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Arco (arma)

O arco é uma arma impulsora que se usa para disparar flechas sobre qualquer alvo distante. O arco pode ser formado por uma única peça de madeira, que pode ser tão alta quanto a estatura do atirador, como o arco longo, ou várias peças recurvadas que aumentam a potência do arco, como o arco composto moderno, ou arcos tradicionais de osso ou madeira, como o turco e o japonês.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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História

O arco feito de madeira vem sendo usado por milhares de anos para a caça e para a guerra, seja pelos núbios (tribos nativas africanas), tribos nativo-americanas, como os cherokees, os Bari, (tribos africanas, como os Bassa), os europeus, entre outros, desde o período mesolítico. Como arma de caça, é simples, confiável e capaz de abater um animal tão grande como o elefante africano. Como uma arma de guerra, o arco contribuiu enormemente em diversas culturas. Os núbios eram famosos pela sua destreza com seus arcos, sendo conhecidos por sua habilidade de acertar no olho do seu inimigo durante suas batalhas. No Japão antigo, os arcos característicos seriam os fabricados de bambu e de madeira, conhecidos como youmi, sendo decisivos para a guerra a cavalo entre samurais. Na Idade Média européia, os arqueiros ingleses eram célebres por sua destreza no uso do arco longo para a guerra, utilizando-os com grande eficácia na guerra dos cem anos (especialmente em batalhas como Crecy, Azincourt e Poitiers).

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Tipos de arco

O arco longo é um arco grande, e em geral feito de diversas madeiras como o carvalho, o teixo, o freixo e o ulmeiro, que dispara a uma grande distância: um arco que era construído para ser tão alto quanto o arqueiro que o levava. O exemplo mais famoso é o arco longo inglês (ou galês), e utilizado pelos exércitos ingleses com uma grande eficácia na guerra dos cem anos. À curta distância, o arco podia ser apontado diretamente a um alvo concreto, e era capaz de penetrar uma cota de malha ou uma armadura de placas leve. Para maiores distâncias os arqueiros soltavam para o alto os projéteis que faziam uma trajetória curva até as formações inimigas, fazendo do arco longo, em alguns aspectos, algo semelhante à artilharia da era moderna. As flechas do arco longo perdiam força de penetração sendo usadas dessa maneira, efetivas apenas contra soldados sem armadura, mas existem relatos de cavaleiros montados cujas coxas foram atravessadas por flechas.

Arco huno

O arco huno é assimétrico, inteiriço, compósito e curvado. Foi inventado na Ásia Central e levado a Europa pela primeira vez pelos Hunos. Sua forma assimétrica o permitiu ser incrementado em tamanho sem restringir sua praticidade perante a montaria. A parte inferior teve que ser mais estreita para facilitar o movimento da espada e aderiu ao colo do cavalo, mas a parte superior não é tão estreita e pode ser mais larga. O resultado foi um arco mais forte e com maior alcance que o das tribos germânicas da Europa. Basicamente, os arqueiros hunos podiam derrubar seus inimigos antes que estes pudessem usar seus arcos. A assimetria, sem impedimento, conduziu o arco a uma melhor exatidão.

Arco húngaro

O arco húngaro, é uma melhora do arco huno, simétrico, inteiriço, compósito e curvado. Foi inventado na Ásia Central. Eles melhoraram o arco huno alargando sua parte inferior até que ambas metades fossem de igual tamanho. Essa simetria aumentou tanto seu alcance como sua precisão. Se o arqueiro usava o arco húngaro e montava, ele necessitava se levantar sobre o cavalo, uma ação que foi impossível até a invenção do estribo.

Arco persa-parta

O arco persa-parta é um arco inteiriço simétrico curvado feito do corno do íbex-dos-alpes, (ou para arcos de baixa qualidade, de boi) e também de gazela, cervo, ou tendões de boi, e em geral mesclado com um tipo de adesivo. Estes arcos são submetidos a uma grande tensão e as palas deste se entrecruzam. O arco, uma vez terminado, é coberto de couro fino ou, em alguns casos, de pele de tubarão e depois o isolam da umidade. Tradicionalmente, os tendões de boi são considerados inferiores aos tendões de gamos. Os arcos persa-parto estiveram em uso até 1820, na pérsia (atual Irã). A partir daí foram substituídos pelos mosquetes. A tecnologia na fabricação de arcos melhorou, mas o fundamental se manteve durante séculos.

Arco mongol

O arco mongol é o modelo que faz referência ao típico arco curvado asiático, fabricado como um arco inteiriço, com o corno de um íbex (de acordo com a tradição), de búfalo de água, tendões, e bambu. A principal diferença técnica para distinguir um Arco Mongol de um Arco Húngaro é a presença de uma corda sujeita a um acessório de corno ou madeira, que mantinha a corda um pouco mais distante dos braços do arco. Este acessório, como se diz, ajudava o arqueiro com uma vantagem mecânica ao final da contração, o dava um estalo, suplementava-o porque acelerava a corda depois de sua liberação. A tradição mongol da arqueria é testemunhada por uma inscrição em pedra que foi encontrada a cerca de Nerchinsk, na Sibéria: "enquanto Gengis Khan mantinha uma reunião com dignitários mongóis, dispunha de suas conquista em Sartaul. Esungge (sobrinho de Khan) disparou a uma distancia de 536 metros".

Arco coreano

O arco coreano é muito potente, e seus usuários podem disparar a uma grande distância. Isso é possível porque, provavelmente, os coreanos passaram muito tempo aperfeiçoando-os devido a sua carência de fuzis e outras armas de fogo. Um sukgung pode atirar a 600 metros. O tiro com arco foi praticado com grande dedicação na Coréia e muitos jovens deviam passar seu tempo livre praticando. Em uma competição, um homem dispara uma flecha a uma distância de 1073 metros.

Arco curto

O arco curto é um arco construído de madeira como o teixo, o freixo e o ulmeiro. Preferencialmente usado para a caça e o esporte, mas em vários ocasiões, os camponeses e os exércitos sem grandes condições financeiras os utilizavam em rixas, escaramuças e emboscadas. Media em torno de 1,20 m a 1,50 m de altura, podia ser usado facilmente por homens e com alguma dificuldade por mulheres e crianças. O arco curto era usado a pé e montado a cavalo, no ataque e defesa de muralhas de fortificações e castelos, em densas florestas para a caça. Seu pequeno tamanho permite uma melhor manobrabilidade em locais fechados. Durante o período medieval, ao lado do arco longo e da besta, os germânicos, os escandinavos e os normandos se caracterizavam pelo uso eficaz do arco curto para a caça, o esporte e a guerra.

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Fontes consultadas

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