João Adolfo I, Duque de Saxe-Weissenfels
João Adolfo I, Duque de Saxe-Weissenfels, foi um duque de Saxe-Weissenfels-Querfurt e membro da Casa de Wettin. Era o filho mais velho de Augusto, Duque de Saxe-Weissenfels, e da sua primeira esposa, a princesa Ana Maria de Mecklemburgo-Schwerin.
Após a morte do pai a 4 de Junho de 1680, e a perda do Arcebispado de Magdeburgo (que foi secularizado pelo eleitor de Brandemburgo e convertido no Ducado de Magdeburgo), João Adolfo dedicou-se a terminar o Schloss Neu-Augustusburg, cuja construção tinha sido iniciada pelo seu pai em 1660. A consagração da capela do castelo realizou-se a 1 de Novembro de 1682 e o castelo foi terminado no ano de 1684. Anteriormente, foi construído um teatro que, a partir de 1685, começou a receber actuação de ópera alemã. Na sua propriedade, que ficava perto das Barracas Militares (Kavaliershaeuser), João Adolfo criou o jardim privado mais importante do centro da Alemanha da época Em 1690, foi construída a tubagem do castelo, para levar água a partir da zona de Selauer. A cidade de Weissenfels prosperou ao ponto de se tornar não só um centro administrativo, mas também um centro económico. João Adolfo era mecenas das artes, seguindo o mesmo modelo do seu pai e outros membros da sua família; o seu Kapellmeister era Johann Philipp Krieger, que já tinha servido o falecido duque. João Adolfo também descobriu o talento musical de filho do seu cirurgião da corte, Georg Händel, e encorajou-o a deixar o jovem Georg Friedrich a formar-se em música.
Controvérsia da herança de Barby
Quando o condado de Rosenburgo foi entregue ao Arcebispado de Magdeburgo em 1659, após a extinção da linha masculina dos condes de Barby, o pai de João Adolfo, o duque Augusto, continuou a administrar essas zonas (embora não pertencessem ao seu património), apesar de protestos da parte dos eleitores de Brandemburgo e da Saxónia, que desejavam dividir essas terras entre si como parte do Acordo de Paz da Vestfália. Em 1666, o eleitor da Saxónia concordou finalmente em entregar Barby e Rosenberg ao duque Augusto até à extinção da linha de Weissenfels. Após a morte do duque, o território de Barby foi herdado por um dos seus filhos mais novos, Henrique. João Adolfo, a quem o pai reduziu a herança, protestou. Após a morte do pai, João Adolfo pediu ao eleitor de Brandemburgo que lhe entregasse uma declaração de nulidade para o contrato de venda que tinha entregue Rosenberg. Em Abril de 1681 o território foi vendido por 60.000 tálares ao eleitor Frederico de Brandemburgo. Devido às dividas acumuladas pelo seu pai, em 1687, João Adolfo foi obrigado a vender o Burg bei Magdeburg.
Disputa com o Eleitorado da Saxónia
Após a morte do príncipe-eleitor João Jorge II da Saxónia em 1680, o testamento do seu pai foi disputado pelo novo príncipe-eleitor João Jorge III relativamente às apanagens dos seus filhos mais novos; recusou-se a reconhecer os principados e linhas secundárias dos seus primos. Esta disputa trouxe dificuldades a João Adolfo, depois de este reconhecer uma ameaça da parte do Eleitorado da Saxónia aos seus próprios territórios. O conflito foi resolvido com o Contrato de Torgau (12 de Maio de 1681) e outros dois contractos assinados em Dresden em 1682 e 1688; com estes pactos, João Adolfo assegurou o seu governo em Querfurt e o seu lugar no Conselho da Alta Saxónia (Kreistag).
Em Altemburgo, a 25 de Outubro de 1671, João Adolfo casou-se com a princesa Joana Madalena de Saxe-Altemburgo. Tiveram onze filhos: Após a morte da sua esposa em 1686, João Adolfo casou-se pela segunda vez em Querfurt a 3 de Fevereiro de 1692 com Christiane Wilhelmine von Bünau. O casamento foi morganático e apenas se realizou pelo civil; a decisão de validar o casamento junto da igreja ficou nas mãos do duque. João Adolfo ofereceu uma Morgengabe de 6.000 táleres e uma renda anual de 3.000 táleres à sua nova esposa, assim como a liberdade para utilizar o Schloss Dahme como residência. Obrigou os seus filhos a respeitá-la e, caso houvesse descendentes do seu segundo casamento, iria dividir novamente as terras da família. Após cinco anos de casamento, Christiane Wilhelmine recebeu o título de condessa imperial (Reichgräfin) em1697, a pedido do marido. O casal não teve filhos.


