Apollo Miguel Rezk
Apollo Miguel Rezk foi um oficial da reserva combatente do Exército Brasileiro que pertenceu à Força Expedicionária Brasileira (FEB), contingente militar brasileiro que participou da Segunda Guerra Mundial. Participou de combates na campanha da Itália, destacando-se nas batalhas de Monte Castello e La Serra. Por sua bravura e destacada atuação nos campos de batalha da Itália recebeu diversas condecorações do Brasil, e também dos Estados Unidos; incluindo a Cruz de Serviço Distinto (DSC), a segunda mais alta condecoração do Exército dos EUA.
Filho de Miguel Jorge Rezk, médico, dentista e farmacêutico, e de Suraya Mussalli Rezk, ambos imigrantes, ele do Líbano e ela da Síria. Estudou no Colégio Pedro II, onde bacharelou-se, em 1935. Seu ideal era a carreira militar, mas o sonho frustrou-se ao ser reprovado no exame de saúde para a Escola Militar do Realengo. Ingressou, então, na Escola Superior de Comércio, onde formou-se perito-contador. Posteriormente, concluiu o curso de Ciências econômicas. Em 1939, foi declarado aspirante a oficial da Arma de Infantaria, pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR/RJ). Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, o tenente Apollo foi convocado para o serviço ativo embarcando para a Itália, incorporado ao Regimento Sampaio, no 2.º Escalão da FEB, agora como 1.º tenente.
Em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo, comandando seu pelotão, o tenente Apollo conquistou importante posição alemã, após violenta batalha. Pela bravura demonstrada nessa ação, foi agraciado com a medalha "Estrela de Prata", pelo alto comando americano. Entretanto, viria a demonstrar, novamente, sua coragem, determinação e desprendimento quando, em 24 de fevereiro de 1945, conquistou La Serra, à frente de seu pelotão, atravessando extenso campo minado e sob pesada resistência inimiga. Ferido e em posição vulnerável, conseguiu suportar os contra-ataques dos alemães e, apesar do poder de fogo inimigo, logrou repeli-los e ainda infligir-lhes severas baixas. Por essa magnífica atuação, já no hospital de campanha, ouviu pela rádio BBC, de Londres, a seguinte notícia: "O Comando Aliado, na Itália, resolveu louvar um oficial da Força Expedicionária Brasileira pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no comando do pelotão, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem.
Após o término da Guerra, prosseguiu em sua carreira militar, sendo promovido a capitão, em 3 de setembro de 1951. Casou-se com Ivette Antunes Rezk, de cuja união teve dois filhos: Nelson e Nádia. Além do Regimento Sampaio, serviu no Batalhão de Guardas, quando, por ocasião da inauguração do Panteão de Caxias, em 1949, apresentou a Guarda do então Ministério da Guerra ao Presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra. Serviu, também, em Curitiba, como ajudante de ordem do general Mário Perdigão. Em 1957, foi reformado no posto de major. Em 1999, no ano do seu falecimento, o Conselho Nacional de Oficiais da Reserva instituiu a Medalha “Major Apollo Miguel Rezk” para homenagear militares e civis que tenham se destacado em ações de apoio aos oficiais da reserva. Ao mesmo tempo, foi criada a Cadeira Especial Major Apollo Miguel Rezk na Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHMTB), cujo primeiro ocupante foi o seu biógrafo, o também oficial da reserva Sérgio Pinto Monteiro.


