Caqui
O caqui (português brasileiro) ou dióspiro (português europeu) é o fruto do caquizeiro (português brasileiro) ou diospireiro (português europeu), uma árvore da família Ebenaceae. O nome dióspiro (Diospyros) tem origem no grego: διόσπυρος (dióspyros), que significa alimento de Zeus, enquanto caqui vem do japonês kaki (柿).
As variedades de caqui foram separadas, principalmente, de acordo com as propriedades organolépticas, e assim reunidas em três grandes grupos, que são os sibugaki (taninosos), amagaki (não taninosos) e variáveis, com a finalidade de facilitar os estudos, devido ao elevado número de variedades e de híbridos.
Sibugaki
Os sibugakis ou taninosos são de coloração quase vermelha e necessitam de tratamento especial após a colheita para se tornarem comestíveis, são adstringentes em virtude do excesso de tanino que possuem em sua composição. São exemplos deste grupo as variedades taubaté, pomelo e rubi. As variedades adstringentes de caqui possuem elevados teores de taninos solúveis, os quais proporcionam uma sensação de secura no palato. O consumo excessivo de caquis, especialmente se mal mastigados, pode ocasionar problemas de saúde, uma vez que o tanino presente nas frutas reage com os acídos gástricos e forma uma massa sólida, chamada de fitobezoar ou diospyrobezoar. Se a quantidade de caquis consumidos for grande o suficiente, essa massa pode causar obstrução intestinal.
Amagaki
Os amagakis ou não taninosos são mais amarelos quando maduros e podem ser consumidos sem nenhum tratamento. As principais variedades deste grupo são fuyu, jiro e fuyuhana. A aceitação desta variedade deve-se à sua boa aparência, ao tamanho médio dos frutos e as características da polpa quanto à textura, doçura e baixa acidez. Produz somente flores femininas e frutifica por partenocarpia, sendo assim necessária outra variedade doadora de pólen. A colheita nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil é de aproximadamente 30 dias, nos meses de abril e maio, sendo 90% de toda a produção comercializada após a colheita. A cultivar fuyu é a variedade mais plantada, sobretudo porque essa variedade produz frutos grandes, sem tanino, sem sementes e de boa qualidade organoléptica e nutricional, o que lhe permite atingir maiores cotações no mercado interno e externo. A variedade Jirô é uma planta de porte médio e com a produção menor em relação à fuyu, exigente em tratos culturais e clima ameno, condições nas quais são essenciais para o cultivo desta variedade. Seus frutos são grandes, achatados, com polpa amarela avermelhado, com colheita em março e abril na Região Sul e Sudeste.
Variável
O grupo variável apresenta, geralmente, polpa amarelada, os frutos podem apresentar, ou não, sementes, que na presença das mesmas podem ocorrer alterações no sabor, coloração e textura. Quando nos frutos há poucas sementes, a tonalidade escura aparece ao redor delas, originando o que é popularmente conhecido como caqui chocolate. São exemplos deste grupo as variedades rama forte, giombo, kyoto e kaoru. A variedade rama forte apresenta plantas vigorosas e muito produtivas, produz frutos de tamanho médio, achatados e de polpa amarelo escura, podendo ser chocolate se apresentar sementes. A variedade giombo apresenta plantas bastantes vigorosas e produtivas, os frutos são de tamanho médio, de formato ovoide, quando não apresentam sementes a polpa é amarelo avermelhada e bastante taninosa, quando com sementes é tipo chocolate e sem adstringência. A variedade IAC 13-6, também chamada de kaoru, apresenta plantas com alto vigor, muito produtivas, com frutos grandes, globosos, com presença de tanino, a polpa é laranja avermelhada e com poucas fibras. As variedades rama forte e giombo apresentaram grande potencial de produção em pesquisas realizadas pela Embrapa no Semiárido no Vale do São Francisco. Estas variedades são as mais comercializadas na Região Sudeste do país, principal região consumidora da fruta.


