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Invencível Armada

A Grande e Felicíssima Armada - mais conhecida pela designação sarcástica de Invencível Armada ou Armada Invencível - foi uma grande força naval, reunida pelo rei Filipe II de Espanha em 1588, com o objetivo de invadir a Inglaterra, neutralizando a influência inglesa sobre a política dos Países Baixos Espanhóis e reafirmando a hegemonia espanhola no domínio dos mares. A Invencível Armada acabou por ser derrotada pela Marinha Inglesa na Batalha Naval de Gravelines, que constituiu o maior combate da - nunca formalmente declarada - Guerra Anglo-Espanhola.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Antecedentes

Três importantes fatores estão na base da decisão do monarca espanhol em tentar invadir a Inglaterra. Em primeiro lugar, a coroa espanhola enfrentava a rebelião dos exércitos holandeses em suas possessões em Flandres e em territórios dos atuais Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo, herdadas por Filipe II de seu pai, Carlos I. A manutenção do domínio nos Países Baixos tinha grande importância estratégica e comercial para o Império Espanhol, mas envolvia também o enfrentamento do crescente poder protestante na Europa, representado ali pelos calvinistas das províncias do norte. Isto apresenta o segundo fator: a Espanha era então a principal força aliada da Igreja Católica e estava envolvida, política e militarmente, tanto na defesa do cristianismo contra os muçulmanos no Mediterrâneo quanto na contrarreforma católica em face ao surgimento dos protestantes na Europa. Os nobres calvinistas em Flandres sempre contaram com apoio inglês, especialmente nas operações navais e naquele momento sofriam graves derrotas em terra diante do comando de Alexandre Farnésio, o Duque de Parma, à frente dos exércitos espanhóis. Com a França há décadas neutralizada por sucessivas derrotas para os espanhóis, como em Pavia, San Quintín e na batalha terrestre de Gravelinas, e o Sacro Império Romano-Germânico eternamente nas mãos dos Habsburgo (família à qual pertencia Filipe II), a queda dos ricos porém vulneráveis aliados comerciais holandeses isolaria de vez a Inglaterra.

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O confronto - Batalha Naval de Gravelines

A ordem de partida foi para dia 25 de abril, mas a armada saiu de Lisboa a 28 de maio de 1588, com 130 barcos, 8 mil marinheiros e 18 mil soldados. O plano era destruir a frota inglesa que guardava o Canal da Mancha e ao mesmo tempo desembarcar próximo a Londres o exército do Duque de Parma, de 30 mil soldados, que aguardava nos Países Baixos Espanhóis. Só após 15 dias os espanhóis conseguiram avistar a Inglaterra. Durante este tempo, a falta de vento na costa portuguesa e uma tempestade junto ao cabo Finisterra dispersaram os navios. Durante alguns dias, em pleno Canal da Mancha, as frotas estudaram-se uma à outra sem atacar. Apesar de ter tido oportunidade de atacar a frota inglesa, imobilizada em Plymouth pela ação da maré, o comando espanhol parece ter sido expressamente ordenado por Filipe II para dar prioridade à operação de embarque de tropas e não correr riscos de perda de navios antes da hora. Contrariando conselhos dos seus capitães, que consideravam o ataque viável, Medina Sidonia decidiu seguir ruma à ilha de Wight, com destino à costa continental.

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Consequências

O episódio no canal foi decisivo para que holandeses e principalmente ingleses compreendessem a vantagem estratégica que uma marinha de guerra profissional poderia significar. Na ocasião do combate, grande parte da frota reunida era dos navios corsários e não pertencia à marinha militar regular. Foi só a partir de então que se deu o grande impulso que tornou a Inglaterra na maior potência naval do mundo, porém isto só se tornou patente mais de 50 anos depois. Desde o século XV e até então, tal título sempre fora outorgado a Portugal e à Espanha. A derrota também foi decisiva para o abandono, por parte do Império Espanhol, de qualquer projeto de investir em uma corrida armamentista naval contra ingleses e holandeses: não teria dinheiro para isto e só seria relevante proteger os carregamentos anuais de ouro e prata da América. Para tanto, a armada foi reorganizada, reequipada e modernizada, formando uma frota de galeões que era mais do que suficiente para coibir ameaças à própria Península Ibérica bem como aos comboios de metais preciosos. Porém não era uma frota de alcance global, como um dia se pensava que existiria. Esta menor dimensão das forças navais prejudicou a segurança das cargas mercantes alheias aos interesses da coroa, e o volume de negócios entre as diversas partes do Império Espanhol e a metrópole caiu em face ao contrabando oriundo de outras nações inimigas como a Holanda, Inglaterra e França.

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Navios portugueses envolvidos

A Coroa de Portugal - nas mãos de Filipe II de Espanha - forneceu os principais navios de guerra da armada invencível, que formaram a Esquadra de Portugal. Esta era a principal da armada, comandada pelo próprio duque de Medina-Sidónia. Para além disso, Portugal forneceu também algumas galés que formavam a Esquadra das Galés de Portugal. Os seguintes navios portugueses participaram na armada: Três grandes galeões portugueses anteriormente escolhidos foram dispensados, dois pelo seu estado e antiguidade, e um que seguiu para o Oriente.

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