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Lev Yashin

Lev Ivanovich Yashin, mais conhecido como Lev Yashin, ou simplesmente Yashin foi um jogador de futebol russo-soviético que atuou como goleiro, considerado frequentemente como o melhor goleiro da história.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Estilo de jogo

O visual preto

Seu característico uniforme todo preto teria sido adotado a partir de 1955, conforme depoimento dado dez anos depois pelo próprio Yashin ao Jornal dos Sports, quando passava férias no Rio de Janeiro. Na ocasião, explicou suas razões: Na mesma entrevista, ressalvou que desde que implantara tal visual, teria aberto uma única exceção, por ter sido a ocasião especial de Inglaterra contra Resto do Mundo, em 1963, na qual o preto no calção e nas meias foi acompanhado por uma camisa amarela.

O atleta mental

A postura fria de Yashin no gol, incomum para os padrões da época, teria se mantido intacta durante toda sua carreira graças a um ritual pouco comum em que ele se submetia antes de jogos importantes. Nessas ocasiões, o goleiro fumava um cigarro "para acalmar os nervos" e tomava uma vodca "para tonificar os músculos". Algo que ele desmentira em 1971: Seu preparo físico era considerado absolutamente superior aos jogadores da época. Yozhef Sabo, colega dele na Copa do Mundo FIFA de 1966, ao explicar como a URSS logrou terminar entre os quatro primeiros do Mundial, relatou: "todos os caras contribuíram para o nosso sucesso geral. A coragem de Shesternyov, a assertividade de Chislenko e a coragem de Ponomarov evocam respeito. Em suma, gostaria de dizer uma palavra gentil sobre todos. Parece-me que Yashin e Voronin merecem elogios especiais. Você precisa ver Yashin não só nas partidas, mas também nos treinos. Que atleta! Como ele nos entusiasmou, como trabalhou no gol até o último momento de exaustão, acertando dezenas dos chutes mais difíceis seguidos! Os jovens goleiros precisam aprender com Yashin, antes de tudo, trabalho heroico e árduo. Esta é a única maneira de expressar o verdadeiro amor pelo futebol". O próprio Voronin, similarmente, corroborou: "nunca me canso de admirar Yashin. Sua capacidade de dar tudo de si exatamente quando necessário é simplesmente fenomenal".

As inovações táticas, desdobramentos e revisionismos

Inspirado no goleiro búlgaro Apostol Sokolov, em excursão deste em 1949 na URSS, Yashin deixou de restringir à pequena área e foi um dos primeiros goleiros que passou a atuar virtualmente como um líbero. Desta forma, cortava cruzamentos altos, tomava as bolas nos pés dos atacantes e bloqueava os ângulos. Yashin também prezava pela antevisão dos lances adversários, antecipando de suas observações o movimento de defesa, Aprimorando a ideia do búlgaro, espalharia pela Europa a noção de um goleiro avançado em relação à sua área, misturando-se com os zagueiros; até então, os goleiros mais arrojados, como Ricardo Zamora e František Plánička, limitavam-se a avançar somente até os os limites da pequena área. Yashin teria simbolizado "a conquista da terceira dimensão" no posto.

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Dínamo Moscou

Início

Começou sua carreira, curiosamente, como atacante, na equipe de uma fábrica de ferramentas, onde trabalhava como aprendiz de mecânico em plena Segunda Guerra Mundial. Em função da chegada em 1941 do conflito à União Soviética, chegara a se mudar com a família para Ulyanovsk; somente em 1944 os Yashin voltaram a Moscou. Àquela altura, já jogava como goleiro, posto em que começara a jogar desde os 14 anos, inicialmente por ser o mais alto entre os colegas de time e ter braços anormalmente largos. A mudança fora sob contragosto; embora Yashin logo se apaixonasse pela nova posição, no começo acatou-a somente porque "como as ordens devem ser fielmente cumpridas, eu apenas virei as costas e fui para o gol".

Era dourada

O próprio antigo concorrente Aleksey Khomich, considerado por Yashin como "mentor" dele, o incentivou a retomar o futebol, desde que se aprimorasse nos treinamentos. O afinco repentino surtiu efeito rapidamente; Yashin, já com contextura física favorável à posição, desenvolveu grande agilidade nos treinos intensivos que se submeteu. Assim, estreou já em 1954 pela Seleção Soviética, ano em que venceu pela primeira vez como titular o campeonato soviético. O título se obteve em outubro, de modo invicto: o clube iniciara ainda em 1953 uma invencibilidade que se estenderia até 1955 em jogos pelo campeonato nacional. Naquele mesmo mês de outubro de 1954, o Dínamo venceu por 5–0 um amistoso contra o Arsenal, após um primeiro tempo "bom" dos ingleses, que foram ao intervalo perdendo de apenas 1–0; e desempenhou a primeira visita desde 1936 de alguma equipe da URSS à França. Nessa ocasião, venceu por 3–0 um dos cinco primeiros colocados da Ligue 1, o Bordeaux, por 3–0. Na mesma viagem, venceu por 2–1 o Lille. Vladimir Belyaev, concorrente de Yashin, relataria: "já em 1954, Yashin começou a jogar de uma forma que ficou claro para todos: ele não tinha igual não só no clube, mas também no país. Não importa quantos elogios foram feitos a Yashin mais tarde, ainda considero que seu melhor momento foram os anos de 1954-1956. Ele demonstrou então um jogo fantástico, pegando bolas que pareciam impossíveis de refletir até teoricamente. Enquanto isso, joguei no time reserva, considerando uma grande conquista pertencer a um grande clube como o Dínamo Moscou".

Último título soviético

O Dínamo demoraria até 1963 para ser novamente campeão soviético, período em que as atuações de Yashin sobretudo pela seleção o fizeram ser regularmente colocado entre os melhores jogadores europeus - foi 5º colocado na Bola de Ouro da France Football por 1960, ano em que venceu a primeira edição da Eurocopa, título que se desdobrou em proposta do Real Madrid, ainda que inviabilizada pela Guerra Fria; e 4º por 1961, quando foi decisivo em trabalhosa classificação nas eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1962. Em paralelo, embora o Dínamo avançasse à fase final do campeonato soviético de 1960, viu o Torpedo Moscou acabar campeão tanto nele como da copa da URSS. O ano de 1961 foi por sua vez marcado pelo primeiro título soviético de um clube fora de Moscou, em conquista então inédita do Dínamo Kiev, ao passo que o homônimo de Moscou não terminou sequer entre os dez primeiros colocados no certame.

Últimos anos

Na sequência do ano de 1965, o título soviético foi ganho pelo Torpedo Moscou, a tornar-se o primeiro clube do país a enfim participar da Liga dos Campeões da UEFA, para a temporada 1966–67. Em 1966, o campeão foi o Dínamo Kiev, sem que o de Moscou se aproximasse: o clube campeão fez 54 pontos, enquanto o vice SKA Rostov fez 47 e o 3º colocado foi o Netyanik Baku com 43 e o 4º, também com 43, fosse o Spartak Moscou. Igor Chislenko chegou a ser reputado como o principal jogador do Dínamo moscovita naquele ano. Apesar da perda de continuidade nos títulos soviéticos, o Dínamo Moscou seguia na metade final da década de 1960 como a equipe soviética mais prestigiada em tentativas de criação de uma Superliga Europeia; foi a única do país convidada para reunião promovida em fevereiro de 1967 pelo príncipe Rainier III de Mônaco para a discussão de um campeonato apenas com os principais clubes da Europa já consolidados internacionalmente. Outra proposta similar foi oferecida em 1969, com os Dínamos de Moscou e de Kiev sendo os times soviéticos levados em consideração para uma liga continental de vinte clubes, juntamente com duplas da Espanha (no caso, Real Madrid e Barcelona), Itália (Milan e Juventus), Escócia (Celtic e Rangers), um quinteto da Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Manchester United, Leeds United e Liverpool) e um representante cada de Alemanha Ocidental (Bayern Munique), Áustria (Rapid Viena), Iugoslávia (Estrela Vermelha), Países Baixos (Ajax), Bélgica (Anderlecht), Portugal (Benfica) e Hungria (Ferencváros).

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Seleções

Yashin representou a Seleção Soviética nas Copas do Mundo FIFA de 1958, 1962, 1966 e 1970, sendo o único jogador do país a ter disputado quatro Copas, embora tenha jogado apenas as três primeiras; na última, quando já tinha 40 anos, foi como reserva de Anzor Kavazashvili, seu suplente no mundial de 1966 – na Copa em que Yashin ajudou a levar sua equipe ao quarto lugar, a melhor colocação do país na história do torneio. Pelo fato da Seleção render mais imagem internacional do que o Dínamo, boa parte do mito em torno de Yashin deve-se às suas exibições pela União Soviética, notadamente as realizadas nas Copas. Ele também conseguiu duas das três premiações soviéticas no futebol em seleções principais: a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1956 e na Copa das Nações Europeias de 1960. Carismático, era o modelo de pessoa para os dirigentes do Partido Comunista da União Soviética, do qual era membro, embora a doutrina não impedisse que o goleiro, juntamente do capitão Igor Netto, recebesse premiações financeiras superiores às dos colegas de seleção quando venciam — 300 rublos, enquanto os demais eram premiados na faixa de 180. Somente eles dois (Yashin e Netto) e Anatoliy Maslyonkin estiveram presentes tanto no título olímpico de 1956 como no da Euro em 1960.

Ascensão: ouro olímpico em 1956 e boa Copa em 1958

Já não era um estranho para o mundo do futebol quando conseguiu o ouro olímpico no futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1956, em Melbourne. Seu reserva naquela campanha, Boris Razinskiy, reconheceria mais de 40 anos depois que "joguei apenas uma partida na Austrália. É impossível competir com Yashin" e duvidava de que poderia evitar alguns gols que Yashin salvou na decisão (contra a Iugoslávia, em especial uma tentativa de Zlatko Papec. O amadorismo de fachada das seleções comunistas frequentemente relativizava ao restante do mundo os reais méritos delas entre 1952 e 1980, quando as Olimpíadas não admitiam futebolistas formalmente profissionais. Mesmo nesse contexto, Yashin foi elogiado até em derrota ocorrida pouco depois do ouro, em outubro de 1956: a França venceu por 2–1 em Paris. "Do campo russo, devemos particularmente citar o magnífico trabalho do guarda-valas Yashin, que foi apresentado como o melhor do mundo, cujo estilo e segurança nas paradas chamaram realmente a atenção de todos" foi a ressalva do Mundo Deportivo ao revés soviético. Naquele ano, a revista France Football entregou pela primeira vez a Bola de Ouro, tendo Yashin figurado em quarto lugar na votação ganha por Stanley Matthews.

Título da Euro em 1960

Dois anos depois do Mundial de 1958, realizou-se a primeira Copa das Nações Europeias (Eurocopa). Nas eliminatórias, a União Soviética avançara às custas da Hungria em vitória de 1–0 dentro de Budapeste em 1959, em duelo que se tornou especialmente famoso por uma das intervenções psicológicas de Yashin: o goleiro estava adiantado, próximo ao meio-campo, acompanhando a pressão ofensiva dos colegas. Surgiu então contra-ataque em Lajos Tichy avançava livremente com a bola até ser emparelhado no mano-a-mano com o goleiro. Intimidado, Tichy perdeu equilíbrio e terminou chutando fraco para uma defesa facilitada do russo. Na sequência, o oponente nas eliminatórias seria a Espanha, cuja ditadura de Francisco Franco, sem reconhecer diplomaticamente a URSS, determinou a retirada da seleção nacional, derrotada por W.O..

Reputação em dúvida após a Copa de 1962

Em abril de 1962, Yashin e a União Soviética golearam o Uruguai por 5–0 em Moscou, em amistoso preparativo à Copa do Mundo no Chile. Na sequência, a URSS viajou antecipadamente à América do Sul, chegando a realizar em maio um amistoso com o América de Cali, um 0–0 na Colômbia. Na excursão, uma de suas defesas teria involuntariamente causado a morte, por ataque cardíaco, do pai desgostoso de um adversário. O goleiro fez questão de prestar condolências no funeral. Dois dias após o pontapé inicial do Mundial, a diplomacia dos Estados Unidos chegou a patrocinar uma visita do músico Louis Armstrong ao Chile, sede da torneio, para conter alguma euforia chilena com a delegação soviética - em um contexto de paranoia extrema na Guerra Fria que, em meses, desembocaria na crise dos mísseis de Cuba. Apesar da preocupação que despertava inclusive politicamente, Yashin deixaria no Mundial uma impressão das mais negativas: apesar da boa estreia contra a Iugoslávia, onde os lances da URSS bons (os dois gols e as defesas de seu goleiro) e ruins (a fratura de Eduard Dubinskiy em meio à violência adversária) foram bastante similares às da decisão da Eurocopa dois anos antes, seu mito se abalara primeiramente no duelo com a Colômbia. A União Soviética vencia por 4–1, os três primeiros gols obtidos em três minutos no primeiro tempo, mas inesperadamente sofreu o empate.

A volta do Aranha Negra: Bola de Ouro de 1963

Apesar do insucesso na Copa do Mundo FIFA de 1962, Yashin manteve renome o suficiente para ser o escolhido para defender no ano seguinte o gol da primeira vez em que foi reunida a seleção do Resto do Mundo, para o centenário da Associação de Futebol da Inglaterra. Foi o titular e Milutin Šoškić, seu reserva, em outubro de 1963 em Wembley. Dado o ineditismo da seleção do Resto do Mundo (até então, a seleção da FIFA no máximo reunia somente a Europa), a partida recebeu atenção especial, chegando a ser rotulada como "o jogo do século". E, em meio a estrelas como Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskás, Eusébio e Raymond Kopa, Yashin foi quem mais se destacou, sem sofrer gols até dar lugar ao reserva; em suas intervenções, agarrava com força a bola, sem oferecer rebotes. Na defesa mais famosa, o adversário Bobby Smith já agitava os braços para comemorar gol em cabeceio seu e a plateia igualmente preparava-se para gritar, ficando então muda para logo render aplausos ao soviético.

Vice na Euro 1964 e campanha semifinalista na Copa 1966

A classificação à Euro - então restrita a quatro seleções - ainda demorou até o próprio ano de 1964, obtendo-se diante a Suécia, após empate em 1–1 no Råsunda e triunfo de 3–1 em Moscou. Em meio às eliminatórias, em 20 de maio Yashin defendeu a seleção da Europa em amistoso que celebrou os 60 anos da Associação Dinamarquesa de Futebol. A partida foi contra uma seleção também multinacional, dos países nórdicos, derrotados por 4–2 em Copenhague. Uma semana depois, em 27 de maio, a URSS então assegurou a vaga na Euro, com a vitória de 3–1 sobre os suecos. Foi precisamente antes do pontapé inicial desse jogo em Moscou que Yashin, diante de 100 mil espectadores no estádio Lenin, recebeu de representantes da revista France Football a Bola de Ouro válida por 1963.

Epílogo

Yashin, à beira dos quarenta anos e da aposentadoria, realizou ainda em 1967 o que terminou sendo sua última partida oficial pela Seleção Soviética, um 4–0 sobre a Grécia pelas eliminatórias à Eurocopa 1968. Sendo raríssimas vezes vazado mais de duas vezes, terminou sua trajetória nela com menos gols sofridos do que partidas realizadas: foram 72 gols tomados em 74 jogos oficiais. Esperava-se que ele disputasse o futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968, mas a FIFA e a Federação de Futebol da União Soviética pactuaram ainda em 1967 acordo pelo qual só jogariam as Olimpíadas futebolistas soviéticos que não houvessem ainda disputado partidas internacionais. Ao final, a seleção da URSS acabou não disputando os Jogos. Embora ausente também da Euro 1968, naquele ano o goleiro ainda entrou em campo pela seleção do Resto do Mundo. Foi em outra ocasião especial, na qual pela primeira vez o selecionado da FIFA realizou uma partida fora das Ilhas Britânicas, visitando o Brasil, que comemorava os dez anos do título mundial de 1958. O ineditismo chegou a ser enaltecido na época pelo Jornal dos Sports como equiparável justamente a sediar uma Copa do Mundo: "vai ser uma festa como não houve outra no Rio — perdemos a oportunidade de 1950".

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Aposentadoria, morte e legado

Anos 70 e 80

Yashin se aposentou com 42 anos, em 1971. Em 1983, refletiu que "já era o momento. Depois dos impulsos juvenis, no goleiro vem um período de acúmulo de experiências, de sabedoria e em especial um aprofundamento do conhecimento dos adversários. Isso se consegue ao redor dos 25 anos. Mas a melhor etapa começa somente nos 30". Passou a treinar equipes juvenis e trabalhar como professor de educação física, além de ter participado das comissões técnicas do Dínamo e da Seleção Soviética. No segundo semestre de 1978, assumiu como presidente da Federação de Futebol da União Soviética. Em 1981, passou a vice-presidente dela. Nesse mesmo ano, a revista brasileira Placar promoveu, com jornalistas dos principais veículos da imprensa esportiva do mundo, uma eleição do time ideal da história. Yashin recebeu 33 dos 70 votos possíveis e foi escolhido para goleiro.

Anos 90

Sofrendo de câncer de estômago, Yashin recebeu no início de março de 1990, na fase terminal da doença, a condecoração de Herói do Trabalho Socialista, mais alta honraria soviética. Foi o primeiro esportista a recebê-la, sendo condecorado pessoalmente por Mikhail Gorbachov. Morreu ao fim daquele mesmo mês, vitimado pela doença, passando desde então a nomear a escolinha do Dínamo Moscou. Em 1994, quatro anos após sua morte, a FIFA batizou com o seu nome o prêmio dado oficialmente ao melhor goleiro de um Mundial. O Troféu Lev Yashin seria posteriormente renomeado para Luva de Ouro. No mesmo ano foi escolhido para a equipe de todos os tempos da Copa do Mundo FIFA. Em 1997, um monumento a Yashin foi aberto no estádio Lujniki. Presente na Seleção de Futebol do Século XX, em uma eleição realizada em 1998 pela FIFA, Yashin foi escolhido o melhor goleiro do século XX por ela, bem como pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, que o pôs acima no pódio com Gordon Banks e Dino Zoff, seguidos por Sepp Maier.

Anos 2000 e 2010

Em 2000, dez anos após a morte do goleiro, foi aberto no estádio do Dínamo Moscou um memorial ao ídolo. Em 2002, Yashin foi escolhido no FIFA Dream Team da história das Copas do Mundo FIFA, mesmo que, por ironia, ele jamais tenha sido eleito oficialmente o melhor goleiro de alguma edição do Mundial. Em novembro de 2003, foi eleito o melhor jogador russo dos 50 anos da UEFA, nos prêmios do Jubileu da entidade. Em 2005, a revista brasileira Placar considerou Yashin como o 23º maior jogador da história das Copas do Mundo, logo à frente de finalistas do torneio como Roberto Baggio (24º), Mario Kempes (25º), Paolo Rossi (26º), José Leandro Andrade (27º), Gerd Müller, (28º), Rivaldo (29º) e Sepp Maier (30º).

Anos 2020

Em 2020, a France Football escalou três times dos sonhos, com onze titulares, onze reservas imediatos e onze reservas secundários. Yashin foi eleito para o elenco principal, junto a Cafu, Franz Beckenbauer e Paolo Maldini, Xavi, Lothar Matthäus, Pelé e Diego Maradona, Cristiano Ronaldo, Ronaldo e Lionel Messi. Gianluigi Buffon e Manuel Neuer foram os respectivos reservas; neto de Yashin, Vasiliy Frolov já havia opinado em 2018 que Buffon era o herdeiro mais merecido do avô. Na série de videogames FIFA, Yashin seguia à altura da edição 22 como goleiro de atributos mais altos no jogo entre os personagens "lendários"; a edição marcou a inclusão de Iker Casillas nesse grupo, enfatizando-se que esse goleiro espanhol só estava inferior ao russo. Em 2024, a revista britânica FourFourTwo apontou que Yashin é o segundo maior futebolista da história do Leste Europeu, superado apenas por Ferenc Puskás.

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Fontes consultadas

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