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Araliaceae

Araliaceae é uma família de plantas com flor, da ordem Apiales, composta por 43-55 géneros e mais de 1 420 espécies, principalmente plantas lenhosas, entre as quais várias lianas, e algumas plantas herbáceas. A morfologia das Araliaceae é muito variável, mas a família é predominantemente caracterizada pelo hábito lenhoso, distribuição tropical e presença de umbelas simples. A família inclui diversos géneros com importância económica, como Hedera, Fatsia e Heptapleurum, que são usados como plantas ornamentais. Também inclui a espécie Panax ginseng, cuja raiz é o ginseng utilizado na medicina tradicional chinesa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Descrição

A família Araliaceae (as araliáceas), inserida na ordem Apiales do grupo das angiospermas, agrega 43-55 géneros (dependendo da taxonomia utilizada) e mais de 1 420 espécies. O grupo está amplamente distribuído pelas regiões tropicais e subtropicais de todos os continentes, embora os membros da família sejam maioritariamente oriundos das regiões tropicais. A família inclui vários géneros com importância económica, na maioria dos casos devido ao uso como plantas ornamentais. Os membros desta família apresentam, em geral, flores bissexuais, diclamídeas e actinomorfas. Tipicamente, as flores agrupam-se em inflorescências do tipo umbela, podendo ser simples ou compostas, ou, em casos raros, em glomérulos. As folhas são por vezes lauroides (semelhantes às da Laurus), simples a compostas; quando compostas, são ternadas, pinadas ou palmadas. Tradicionalmente o maior género da família Araliaceae era Schefflera J.R.Forst. & G.Forst, que na tradicional circunscrição taxonómica, de base puramente morfológica, continha aproximadamente 775 espécies, distribuídas maioritariamente pelas regiões tropicais, com destaque para as formações montanhosas em regiões como a Malésia, Madagáscar, os Andes e as ilhas da Melanésia. Contudo, o advento das técnicas da filogenia molecular permitiu demonstar que o género era polifilético, o que levou a que a maioria das suas centenas de espécies fosse reclassificada para outros géneros. Análises moleculares recuperaram cinco clados polifiléticos de Schefflera, todos geograficamente isolados uns dos outros, mas que compartilham características semelhantes, indicando evolução paralela. Esses clados foram divididos em géneros separados, principalmente de acordo com critérios geográficos, com o género Schefflera agora consistindo em apenas 13 espécies restritas à Nova Zelândia e algumas ilhas do Pacífico. Em resultado dessa reclassificação, a planta doméstica popularmente conhecida como «schefflera» é agora Heptapleurum arboricola.

Morfologia

A morfologia das Araliaceae varia muito entre subfamílias e géneros. Muitos estudos comprovaram que não existe uma característica morfológica unificadora capaz de isoladamente caracterizar a família. Em geral, as espécies da família Araliaceae apresentam folhas grandes, geralmente em filotaxia alterna, muitas vezes ricas em óleos etéreos aromáticos, flores com cinco pétalas (pentâmeras), dois a cinco carpelos, inflorescências em umbelas simples e bagas sem carpóforos ou cavidades oleosas. Algumas espécies apresentam espinhos, e a família é frequentemente lenhosa, embora também contenhas algumas herbáceas. A maioria das espécies são plantas lenhosas de Araliaceae são lenhosas, com hábitos variados, podendo ser arbustivas, trepadeiras ou árvores. Existem poucas espécies herbáceas nesta família. Embora sejam maioritariamente plantas terrestres, alguns dos seus membros apresentam hábito claramente aquático (como no género Hydrocotyle). As plantas têm frequentemente um odor forte devido à presença de óleos etéreos. Nos caules, as cicatrizes das folhas caídas permanecem geralmente bem visíveis.

Distribuição

Embora a família Araliaceae seja predominantemente tropical, algumas espécies também são endémicas de climas temperados. A família tem distribuição natural nas Américas, Eurásia, África, Austrália, Nova Zelândia, Nova Caledónia e ilhas do Pacífico. As Araliaceae são encontradas em florestas montanhosas pluviais, florestas montanhosas muito húmidas e florestas ribeirinhas húmidas de planície. Também estão presentes em florestas de louro, florestas de nuvens e outros habitats quentes e húmidos.

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Sistemática e filogenia

Araliaceae é uma das seis famílias de angiospermas reconhecidas pelo sistema APG IV como parte da ordem das Apiales, uma ordem colocada no clado das asterídeas. A família Araliaceae é considerada um ramo monofilético dentro das Apiales. Dentro da família Araliaceae, são reconhecidos quatro agrupamentos com interesse taxonómico: Existem também vários táxons que gravitam em torno desses agrupamentos, mas que à luz dos conhecimentos filogenéticos atuais não estão dentro de qualquer deles.

Sistemática

A família das Araliaceae foi criada em 1789 por Antoine Laurent de Jussieu em Genera Plantarum, p. 217, com o nome Araliae. O género-tipo é Aralia L.. São sinónimos taxonómicos para Araliaceae Juss.: Botryodendraceae J.Agardh, Hederaceae Giseke e Hydrocotylaceae Bercht. & J.Presl. A classificação genérica da família Araliaceae tem sido instável e continua em estudo. Por exemplo, vários géneros foram sinonimizados sob o nome Schefflera, no qual cerca de metade das espécies da família Araliaceae foram colocadas. Contudo, filogenias moleculares recentes mostraram que este grande género pantropical era polifilético, o que levou à sua desagregação, e alguns acreditam que deveria ser dividido novamente em vários géneros, embora estes provavelmente não correspondessem aos géneros anteriormente reconhecidos.

Subfamílias e géneros

A família Araliaceae, na sua presente circunscrição taxonómica, agrega aproximadamente 50 géneros e mais de 1 420 espécies:

Filogenia

A utilização de técnicas recentes de sistemática molecular trouxeram grandes avanços na compreensão da evolução das Araliaceae, levando ao conhecimento existente hoje. Devido às características morfológicas amplamente variáveis, a sistemática das Araliaceae foi amplamente debatida ao longo do século passado, especialmente na ausência de evidências moleculares. Por exemplo, as Araliaceae foram anteriormente incorporadas com as Apiaceae (sinónimo: Umbelliferae), com as quais estão intimamente relacionadas, em alguns tratamentos taxonómicos que foram posteriormente rejeitados. Assim, apesar de ser seguro que a família está filogeneticamente intimamente relacionada com as Apiaceae e Pittosporaceae, algumas das fronteiras exatas entre as Araliaceae e as outras famílias das Apiales ainda são incertas e estão atualmente a ser examinadas.

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Ocorrência no Brasil

As Araliaceae são distribuídas por diversas regiões do mundo, não são endêmicas do Brasil e são majoritariamente tropicais. No Brasil, podem ser encontradas na Amazônia, na Caatinga, no Cerrado, na Mata Atlântica, nos Pampas e no Pantanal. Os géneros de Araliaceae apontados ocorrem nas seguintes regiões do Brasil: De acordo com estudos realizados, existem cerca de quinze espécies de Araliaceae que são nativas no estado de São Paulo, partilhado em 4 gêneros: Aral L., Dendropanax Decne. & Planch., Oreopanax Decne. & Planch. e Schefflera J.R Forst & G. Forst. Além dos géneros atrás citados, existem espécies que são cultivadas no estado de São Paulo, sendo as seguintes espécies: Hedera helix L., Polyscias fruticosa (L.) Harms, Polyscias guilfoylei (W. Bull) L.H. Bailey, Schefflera actinophylla (Endl.) Harms, Schefflera arboricola (Hayata) Merr., Schefflera elegantissima (Veitch ex Mast.) Lowry & Frodin e Tetrapanax papyrifer (Hook.) K. Koch.

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Fontes consultadas

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