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Pedro I de Portugal

D. Pedro I, apelidado de o Justiceiro ou o Cruel, foi o Rei de Portugal e Algarve de 1357 até à sua morte. Era filho do rei Afonso IV e sua esposa Beatriz de Castela.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Vida

O Infante D. Pedro nasceu na cidade de Coimbra, a 18 de Abril de 1320 (Cronologia dos Reis de Portugal - Casa Real Portuguesa), filho do então infante D. Afonso e Beatriz de Castela. Pedro foi o quarto filho de um total de sete, três mulheres e quatro varões: D. Maria, D. Afonso, D. Dinis, ele próprio, D. Isabel, D. João, e D. Leonor. Destes, mais de metade cedo morre (D. Afonso nado-morto; D. Dinis, D. Isabel, e D. João na sua infância). Por este motivo, D. Pedro, não sendo primogénito, torna-se herdeiro do pai e vem a suceder-lhe no trono, em 1357. Dos seus primeiros anos de vida, pouco se sabe. Conhecem-se, todavia, através de fontes escritas, a sua ama, D. Leonor; o aio e mordomo-mor Lopo Fernandes Pacheco; o guarda, Domingos Anes; o reposteiro-mor, Gonçalo Lobato; e os reposteiros, Afonso Domingues e Afonso Esteves. É também sabido que, por volta dos seus quinze anos, em 1335, já tinha casa. Os cronistas fazem menção a um defeito de gaguez e ainda, no foro psíquico, "paixões exaltadas e violentas, cóleras explosivas, perversões várias"; é igualmente caracterizado como um amante da festa e da música, cantando e dançando por Lisboa ao som de "longas" com os populares.

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Casamento

Esteve para casar com Branca de Castela, mas dada a sua debilidade e incapacidade, o casamento não se chegou a realizar. Mais tarde, em 1336, casou-se por procuração com Constança Manuel, filha de nobre família castelhana, tendo as bodas entre ambos sido realizadas em Lisboa em agosto de 1340. A recusa do rei de Castela, primo de Pedro, em deixar a noiva sair do seu reino, desencadeou um conflito (1336-1339) entre Afonso IV e o sobrinho e genro: Afonso XI de Castela. Após uma ameaça de invasão moura, os reis fazem as pazes e reúnem-se para lutar contra o invasor na batalha do Salado.

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Reinado

Aclamado rei em 1357, Pedro anunciou em Cantanhede, em junho de 1360, o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, sendo sua intenção a ver lembrada como Rainha de Portugal. A promessa de perdão aos responsáveis pela morte de Inês foi esquecida; este facto baseia-se apenas na palavra do rei, uma vez que não existem registos de tal união. Dois assassinos de Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas costas), que lhe valeram os epítetos supra mencionados. Conta também a tradição que Pedro teria feito desenterrar o corpo da amada, coroando-a como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real ao cadáver, sob pena de morte. Em seguida ordenou a execução de dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados no transepto da igreja do Mosteiro de Alcobaça, para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes, então ressuscitados, de imediato se vejam. O corpo de Inês foi transladado, num cortejo digno de rainha. Foi este facto que contribuiu para a lenda de que depois de morta foi rainha, de origem erudita, passando para a camada popular.

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Títulos, estilos, e honrarias

Títulos e estilos

O estilo oficial de D. Pedro I enquanto rei era: "Pela Graça de Deus, Pedro I, Rei de Portugal e do Algarve"

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Descendência

Com sua primeira mulher, Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, teve os seguintes filhos: Do seu segundo casamento, com Inês de Castro, filha de D. Pedro Fernandes de Castro, nasceram:

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Fontes consultadas

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