Ara Pacis
Ara Pacis é um altar dedicado pelo imperador romano Augusto em 30 de janeiro de 9 a.C. à deusa Pax (Paz), para celebrar o período da Pax Romana. Foi colocado numa zona do Campo de Marte consagrada à celebração das vitórias, local emblemático por estar a uma milha dos limites sagrados da cidade de Roma, onde os cônsules de retorno de uma expedição militar perdiam os poderes relativos e assumiam os poderes civis.
Este monumento, uma obra-prima da arquitectura romana, representa um dos mais significativos testemunhos da arte da época de Augusto, e pretende simbolizar o período de paz e prosperidade vivido durante a Pax Romana. De facto, a 5 de julho de 13 a.C., o senado decidiu construir um altar dedicado a esse feito, em ocasião do retorno de Augusto de uma expedição pacificadora de três anos na Hispânia e na Gália meridional. A dedicatória, i.e., a cerimónia de consagração solene, apenas teria lugar a 9 de janeiro de 9 a.C., data importante por ser o aniversário de Lívia Drusa, a esposa de Augusto. A Ara Pacis propriamente dita estava dentro de um recinto de mármore, finamente decorado com cenas de devoção, nas quais o imperador e sua família foram retratados no ato de oferecer sacrifícios aos deuses. Várias figuras trazem gado para ser sacrificado. Alguns trazem suas togas cobrindo suas cabeças, como um capuz, o que significa que eles são sacerdotes. Outros usam coroas de louro, símbolo tradicional da vitória. Homens, mulheres e crianças se aproximam para honrar os deuses. As figuras em tamanho natural da procissão não são tipos idealizados, mas retratos, e alguns deles podem ser reconhecidos. O altar inicialmente estava localizado na periferia norte da cidade, no canto nordeste do Campo de Marte, mas como a região ficava na planície aluvial do rio Tibre, ao longo dos séculos acabou enterrado sob sedimentos, e por mil anos sua memória se perdeu.


