Aqueduto romano
Os engenheiros romanos construíram aquedutos, com características próprias, ao longo de todo o Império. Servia para trazer água a partir de nascentes externas até as cidades e aldeias. A água dos aquedutos fornecia diferentes locais desde banhos públicos, latrinas, fontes, e lares privados. Os aquedutos eram também utilizados no apoio a operações mineiras, moinhos de água, granjas e jardins. Uma infraestrutura, cuja implantação deve ser utilizada como instrumento de articulação urbana, cujas linhas de água latentes ao território, fundamentais à expansão urbana e rural, nomeadamente, na construção de habitações e desenvolvimento de atividades agrícolas.
Aqueduto construído por Agripa e inaugurado a 19 a.C., para servir as instalações termais do Campo de Marte. As nascentes situavam-se no oitavo miliário da via Colatina. O nome ("Acqua Vergine") deriva, segundo uma lenda, de uma moça que haveria indicado aos soldados o local da nascente (embora provavelmente se referisse à pureza da água). O percurso prosseguia pela via Colatina, em parte sobre arcadas e culminava nas habitações do Pincio. A partir daí, as arcadas da época Claudiana (parcialmente conservadas na Via do Nazareno atravessava o Campo de Marte, cruzando a actual via del Corso (via Lata) pelo Arco de Cláudio, uma arcada do aqueduto monumentalizada para celebrar a Conquista romana da Britânia. O aqueduto foi constantemente restaurado e ainda alimenta a Fontana di Trevi, a Fontana della Barcaccia, na Praça de Espanha (dando o nome à Via dei Condotti) e a Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona.
Água Ápia
Aqueduto construído pelos censores Ápio Cláudio Cego e Caio Pláucio Venox no ano 312 a.C., captava água das nascentes ao longo da via Prenestina. Praticamente subterrâneo na totalidade, com entrada em Roma perto da Porta Maior (Porta Maggiore) (na localidade designada como ad spem veterem) dirigia-se ao Célio e Aventino e terminava perto da Porta Trigêmina, no Fórum Boário. Foi restaurado em paralelo com a construção de outros aquedutos em 144, 33 e entre 11 e 4 a.C..
Ânio Velho
Aqueduto construído entre 272−270 a.C. pelo censor Mânio Cúrio Dentato e Marco Fúlvio Flaco, com o botim da vitória contra Pirro. Recolhia as águas do Aniene sobre o Tívoli. O encanamento era em sua maior parte subterrâneo, exceto em alguns pontos, termina perto da porta Esquilina.
Água Alexandrina
Aqueduto construído sob o reinado de Alexandre Severo, no século III, recolhia água do Pântano Borghese na via Prenestina e com um percurso quase na totalidade subterrâneo, com viadutos para atravessar vales, entrava na cidade pela Por Maior dirigindo-se ao Campo de Marte, onde estavam as "Termas de Nero", restauradas por Alexandre Severo em 226 d.C. e rebatizadas como Termas Alexandrinas.
Água Márcia
Este aqueduto foi construído em 144 a.C. pelo pretor Quinto Marcio Re. Recolhia as águas do alto da bacia do rio Aniene. Além de numerosos restauros menores, foi em grande parte reconstruído na sequência de um incremento da portada entre 11 e 4 a.C., sob o reinado de Augusto. O percurso era ora subterrâneo ora sobre arcadas (um troço de cerca de 9 km flanqueava a via Latina). Chegava a Roma na localidade ad spem veterem, como os aquedutos precedentes, e cruzava a via Tiburtina sobre um arco que mais tarde transformado na Porta Tiburtina da Muralha Aureliana, terminando próximo da Porta Viminal. A distribuição atingia o Capitólio, enquanto um ramo secundário (rivus Herculaneus) se dirigia para os montes Célio e Aventino. Sob o reinado de Caracala (213) foi construída uma ramificação chamada Água Antoniniana para levar água par as novas Termas, que atravessava a Via Ápia sobre um arco (Arco de Druso). Um outro ramo secundário foi utilizado para alimentar as Termas de Diocleciano.
Água Tépula
Aqueduto construído pelos cônsules Caio Servílio Cepião e Lúcio Cássio Longino em 125 a.C.. Recolhia água das nascentes na décima milha da via Latina. Em 33 a.C., foi transformada para confluir no novo canal de Água Júlia, da qual se separava novamente próximo da cidade. Corria, portanto, num canal distinto sobre os arcos de Água Márcia, juntamente com Água Júlia. Entrava na cidade ad spem veterem, seguindo mais adiante o mesmo percurso de Água Márcia em direcção à Porta Viminal.
Água Júlia
Aqueduto construído por Agripa em 33 a.C., unindo-se num único canal com Água Tépula; foi restaurado por Augusto entre 11 e 4 a.C.. Recolhia água das nascentes na décima segunda milha da Via Latina, perto de Grottaferrata. Chegava a Roma como os aquedutos precedentes na localidade ad spem veterem, perto da Porta Maior, prosseguindo pelo mesmo percurso da Água Márcia em direcção à Porta Viminal.


