Arlequina
Arlequina, cujo nome original é Harleen Frances Quinzel, é uma personagem fictícia da DC Comics, inicialmente criada por Paul Dini e Bruce Timm para a série animada 'Batman: A Série Animada'. Sua primeira aparição foi em setembro de 1992, no episódio 'Joker's Favor'. Devido à sua popularidade instantânea, Arlequina transcendeu as telas, fazendo sua transição para os quadrinhos em 1993 e sendo oficialmente incorporada ao Universo DC em 1999. Descrita como uma anti-heroína, ela se consolidou como uma das personagens femininas mais icônicas de Gotham City, ao lado de Mulher-Gato e Hera Venenosa, com quem formou a gangue 'Gotham City Sirens'.
Pontos-chave
- Criada por Paul Dini e Bruce Timm para 'Batman: A Série Animada' em 1992.
- Sua popularidade a levou dos desenhos para os quadrinhos e o Universo DC.
- Originalmente uma psiquiatra, Harleen Quinzel se apaixonou pelo Coringa no Asilo Arkham.
- É uma anti-heroína e forma, com Mulher-Gato e Hera Venenosa, a trindade feminina de Gotham.
- A personagem gerou controvérsias por sua representação sexualizada em algumas mídias.
A Arlequina foi concebida para um único episódio de 'Batman: A Série Animada', mas sua recepção calorosa garantiu sua permanência e evolução, culminando em sua transição para os quadrinhos e aprofundamento de sua história.
Criação e Primeiras Aparições
Arlequina foi criada por Paul Dini e Bruce Timm para 'Batman: A Série Animada', estreando em 11 de setembro de 1992, no episódio 'Joker's Favor'. A ideia inicial era que ela fosse uma ajudante feminina para o Coringa, inspirada na atriz Arleen Sorkin, amiga de Dini, que já havia aparecido em 'Days of Our Lives' com uma fantasia de bobo da corte. A personalidade de Sorkin foi incorporada à personagem. A resposta positiva do público e da crítica levou Dini e Timm a incluí-la em outros episódios, sempre retratada como devotada ao Coringa, apesar da natureza psicótica dele e da falta de afeto por ela.
A Transição para os Quadrinhos
A ideia de uma origem mais profunda para Arlequina, onde ela seria uma Dra. no Asilo Arkham seduzida pelo Coringa, levou ao lançamento de 'The Batman Adventures: Mad Love' em fevereiro de 1994. Escrita por Dini e desenhada por Timm, esta história em quadrinhos detalha a transformação de Harleen Quinzel em Arlequina e o desrespeito do Coringa por ela. 'Mad Love' é amplamente considerada a origem definitiva da personagem, adicionando profundidade e estabelecendo-a como uma figura trágica e simpática. Aclamada pela crítica, ganhou os prêmios Eisner e Harvey e foi adaptada para um episódio de 'The New Batman Adventures' em 1999. No Brasil, foi publicada pela Abril Jovem em 1995 e republicada pela Opera Graphica em 2002.
Controvérsias e Representação
A personagem Arlequina gerou algumas controvérsias. A capa da primeira edição de 'Esquadrão Suicida' dos Novos 52 foi criticada por sua representação sexualizada da personagem, resultando em reações negativas e ameaças a Adam Glass. Em setembro de 2013, um concurso da DC Comics, 'Break into comics with Harley Quinn!', que pedia aos artistas para desenhar Arlequina em cenários de suicídio, também causou polêmica. A controvérsia não se limitou à proximidade com a semana de prevenção do suicídio, mas também à representação sexualizada da personagem, especialmente no cenário em que ela deveria cometer suicídio nua em uma banheira.
Ao longo de sua história, Arlequina teve diversos interesses amorosos, destacando-se suas complexas relações com o Coringa e a Hera Venenosa, além de outros personagens.
A popularidade da Arlequina a levou a diversas adaptações fora dos quadrinhos e da animação, incluindo filmes e séries de televisão, onde sua presença é sempre marcante.
No Cinema
Arlequina é a protagonista principal em 'Batman and Harley Quinn', com Melissa Rauch dando voz à personagem. Uma versão da Arlequina inspirada em 'Batman: Arkham' também faz uma aparição especial no filme 'Ready Player One' de 2018.
Na Televisão
Em 'Arrow', Arlequina fez uma aparição notável como um easter egg, interpretada por Cassidy Alexa e dublada por Tara Strong (a mesma voz dos jogos 'Batman: Arkham'). No episódio 'Suicide Squad', ela foi listada como uma 'fêmea desajustada no Esquadrão' e teve apenas uma fala. Embora houvesse planos para uma participação maior, o astro Stephen Amell e o produtor Andrew Kreisberg revelaram que ela foi cortada de episódios posteriores, incluindo o final da segunda temporada, devido a questões de tempo e, segundo a atriz Willa Holland, por causa do filme 'Esquadrão Suicida'.
Imagem: gabriel chileno · BY-ND · Openverse
A Arlequina tem sido objeto de diversas análises, que abordam desde seus transtornos de personalidade até sua representação como uma mulher que sacrifica sua autonomia, além de sua importância como 'Robin do Coringa'.


