A Doce Vida
La Dolce Vita é um influente filme franco-italiano de 1960, dirigido por Federico Fellini. Este drama é amplamente reconhecido como um marco na transição do estilo de Fellini, do neorrealismo para o simbolismo, e é considerado um dos filmes mais importantes da década de 1960 e do século XX. Uma característica marcante da obra é sua fotografia em preto e branco, com sequências noturnas que evocam o cinema noir e o expressionismo alemão, criando um cenário festivo com contrastes acentuados de luz e sombra.
Pontos-chave
- Filme franco-italiano de 1960, dirigido por Federico Fellini.
- Marco na transição do estilo de Fellini: do neorrealismo para o simbolismo.
- Considerado um dos filmes mais importantes do século XX.
- Fotografia em preto e branco com sequências noturnas que remetem ao cinema noir e expressionismo alemão.
- Aborda temas como a decadência da sociedade romana e a falta de comunicação.
Ambientado em Roma, o filme segue Marcello Rubini, um jornalista especializado em histórias sensacionalistas sobre celebridades, visões religiosas e a aristocracia em declínio. Sua rotina muda ao cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank, por quem se sente fascinado. Através dos olhos de Marcello, Fellini retrata uma Roma moderna, sofisticada, mas também decadente e influenciada pela cultura norte-americana. Marcello é um homem sem compromisso, envolvido com diversas mulheres: uma amante ciumenta, uma mulher sofisticada em busca de aventuras e a atriz de Hollywood, com quem protagoniza a icônica cena na Fontana di Trevi. Outra sequência notável é a de abertura, onde Marcello, em um helicóptero transportando uma estátua de Jesus para o Vaticano, tenta se comunicar com uma mulher tomando sol em um terraço, mas o barulho dos motores impede o entendimento, um tema recorrente de falta de comunicação ao longo do filme.
Imagem: Victor Carvalho · BY-NC · Openverse
A recepção de La Dolce Vita foi amplamente positiva, embora tenha enfrentado significativa censura.
Aclamação da Crítica
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, 95% das 65 resenhas foram positivas, com o consenso descrevendo o filme como 'um marco cinematográfico épico e de tirar o fôlego, La Dolce Vita permanece fascinante apesar de – ou talvez por causa de – seu extenso comprimento'. No Metacritic, o filme obteve uma classificação de 95/100 com base em 13 críticos, indicando 'aclamação universal'.
Controvérsia e Proibição
A cena de abertura, percebida pela Igreja Católica como uma paródia da segunda vinda de Jesus, e o filme em geral, foram condenados pelo jornal do Vaticano L'Osservatore Romano em 1960. Sujeito a censura generalizada, o filme foi proibido na Espanha até a morte de Franco em 1975.
Imagem: Victor Carvalho · BY-NC · Openverse
La Dolce Vita foi reconhecido com importantes prêmios na Itália.


