Arco composto
Um arco composto ou arco de polias é um arco moderno que utiliza sistemas de alavancas, cabos, polia ou roldanas, para minimizar os esforços do arqueiro ao final da puxada e proporcionar uma facilidade maior no tiro.
Os membros de um arco composto são geralmente muito mais rígidos do que os de um arco recurvo ou de um arco longo (como os arcos longos ingleses de madeira de teixo). Essa rigidez dos membros aumenta a eficiência do arco composto na produção de energia em relação aos outros tipos de arcos, por outro lado, dificulta a ação do arqueiro diretamente sobre a corda. Por isso, o arco composto tem sua corda ligada a polias de um membro ou de ambos, que tem um ou mais cabos anexados ao membro oposto. Quando a corda é levada para trás, as polias puxam os cabos, que por sua vez fazem com que os membros se curvem e, assim, acumulem a energia necessária no tiro. A utilização desse sistema dá ao arco composto uma característica especial: os membros se curvam e armazenam energia até um ponto máximo, um pico. É aí que eles se fixam. Em vez de o arqueiro ter que manter a corda sob sua força, o arco armazena essa força até a chegada hora de passar toda esse potencial em energia para a flecha, transformando a energia potencial em energia cinética (a energia do movimento).
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O encaixe central dos arcos compostos são normalmente feitos de alumínio ou magnésio. Esse encaixe é a parte do arco onde estão acoplados o estabilizador, o visor e a base onde a flecha é inserida. Ele é projetado para ser tão rígido quanto possível. Alguns desses encaixes são feitos de uma liga de alumínio 6 061, produzida especialmente para aviões. Membros feitos de materiais compostos são capazes de suportar altas tensões e forças de compressão. Os membros armazenam toda a energia do arco. Nenhuma energia é armazenada nos cabos. Na configuração mais comum, pode haver polias no final de cada membro. A forma da polia pode variar um pouco entre os diversos modelos de arco. Existem vários conceitos da utilização de polias para armazenar energia nos membros, conceitos que caem no âmbito de uma categoria chamada de arcos excêntricos. Os quatro tipos mais comuns de arcos excêntricos são Single Cam (polia única), Dual Cam (polia dupla) ou Twin Can (gemea) Hybrid Cam (polia híbrida) e Binary Cam (polia binária). No entanto, existem também modelos menos comuns como Quad Cam e Hinged (articulado).
Desvantagens circunstanciais
O tamanho relativamente baixo de um arco composto, comparado ao recurvo, torna-o mais sensível a certas mudanças de postura do arqueiro. Em particular, é comum giro do arco em torno do seu eixo vertical, levando a erros de lateralidade.
A extensão da estiragem é a distância entre a corda em plena estiragem, ou seja, quando ela está esticada, e o ponto mais baixo sobre a aderência mais 1,75 polegadas (4,45 centímetros). Como a força de estiragem pode aumentar mais rapidamente ou mais lentamente, e também ser solta rápida ou lentamente quando se aproxima do pico, arcos com a mesma força do pico podem armazenar diferentes quantidades de energia. Nobert Mullaney definiu a energia armazenada para a força do "pico" (S.E/P.D.F). Trata-se normalmente em torno de 3 J/kg; mas pode chegar até a 4,2 J/kg. A eficiência dos arcos também varia. Normalmente entre 70%-80% da energia armazenada é transferida para a seta. Esta energia é denominada energia potencial. Quando transferida para a seta é transformada em energia cinética. O produto da SE/PDF e a eficiência pode ser chamado de fator potência. Há dois padrões de medição desta quantidade: AMO e IBO. AMO é definido como a velocidade inicial de uma seta de 35 g quando atirada de um arco cuja força do pico é de 270 N e a extensão da estiragem é de 76 centímetros. IBO é a velocidade inicial de uma seta com 22,7 g atirada de um arco como uma força do pico de 300 N e uma extensão de estiragem de 76 centímetros. Brace Height é a distância do centro do arco, o encaixe central, até a corda em repouso. Tipicamente, um Brace Height curto resulta em um aumento da potência do arco.
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Flechas usadas em arcos compostos pouco diferem das usadas em arcos recurvos. A haste das setas usadas pelo arco composto são geralmente feitas de uma liga de alumínio ou de fibra de carbono, ou de uma combinação destes. Devido a maior força das setas modernas, tais setas são usadas em arcos compostos. Caso fossem feitas de madeira, como as setas destinadas a arcos recurvos, possivelmente a haste se quebraria frente a força superior do arco composto, dirigindo a haste quebrada ao braço do atirador ou então a seta se estilhaçaria em razão da alteração da força aplicada a ela no lançamento. Os fabricantes também produzem setas com comprimento e rigidez diferentes, e no mesmo modelo de haste, para acomodar diferentes forças e extensões de estiragem.


