalhava para a Cerruti, Armani também atuou como freelancer. No final da década de 1960, Armani conheceu Sergio Galeotti, arquiteto de formação, iniciando um relacionamento pessoal e profissional que duraria muitos anos. Em 1973, Galeotti o convenceu a abrir um escritório de design em Milão, na Corso Venezia, n.º 37, dando início a um período de intensa colaboração. Durante esse tempo, Armani trabalhou como designer freelancer para diversas casas de moda, incluindo Allegri, Bagutta, Hilton, Sicons, Gibò, Montedoro e Tendresse. A imprensa internacional rapidamente reconheceu a importância de Armani após seus desfiles na Sala Bianca do Palácio Pitti, em Florença, experiência que lhe permitiu desenvolver seu estilo de novas maneiras.

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Outras atividades

Coleção Armani Hotel

Em 2005, a Giorgio Armani SpA firmou um contrato de licenciamento de longo prazo com a Emaar Properties PJSC para o desenvolvimento de uma coleção global de hotéis e resorts de luxo sob a marca Armani. A Emaar seria responsável pela construção, gestão e operação dos empreendimentos, enquanto a Armani manteria o controle criativo sobre o design de interiores, mobiliário e estilo geral. O Armani Hotel foi inaugurado no Burj Khalifa em 27 de abril de 2010, ocupando os 39 andares inferiores do arranha-céu em Dubai, Emirados Árabes Unidos. O hotel conta com 160 quartos e suítes e 144 residências. Armani também projetou os interiores das Residências Armani, localizadas no mesmo edifício, além de sua linha de produtos de mobiliário da coleção Armani/Casa.

Música

Armani Musica apresenta compilações do Emporio Armani Caffè, uma série de compilações especiais de CDs com curadoria de Giorgio Armani com o DJ-designer de som Matteo Ceccarini, oferecendo uma mistura de sons conceituais e ritmos underground.

Esporte

Armani tinha grande interesse por esportes. Foi presidente do time de basquete Pallacanestro Olimpia Milano e torcedor do do Inter de Milão. Armani desenhou ternos para a seleção inglesa de futebol em duas ocasiões. e, desde agosto de 2007, também criou ternos usados por jogadores do clube londrino Chelsea. Projetou os uniformes dos porta-bandeiras italianos na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, em Turim, e também os uniformes olímpicos da Itália para os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, em Londres. Armani criou e apresentou a linha EA7, uma marca inspirada no futebolista ucraniano Andriy Shevchenko, que na época atuava pelo AC Milan e usava a camisa número 7.

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Inovações

Imagem: Giorgio Montersino · BY-SA · Openverse

Giorgio Armani revolucionou a moda na década de 1970 com silhuetas minimalistas e desconstruídas, exemplificadas pelos famosos casacos macios e ternos desestruturados. Inspirado pelo cinema italiano dos anos 1960 e 1970 — notadamente Alain Delon em Le Samouraï e Marcello Mastroianni em A Doce Vida —, Armani transformou a elegância masculina e feminina em uma forma contemporânea, sóbria e sofisticada. Armani é reconhecido como pioneiro da moda no tapete vermelho. Ele foi o primeiro designer a proibir modelos com índice de massa corporal (IMC) inferir a 18, após a morte da modelo Ana Carolina Reston, vítima de anorexia nervosa. Em 14 de janeiro de 2007, transmitiu sua coleção ao vivo pela Internet, a primeira no mundo da alta-costura, com o desfile Armani Privé Primavera/Verão 2007 exibido via MSN e celulares Cingular. O estilista também desenhou figurinos de palco para Lady Gaga, incluindo os usados nas turnês The Monster Ball Tour e The Born This Way Ball, que quebraram recordes. Além disso, criou roupas para importantes premiações, como o 52.º Grammy Awards e o MTV Video Music Awards de 2010.

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Vida pessoal e morte

Armani era um homem intensamente reservado, mas afirmou em uma entrevista à Vanity Fair que teve relacionamentos com homens e mulheres. Ele manteve um relacionamento pessoal de longa data com seu parceiro de negócios, o arquiteto, estilista e empresário Sergio Galeotti, que morreu de complicações relacionadas à AIDS em 1985. Armani creditou a Galeotti a capacidade de prosseguir com seus negócios. Refletindo em 2015, Armani disse sobre Galeotti: "Quando viajo, trago sua fotografia. Há algo que permanece. Seu espírito perdura. Com certeza. Ele continua vivo. Vejo Sergio em todos os lugares e tenho certeza de que ele me vê. E tenho esperança de que, seja lá o que eu tenha feito, ele saiba disso." Armani descreveu sua incapacidade de evitar a morte de Galeotti como o maior fracasso de sua carreira. Segundo sua família, Armani passava grande parte do tempo em seu iate de mais de 200 pés (61,0 metros) e adorava velejar. Armani morreu em sua casa em Milão em 4 de setembro de 2025, aos 91 anos.

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Legado

Imagem: Giorgio Montersino · BY-SA · Openverse

Ao longo de sua carreira, o curso de Armani foi definido por seu impacto na indústria da moda, principalmente reinventando roupas de terno para mulheres. Após sua morte, a BBC disse que Armani "revolucionou a moda" e que nenhum estilista teve uma "mudança duradoura na maneira como as pessoas se vestem" desde oco Chanel. Le Monde chamou Armani de "um dos últimos grandes criadores da moda moderna". Armani era conhecido por afrouxar as restrições de estilos mais rígidos de terno, ajudando a fazer com que os homens que usavam ternos se sentissem sofisticados enquanto empoderava as mulheres em ambientes formais, como o trabalho The New York Times rotulou Armani como o "Mestre do Power Suit da Moda", ao mesmo tempo em que citou seu impacto na moda de celebridades e no "vestir-se no tapete vermelho". Armani tinha um amplo nível de influência internacional; Isso porque sua experiência se estendia muito além de apenas roupas e acessórios de alta costura. Em vez disso, o trabalho de Armani era frequentemente visto como arte e não apenas moda; por exemplo, o Museu Guggenheim em Nova York sediou uma exposição do trabalho de Armani - a primeira para um designer vivo - com uma participação média de 29 000 por semana. Isso é referenciado no periódico "The Aesthetics of Smelly Art", dentro do "The Journal of Aesthetics and Art Criticism".

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