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Santiago Maior

Santiago Maior ou São Tiago Maior, foi um dos Doze Apóstolos de Jesus. De acordo com o Novo Testamento, ele foi o segundo dos apóstolos a morrer, depois de Judas Iscariotes, e o primeiro a ser martirizado. São Tiago é o santo padroeiro da Espanha e, segundo a tradição, o que se acredita serem seus restos mortais estão guardados em Santiago de Compostela, na Galícia, Espanha. São Tiago é designado nos textos bíblicos como Tiago, filho de Zebedeu, e Tiago Boanerges. Na tradição cristã, também é designado como São Tiago Apóstolo e Santiago Matamoros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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O nome do apóstolo Santiago

Os nomes Tiago e Jaime derivam indirectamente do latim Iacobus, por sua vez uma latinização do nome hebraico Ya'akov (aportuguesado em "Jacó") e da sua associação Sanctus Iacopus. Com o decorrer do tempo, o nome evoluiu em diversas direcções consoante as línguas: manteve-se Jakob em alemão e noutras línguas nórdicas, James em inglês, Giacomo em italiano e Jacques em francês. Na Península Ibérica, há diferenças substanciais: Tornou-se Jaume ou Jaime (formas correntes no catalão). Jácome é adaptação antiga do italiano Giàcome, que subsiste como apelido pouco comum na Galiza e em Portugal. Há quem pense que o nome Iago / Yago é a forma patrimonial das línguas do centro e ocidente da Península Ibérica, mas isto é falso. As únicas formas patrimoniais em castelhano, que já aparecem registadas no Cantar del Mio Cid, são Yaguo e Yagüe, ambas com evolução fonética normal a partir do acusativo e do vocativo, respectivamente. O nome do santo nesta obra aparece como Santi Yaguo e, em função vocativa, Santi Yagüe (por exemplo, quando é usado como grito de guerra dos cristãos). A forma Yaguo parece ter desaparecido por completo, mas Yagüe ainda se conserva como apelido (por exemplo, em Madrid há uma rua dedicada ao General Yagüe).

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Santiago na Bíblia

Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão do apóstolo São João Evangelista. Nasceu em Betsaida, Galileia. Tal como o seu pai e o irmão, o apóstolo João, era pescador no mar da Galileia, onde trabalhava em provável parceria com André e Simão Pedro (Mateus 4:21–22 e Lucas 5:10), consertava as redes de pesca. Tiago, Pedro e João seriam, de resto, os primeiros a abandonar tudo para seguirem Jesus como seus discípulos (Mateus 17:1 e Mateus 26:37; Lucas 8:51), tendo sido dos seus mais próximos colaboradores, ao participarem na Transfiguração, na Agonia de Cristo no Jardim das Oliveiras. No evangelho de Mateus, conta-se que a mãe de ambos, Tiago e João, Salomé, em seu orgulho materno, pediu a Jesus que seus dois filhos, Tiago e João, fossem colocados um à direita e outro à esquerda, no Reino de Deus, porém Jesus lhe objetou: "Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?". Os apóstolos responderam: "Podemos". "Pois bem, isso é verdade", concluiu Jesus, "mas dar-vos o primeiro lugar no Reino, isso depende do meu Pai, que está no céu". Este episódio causou alguma irritação entre os demais apóstolos, pois era uma tentativa óbvia de destacar-se acima do grupo.

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Tiago e a Hispânia

Muitos são os que creem que Tiago tenha visitado a província romana da Hispânia e pregado a doutrina cristã, logo após o episódio de Pentecostes. Na cidade de Saragoça, teria presenciado uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar. Devido ao insucesso em evangelizar os pagãos da Península Ibérica, Tiago teria regressado à Judeia, onde foi martirizado. Os locais que terá passado em Portugal em vida incluem Braga, Guimarães e Rates,[carece de fontes?] onde o seu discípulo São Pedro (de Rates) se tornou o primeiro bispo de Braga ca. 45. assim como em vários locais da Galiza, na Espanha.

A tumba de Santiago em Compostela

Segundo uma tradição lendária, o corpo de Santiago teria sido transportado para a Galiza, e sepultado no lugar de Compostela (depois chamado, em sua honra, Santiago de Compostela). A partida terá acontecido no porto de Jafa, perto de Jerusalém, dentro de uma "arca" de pedra" feito barco arrastado pelo vento assoprado pelos anjos, atravessou o Mediterrâneo e a Costa Portuguesa, e veio a desembarcar em Padrón, pertencente depois à diocese de Iria Flávia. No entanto, obviamente, não há provas que permitam corroborar com exactidão esta lenda a não ser dizer que foi encontrado um túmulo dos tempos primórdios do cristianismo, por baixo da Catedral de Compostela, acompanhado de outros dois de cada lado. O que é mais significativo é que num deles tem visível um dos nomes dos dois discípulos de Santiago e que, segundo ela, ajudaram que essa façanha fosse possível.

Outra tradição lendária

Segundo outra tradição, no ano de 42 em Cesareia Palestina, Santiago foi perseguido por ordem do rei Herodes Agripa I, que mandou prendê-lo, decapitá-lo e jogar os seus restos para os cães. Diz a lenda que esses restos foram recolhidos por dois de seus discípulos, Atanásio e Teodoro, e levados secretamente à Hispânia, local onde Santiago havia manifestado o desejo de ser enterrado. Após sete dias de viagem, de barco, chegaram nas costas galegas de Iria Flávia (2), perto da atual vila de Padrón. Os discípulos de Santiago pediram permissão para a rainha Lupa, uma dama pagã rica e influente, que vivia na vila de Lupariou ou de Francos a pouca distância de Santiago de Compostela, para depositar os restos de seu mestre em seu feudo, mas ela não permitiu que o enterrem em sua propriedade. No entanto, uma onda de milagres atribuídos a Santiago acabaram por convencê-la. Um desses milagres foi presenciado por ela e segundo a tradição foi este o motivo da sua conversão ao cristianismo.

Santiago Mata-Mouros

De acordo com outras tradições, Santiago teria aparecido miraculosamente em vários combates travados em Espanha durante a Reconquista Cristã — Batalha de Clavijo, em 844 — sendo a partir de então apelidado de Matamoros ("Mata-Mouros"). Santiago y cierra España foi desde então o grito de guerra dos exércitos de Hispânia. Santiago foi também protetor do exército português, pelas razões explicadas acima, até à crise de 1383-1385, altura em que o seu brado foi substituído, oficialmente, pelo de São Jorge através da influência da corte inglesa, que então se tinha aliado a Portugal. Na prática os soldados portugueses continuaram a invocar Santiago nos seus combates, por razões de fé, tal como facilmente se pode verificar, por exemplo, lendo as descrições das Décadas da Ásia, de João de Barros.

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Dia de celebração

Imagem: GualdimG · BY-SA · Openverse

Santiago é aceite como santo por todas as confissões cristãs não protestantes. É festejado a 25 de julho, nas igrejas católica e luterana. Os ortodoxos comemoram-no a 30 de abril, os coptas a 12 de abril, e os etíopes a 28 de dezembro. A meados da Idade Média passou a ser concedido aos católicos a indulgência plenária pelos seus pecados. Estes tinham que se dirigir, em peregrinação e penitência, ao santuário de Santiago de Compostela nos Anos Jubilares Compostelanos, quando o seu dia santo calhasse num domingo. O dia 25 de julho é feriado estadual no Amapá, onde tradicionalmente ocorre a Festa de São Tiago em Mazagão.

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Santo padroeiro

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

Tiago, para além de padroeiro da Galiza e de todas as Espanhas, é também o santo protetor:

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Iconografia

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

Na iconografia, Santiago possui três representações:

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