Alexandre Severo
Alexandre Severo, o último imperador da dinastia Severa, ascendeu ao trono romano em 222 d.C., com apenas 13 anos, tornando-se o mais jovem imperador único do Império Romano unificado. Seu reinado, que durou até 235 d.C., foi marcado por tentativas de reformar o Estado e a administração, mas também por instabilidade militar e conflitos externos.
Pontos-chave
- Alexandre Severo foi o último imperador da dinastia Severa e o mais jovem a governar o Império Romano.
- Seu reinado buscou melhorar a administração da justiça e a dignidade do Estado, com a ajuda de conselheiros notáveis.
- A disciplina militar sofreu um colapso significativo, culminando no assassinato do jurista Ulpiano pela Guarda Pretoriana.
- Conflitos contra os Sassânidas na Pérsia e invasões germânicas testaram a força do império e a liderança de Alexandre.
- A morte de Alexandre em 235 d.C., por um motim militar, encerrou a dinastia Severa e deu início à Crise do Terceiro Século.
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Nascido em 208 d.C. na Fenícia, Alexandre Severo teve uma infância marcada por incertezas sobre sua paternidade. Sua ascensão ao trono imperial aos 13 anos foi orquestrada por sua avó, Meza, que viu nele um potencial maior que em seu primo Elagábalo. Para consolidar seu poder, Meza garantiu a adoção de Alexandre por Elagábalo e, posteriormente, orquestrou o assassinato deste último, assegurando o trono para seu neto.
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O reinado de Alexandre Severo foi um período de esforços para restaurar a ordem e a dignidade do Império Romano. Sob a forte influência de sua mãe, Júlia Mameia, ele implementou reformas administrativas e judiciais, buscou aprimorar a moral pública e restaurou edificações importantes.
Início do Reinado
Alexandre Severo tornou-se imperador aos 13 anos, um dos mais jovens a ocupar o cargo. A Guarda Pretoriana o aclamou em 13 de março de 222 d.C., e o Senado ratificou sua ascensão no dia seguinte, concedendo-lhe os títulos de Augusto, Pater Patriae e Pontífice Máximo. Sua avó, Meza, desempenhou um papel crucial em sua ascensão, removendo o impopular Elagábalo para garantir o trono a Alexandre.
Reformas Internas
Com o apoio de sua mãe, Alexandre Severo focou em melhorar a administração da justiça, empregando juristas renomados como Ulpiano. Ele também estabeleceu um conselho de 16 senadores e um conselho municipal de 14 membros para auxiliar na administração dos distritos de Roma. O luxo excessivo na corte foi reduzido, e ele restaurou as Termas de Nero, que passaram a ser conhecidas como Termas de Alexandre. Novas construções e expansões foram realizadas, como o Ninfeu de Alexandre.
Disciplina Militar em Declínio
O reinado de Alexandre Severo foi abalado por um grave declínio na disciplina militar. Em 228 d.C., a Guarda Pretoriana assassinou o prefeito Ulpiano na presença do imperador, que não pôde punir os culpados diretamente. Os soldados entraram em conflito com a população de Roma, resultando em incêndios. Relatos da época indicam que os soldados demonstravam pouca vontade de lutar, preferindo a rendição ao inimigo.
Guerra contra os Persas
A ascensão dos Sassânidas sob Artaxerxes I em 231 d.C. levou a uma invasão das províncias romanas no Oriente. Alexandre Severo respondeu com uma campanha militar em 233 d.C., com um plano de invasão tripla do Império Sassânida. Embora a Mesopotâmia tenha sido retomada, a campanha foi marcada por reveses, indisciplina e doenças no exército, resultando em um resultado incerto e perdas significativas.
Conflito Germânico
Em 234 d.C., hordas bárbaras cruzaram o Reno e o Danúbio, gerando alarme no império. Os soldados romanos, já descontentes após a guerra persa, ficaram ainda mais insatisfeitos com a destruição de suas casas. Alexandre Severo tentou negociar com as tribos germânicas, oferecendo suborno para evitar um conflito em larga escala, uma tática que, combinada com a indisciplina militar, minou sua reputação.
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O assassinato de Alexandre Severo em 235 d.C. marcou o fim da dinastia Severa e o início de um período de grande instabilidade para o Império Romano. Seu legado é complexo, lembrado tanto por suas tentativas de reforma quanto pela deterioração da disciplina militar e os conflitos que assolaram seu governo.
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Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Alexandre Severo, mas os relatos históricos sugerem um imperador com interesses simples e uma forte influência de sua mãe. Sua vida familiar foi marcada por um casamento breve e pela complexa relação com sua mãe.
Família e Casamento
A única esposa conhecida de Alexandre Severo foi Salústia Orbiana, com quem se casou em 225 d.C. O casamento, arranjado por sua mãe, Júlia Mameia, terminou em divórcio e exílio para Orbiana em 227 d.C., após a execução de seu pai. A História Augusta menciona um possível casamento anterior com Sulpícia Mémia, mas a confiabilidade dessa informação é questionada.
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De acordo com a História Augusta, a "principal diversão de Alexandre consistia em fazer filhotes de cães brincarem com leitões." Herodiano o retrata como um filhinho da mamãe.
Família
A única esposa conhecida de Alexandre foi Salústia Orbiana, Augusta, com quem se casou em 225, quando ela tinha 16 anos. O casamento foi arranjado pela mãe de Alexandre, Mamaea. De acordo com o historiador Herodiano, no entanto, assim que Orbiana recebeu o título de Augusta, Mamaea tornou-se cada vez mais ciumenta e ressentida com a esposa de Alexandre devido ao desejo excessivo de Mamaea por todos os títulos femininos reais. Alexandre divorciou-se e exilou Orbiana em 227, depois que seu pai, Seio Salústio, foi executado após ser acusado de traição. De acordo com a História Augusta, uma obra romana tardia contendo biografias de imperadores e outros, e considerada pelos estudiosos como uma obra de duvidosa confiabilidade histórica, Alexandre também foi em algum momento casado com Sulpícia Mémia, membro de uma das mais antigas famílias patrícias de Roma e filha de um homem de categoria consular; o nome de seu avô era Catulo. Ela é mencionada como sua esposa apenas neste texto posterior, portanto o casamento foi questionado.
Cristianismo
Ele era extremamente tolerante com judeus e cristãos igualmente. Ele continuou todos os privilégios em relação aos judeus durante seu reinado. A História Augusta, uma fonte considerada geralmente não confiável, relata que Alexandre colocou imagens de Abraão e Jesus em seu oratório, junto com outras divindades romanas e figuras clássicas, como imperadores deificados, Orfeu e Apolônio de Tiana, e orava lá todas as manhãs.


