Gomo (botânica)
Em botânica, chama-se gomo ou gema, à formação inicial de um ramo das plantas vasculares, formado por células meristemáticas. Na linguagem informal, usam-se de preferência as palavras rebento, broto ou botão.
Os gomos de muitas plantas lenhosas, especialmente nos climas temperados e frios, nascem protegidos por uma cobertura de folhas modificadas chamadas escamas que protegem os delicados tecidos interiores. Em algumas plantas, as escamas são cobertas por uma substância mucilaginosa que aumenta a proteção. Quando o gomo se desenvolve, as escamas podem crescer um pouco, mas geralmente caem, deixando na superfície do ramo uma série de marcas horizontais. Por meio destas marcas é possível determinar a idade do ramo, já que, em cada ano, o seu crescimento termina com a formação de um gomo, que vai produzir um novo conjunto de marcas. Com o tempo e o desenvolvimento da casca, estas marcas tendem a ficar obliteradas pelo que, depois de alguns anos, já não é possível determinar a idade dos ramos por este método. Por vezes, é possível distinguir num gomo uma série bem marcada de tipos de escamas: no Aesculus, por exemplo, formam-se pequenas escamas castanhas por for a, cobrindo outras maiores que, quando o botão se abre se tornam esverdeadas, até às folhas internas, de cor e forma típicas. Estas séries sugerem que as escamas dos gomos sejam folhas verdadeiras, modificadas para proteger os delicados tecidos meristemáticos durante períodos desfavoráveis.
Os gomos são úteis na identificação das plantas, especialmente nas lenhosas que, no inverno, perdem as folhas. Para esse efeito, gomos são classificados e descritos de acordo com diferentes critérios: localização na planta, status, morfologia e função:


