Aporofobia
A aporofobia é um neologismo que descreve o medo, a rejeição, a hostilidade e a aversão às pessoas pobres e à pobreza. Originado do grego 'á-poros' (sem recursos, indigente) e 'fobos' (medo), o termo foi eleito a palavra do ano pela Fundación del Español Urgente e já está dicionarizado na língua espanhola, destacando sua relevância no debate social.
Pontos-chave
- Aporofobia é o medo e aversão a pessoas pobres e à pobreza.
- O termo é um neologismo de origem grega e já está dicionarizado em espanhol.
- Martha Nussbaum e Amartya Sen são figuras importantes no combate à aporofobia, abordando a pobreza como limitação de capacidades e liberdades.
- A arquitetura hostil é um mecanismo de aporofobia, combatido no Brasil pela Lei Padre Júlio Lancellotti.
- A aporofobia é agravada pela ausência de políticas públicas estruturantes para a população vulnerável.
Imagem: Elvis Perez / Dominguet / Óscar Alajarín · BY-NC · Openverse
Grandes pensadores como Martha Nussbaum e Amartya Sen oferecem perspectivas cruciais para entender e combater a aporofobia. Eles redefinem a pobreza e a injustiça social, focando nas capacidades e liberdades que devem ser garantidas a todos os indivíduos.
Imagem: Bibliotecas Municipais da Coruña · BY-NC-SA · Openverse
No Brasil, o conceito de aporofobia ganhou visibilidade através da crítica à arquitetura hostil, que utiliza elementos urbanos para impedir a permanência de pessoas em situação de rua. A Lei Padre Júlio Lancellotti surge como um importante avanço normativo para combater essa prática excludente.
A aporofobia está intrinsecamente ligada à ausência ou insuficiência de políticas públicas estruturantes que garantam direitos fundamentais como moradia, trabalho, saúde e educação. A negligência estatal agrava a exclusão social e a violação da dignidade humana, especialmente para a população em situação de rua.


