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Ardipithecus

O gênero Ardipithecus compreende um conjunto de primatas hominóides fósseis encontrados no noroeste da África que são considerados descendentes dos Orrorin tugenensis e ancestrais diretos dos australopitecíneos. As semelhanças com os Australopithecus são grandes, ainda que apresentem traços mais simiescos e — entre os fósseis encontrados — menos corpulência que estes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Espécies conhecidas

Na atualidade estão classificadas duas espécies de Ardipithecus: o A. ramidus e o A. kadabba, ainda que o primeiro seja por vezes considerado uma subespécie deste último com o nome de Ardipithecus kadabba ramidus. Os fósseis de A. ramidus estão datados em um período de 3,8 a 4 milhões de anos a.C., enquanto que se considera que A. kadabba habitou o norte da África entre 5,2 m.a. a.C. a 3,8 milhões de anos a.C.. Árvore filogenética de acordo com um estudo de 2019:

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Hábitos e estilo de vida

Com base no tamanho dos ossos, acredita-se que as espécies de Ardipithecus tinham tamanho aproximado de um moderno chimpanzé. Inicialmente a análise comportamental mostrou que Ardipithecus poderia ser muito parecido com os chimpanzés, indicando que os antepassados humanos iniciais eram muito semelhantes aos chimpanzés em comportamento. Porém novos estudos questionaram tais conclusões. Em um estudo que assume o status hominínico do Ardipithecus ramidus, argumenta-se que a espécie representa uma alteração heterocrônica do plano geral do corpo dos grandes primatas. Neste estudo, a semelhança da morfologia craniofacial da espécie com a dos chimpanzés subadultos é atribuída à dissociação do crescimento craniofacial do crescimento cerebral e das trajetórias associadas à história de vida, como a erupção do primeiro molar e a idade do primeiro nascimento. Consequentemente, argumenta-se que a espécie representa uma ontogenia única, diferente de qualquer macaco existente. O crescimento reduzido na região alveolar sub-nasal da face, que abriga o complexo canino projetado em chimpanzés, sugere que as espécies tinham taxas de crescimento e biologia reprodutiva diferente de qualquer espécie viva de primata. Nesse sentido, as espécies podem mostrar a primeira tendência para a psicologia social, parental e sexual humana. Consequentemente, os autores argumentam que não é mais sustentável extrapolar dos chimpanzés nas reconstruções do comportamento social e de acasalamento dos primeiros hominídeos, fornecendo mais evidências contra o chamado "modelo referencial dos chimpanzés". Como os autores escrevem quando discutem o padrão incomum de crescimento cranio-dentário das espécies e a luz que pode lançar sobre as origens da sociabilidade humana:

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Fontes consultadas

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