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Jundiaí

Jundiaí é um município brasileiro do estado de São Paulo, sede da região metropolitana de Jundiaí. Localiza-se a 23°11'11" de latitude sul e 46°53'03" de longitude oeste, a uma altitude de 762 metros. Dista 57 quilômetros do município de São Paulo. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, sua população era de 443 116 habitantes, ficando na 15° posição entre os municípios mais populosos do estado, sendo o 6.º maior do interior paulista. Também é o 59° maior do Brasil, sendo maior que quatro capitais estaduais. Seu nome é uma referência ao rio Jundiaí, que significa "rio dos jundiás", famoso peixe da época da colonização do interior paulista.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Topônimo

O termo, originalmente grafado como jundiahy, na língua geral paulista, originou-se do tupi îundi'a (bagres/jundiás) + 'y (rio), significando "rio dos jundiás" ou "rio dos bagres", formando uma relação genitiva.

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História

Período colonial

A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas; alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo, e outros eram sedentários. Tupis, se dedicavam à produção de milho e de mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizando-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, como a utilização de queimadas na lavoura. O início da colonização da região do Mato Grosso de Jundiaí ainda é algo que possui controvérsias entre os historiadores e há várias versões, por causa da falta de documentos de fonte primária que comprovem tais versões. Tradicionalmente, diz-se que o povoamento do Mato Grosso de Jundiaí se iniciou próximo ao Rio Jundiaí, com a chegada, em 1615, da Rafael de Oliveira, sua mulher Petronilha Rodrigues Antunes e suas famílias, fugindo da justiça pelo fato de Rafael ter cometido o crime de apresamento de índios. No entanto, diz o historiador Afonso de Taunay que Rafael foi perdoado, graças à sua participação no combate aos flamengos.

Ciclo do café

Na metade do século XIX, a cultura cafeeira chegou em Jundiaí e, em pouco tempo, se tornou a sua base econômica. Em 1867, foi inaugurada a São Paulo Railway, ligando Jundiaí a Santos, passando por São Paulo. Outras ferrovias foram inauguradas nas três décadas seguintes, como a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a Companhia Ytuana de Estradas de Ferro e a Estrada de Ferro Bragantina. Surgiram também as primeiras indústrias têxteis. Em 28 de março de 1865, Jundiaí foi elevada à condição de cidade. Na segunda metade do século XIX, houve uma crise do escravismo e a alta do preço do escravo. Neste contexto, os grandes produtores rurais passaram a buscar novos trabalhadores.

Industrialização

Na primeira metade do século XX, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial. O processo de industrialização de Jundiaí acompanhou as vias de circulação. Com isso, as indústrias se concentravam nas regiões próximas à ferrovia e às margens do Rio Guapeva, atendendo principalmente os segmentos têxtil e cerâmico. Nos anos 1930 e 1940, ocorreu novo impulso industrial e após a inauguração da Rodovia Anhanguera (1948), mais empresas procuraram a cidade, aproveitando também a abertura da economia ao capital estrangeiro em 1950. Foi nesta época que vieram para o município as indústrias metalúrgicas. No final da década de 1960 e início da década de 1970, criou-se o PLANIDIL (Plano de Incentivo e Desenvolvimento Industrial), legislação que regulamentou e incentivou a instalação de novas indústrias. Instalaram-se em Jundiaí indústrias de grande porte e multinacionais. Hoje, o município possui um dos maiores parques industriais da América Latina.

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Geografia

Jundiaí situa-se a uma altitude média de 762 metros. O relevo é muito acidentado devido à Serra do Japi, uma grande reserva ambiental, com uma das maiores áreas florestais do estado de São Paulo intactas. Seu principal e único rio, é o Rio Jundiaí. O ponto mais setentrional de Jundiaí é o bairro Champirra. O bairro Campo Verde é o mais oriental, a Serra do Japi é a localização mais meridional do município e, por fim, o local mais ocidental da cidade é o bairro Rio das Pedras (Medeiros). A altitude máxima do município é de 1 290,6 metros (Serra do Japi), enquanto a altitude mínima é de 673,6 metros (Rio Jundiaí, na divisa com o município de Itupeva - SP).

Hidrografia

O município está localizado na bacia do Rio Jundiaí, o qual nasce na cidade de Mairiporã e segue em direção leste, atravessando os municípios de Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itupeva, Indaiatuba, chegando na cidade de Salto, onde deságua no Rio Tietê. Dentre as várias sub-bacias presentes, destaca-se a do rio Jundiaí- Mirim, que nasce no município de Jarinu e constitui-se no principal manancial de água para o abastecimento público. Ocorrem, ainda, as microbacias do Córrego do Ribeirão Caxambu, do Córrego do Moisés e do Ribeirão Caguaçu. Encontra-se também presente, no município de Jundiaí, a nascente do rio Capivari, pertencente à bacia do rio Piracicaba.

Áreas verdes

O município, atualmente, possui diversos parques e jardins botânicos. São eles: Além dos parques, a cidade conta ainda com a Reserva Biológica da Serra do Japi, um dos símbolos da cidade.

Clima

Jundiaí apresenta um clima subtropical úmido (tipo Cfa segundo Köppen), apresentando verões quentes e chuvosos e invernos amenos e subsecos. A temperatura média anual é de 18 °C, sendo o mês mais frio julho (média de 15 °C) e o mais quente fevereiro (média de 21 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 330 mm. A menor temperatura já registrada na cidade, foi de -3,1 °C, sendo que houve registros de até -6 graus Celsius em locais próximos à serra. Há também registros de nevada em 1879. Já a maior temperatura foi 40 °C em 30 de setembro de 2020.

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Demografia

No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 443 116 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 1 027,62 hab./km². Tem apresentado um grande crescimento populacional, gerado, em grande parte, pela busca de melhores condições de vida e emprego dos moradores de São Paulo. De acordo com a Emplasa, constitui uma aglomeração urbana intersticial, localizada entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas e próxima de outras regiões importantes do estado como a região de Sorocaba e a região de São José dos Campos. A Região Metropolitana de Jundiaí é composta pelos municípios de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista e tem cerca de 835 000 habitantes, segundo o censo do IBGE.

Religião

De maioria cristã, a cidade é sede da Diocese de Jundiaí, com maioria da população católica. Há também expressiva parcela de protestantes, que frequentam diversas igrejas evangélicas. Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: A cidade possui uma mesquita para os seguidores do islamismo. Há centros espíritas, tendas de umbanda, além de locais de espiritualismo e estudos antropológicos como a gnose, eubiose, lojas maçônicas, testemunhas de Jeová, mórmons e um templo da religião/filosofia japonesa Seicho-no-ie. Há também as chamadas casas de cura, que seguem o Santo Daime. Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 59,09% católicos, 22,12% evangélicos ou protestantes, 3,3% espíritas, 1,28% umbandistas ou candomblecistas, 0,01% religião tradicional, 5,75% outra religião, 8,33% irreligiosos, 0,02% desconhecidos e 0,11% não declarados.

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Política e administração

A administração municipal se dá pelos poderes executivo e legislativo. O poder executivo é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição. Jundiaí teve como primeiro prefeito João Maria Gonzaga de Lacerda, que ficou no cargo entre 1903 a 1904. O atual prefeito é Gustavo Martinelli, do UNIÃO, eleito no segundo turno das eleições municipais de 2024, tendo como vice Ricardo Benassi, atualmente do NOVO. O poder legislativo é representado pela câmara municipal, formada por 19 vereadores, sendo o atual presidente Edicarlos Vieira. Jundiaí se divide em três zonas eleitorais (65.ª; 281.ª a maior delas e 424.ª), com um total de 314.832 eleitores (abril de 2020), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Cidades-irmãs

Jundiaí tem como as seguintes cidades-irmãs

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Subdivisões

A prefeitura elaborou uma divisão administrativa oficial para o município, dividindo-o nas seguintes regiões: central, leste, norte, nordeste, sul, noroeste, oeste e Serra do Japi.

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Economia

Jundiaí possui o sétimo maior produto interno bruto do estado de São Paulo. A cidade possuía 23 449 estabelecimentos em 2014 (serviços, indústria, comércio, construção civil, administração pública e agropecuária), gerando mais de 181 mil empregos formais.

Agricultura

Jundiaí é conhecida como a "terra da uva e do morango", tendo um grande destaque no cenário nacional e produzindo atualmente 30% da uva do Estado, através de mais de 500 produtores. Hoje, dos 432 quilômetros quadrados da área do município, cerca de 320 são área rural e, destes, 228,6 são área de cultivo, havendo cerca de 15 000 hectares e 796 imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural do Governo Federal em 2017. São produzidos, também, caqui, pêssego, legumes, verduras e eucalipto. Na pecuária, há rebanhos bovino, ovino, equino, caprino e suíno, galináceos e produção de ovos, mel e leite.

Indústria

Além de ter uma boa produção agrícola, o município tornou-se um polo para empresas de tecnologia (Foxconn) e de logística, com armazéns da Mobly, Grupo Casas Bahia, Renault/Nissan, Magazine Luiza, DHL, Sadia e ainda possui um parque industrial com diversas empresas, se destacando nos setores de alimentos (Saralee, Frigor Hans, Parmalat), bebidas (Coca-Cola/ Femsa, Cereser, Ferráspari, Ambev), cerâmica (Deca, Roca e Ideal Standard), autopeças (Dana, Bollhoff, Neumayer Tekfor, Mahle, EBF VAZ), metalurgia (Siemens, MACCAFERRI, CBC Indústrias Pesadas, Sulzer), borracha, plásticos, embalagens e bens duráveis (Astra-SA, Plascar, Takata Petri, Foxconn, AOC Envision, Compal Eletronics, Arima, Oki, Albea), química, papeleira e de gases (Akzo Nobel, Linde, IBG, SI Group/Crios, Klabin, Böttcher), além de centrais de atendimento como Tivit e Fidelity Information Services. Em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade possuía o 5.º PIB industrial do Estado e o 7.º PIB do Estado em prestação de serviços e comércio.

Comércio

Jundiaí possui um grande número de pontos de compras, principalmente as lojas tradicionais do Centro Histórico, da Ponte São João, da Vila Arens, da Vila Hortolândia, do Eloy Chaves, da Vila Rami, do Vianelo e da Vila Rio Branco, além do eixo Nove de Julho. Possui: o Maxi Shopping Jundiaí, com mais de 240 lojas e sete salas de cinema (Moviecom); o Paineiras Shopping, com mais de 60 lojas; o Jundiaí Shopping, com mais de 212 lojas e sete salas de cinema (Cinépolis); e o Multi Moda Center, com cerca de 43 lojas. Há, ainda, o Mercadão da Ferroviários e o Mercadão da Vila Arens. Às terças, quartas e quintas, em diferentes locais da cidade (Agapeama, Vila Arens, Eloy Chaves, Parque da Uva) são realizados os chamados "Varejões Noturnos", com gastronomia, frutas e verduras frescas, artesanato e várias opções. Jundiaí também conta com boa infraestrutura hoteleira.

Turismo

A cidade possui, em seu Roteiro Turístico Rural, muitas adegas, como Beraldo de Cale, Brunholi, Mazziero e Castanho. A Prefeitura de Jundiaí está implementando em 2019 as chamadas "Rotas Turísticas" ao longo do município, assim denominadas: Rota Turística do Castanho, Rota Turística do Centro Histórico, Rota Turística da Cultura Italiana, Rota Turística do Terra Nova, Rota Turística da Uva e Rota Turística do Vinho.

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Infraestrutura

Saúde

Jundiaí conta com 37 unidades básicas de saúde ou de saúde da família nos bairros, em proporção demográfica acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, passando em 2014 por um grande número de ampliações ou de novas sedes. Nos serviços de urgência, além de um PA Central 24 Horas aberto em 2013, conta com outras unidades de pronto-atendimento em preparação, sendo a UPA Novo Horizonte inaugurada em dezembro de 2018(e as demais na Ponte São João, Vila Progresso e Vila Hortolândia estão em tramitação de projeto). Também em julho de 2018 foi inaugurada a nova UBS da Vila Maringá, após remodelação, e a nova UBS do Jardim das Tulipas em outubro desse ano. A cidade conta com dois hospitais públicos: o Hospital São Vicente de Paulo (atendendo somente casos graves a partir de agosto de 2016) e o Hospital Universitário, com um terceiro, o Hospital Regional, entrando em operação para apoio ao sistema com cirurgias de baixa e média complexidade. Também tem, na rede privada, o Hospital Pitangueiras, o Hospital Santa Elisa e o Hospital Paulo Sacramento. Seus 395 mil habitantes dividem-se entre um terço de usuários de planos privados, um terço de usuários de cooperativas médicas e outro terço de usuários exclusivos do Sistema Único de Saúde. Mas todos usam serviços públicos de vigilância e fiscalização, de campanhas preventivas e de promoção da saúde e até mesmo de fornecimento de medicamentos da Prefeitura de Jundiaí.

Educação

A educação pública municipal é um dos motivos que levam a cidade ao quarto lugar do estado em índice de desenvolvimento humano.

Transportes

O Trem Metropolitano de São Paulo transporta, diariamente em média, em suas composições, cerca de 350 000 passageiros na Linha 7–Rubi ligando a cidade com o metrô da capital paulista. A Estação Jundiaí existe desde meados de 1860 em estilo inglês e é um dos lugares mais representativos da cidade. Há também o Expresso Turístico, operado pela CPTM, a bordo de uma locomotiva fabricada na década de 60, ligando a Estação da Luz em São Paulo à Estação Jundiaí. Está em fase de projetos e próximo de chamamento público para parceria público-privada o Trem Intercidades, que inicialmente ligará os municípios de São Paulo e Americana no interior de São Paulo (com uma estação em Jundiaí). A previsão é de que a licitação ocorra em novembro de 2023.

Meios de comunicação

Jundiaí recebe, geralmente, os sinais de rádio e televisão aberta localizados em Sorocaba, Campinas e São Paulo. Existem alguns canais da cidade em televisão a cabo (pago). O sinal analógico de televisão foi desligado no município em janeiro de 2018, ficando somente o sinal de televisão digital (HD). O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1957 pela Telefônica Jundiaí, que construiu a primeira central telefônica (localizada no Centro). Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1976 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP) com o código de área (011), que construiu as outras centrais telefônicas da cidade. Todas essas centrais são utilizadas até os dias atuais.

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Cultura

Muitas figuras importantes do cenário cultural brasileiro são naturais da cidade, ou estiveram contextualizadas com ela. Destacam-se nomes enraizados com a história da cidade, como Antônio de Queirós Teles, barão de Jundiaí, conde de Parnaíba, Bento Pereira Bueno, Flávio de Queirós e Arnaldo Rojek (industrial brasileiro, pioneiro no Brasil na fabricação sistemista de embalagens metálicas para indústrias de conservas). Na literatura, são famosos os nomes de Décio Pignatari, Max Gehringer e José Renato Nalini. Na dramaturgia, a atriz Bianca Bin, Carlos Mariano, os irmãos Jean Fercondini e Max Fercondini, Paula Possani, Eloísa Mafalda, Hugo Picchi Neto e o cineasta Beto Brant. Na música, nomes como Celso Mojola, Cláudio Nucci e Fábio Zanon. Também os futebolistas Adrianinho, Alex Sandro Mendonça dos Santos, Nenê (futebolista), Doni Marangon, Grafite (futebolista) e, no basquete, Vítor Benite. Outros nomes importantes: a astrônoma e astrofísica brasileira com reconhecimento internacional Duília de Mello, o empresário e psicólogo brasileiro Oscar Maroni, o combatente Rafael Lusvarghi e Adoniran Barbosa, que nasceu em Valinhos, mas mudou-se para Jundiaí quando criança.

Gastronomia

A culinária jundiaiense sofre muitas influências da culinária italiana, paulista, mineira e de outros regiões do Brasil e do mundo, entre os diferencias que a cidade oferece são as opções de colheita no pé e restaurantes rurais em contato com a natureza. A uva niagara rosada surgiu em Jundiahy, hoje cidade de Louveira em uma mutação natural em 1933, sendo consumida in natura ou usada na produção de vinhos, atualmente a cidade é responsável por 30% da produção de uva do estado sendo um dos motivos de ser considerada Terra da Uva. Uma das receitas típica da cidade é a coxinha de queijo que é classificada como bem imaterial aprovada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) em 2018.. Assim com outras cidades do interior de São Paulo possui produção e consumo do refrigerante sabor tutti-futti chamado de Tubaína, sede da Ferráspari fabricante da Turbaína.

Espaços culturais

A cidade possui diversos espaços de cultura, turismo e lazer. O Complexo Educacional e Cultural Argos, instalado no conjunto arquitetônico da antiga indústria têxtil Argos, possui área de 365 000 metros quadrados e forma um conjunto histórico com as vilas operárias do entorno. A revitalização deste espaço foi feita garantindo-se a preservação de suas características arquitetônicas históricas. Abriga a Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot, o Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos, o Centro Municipal de Formação e Capacitação Permanentes do Magistério, o Centro Municipal de Informática, o Centro Municipal de Línguas e a emissora de Televisão Educativa do Município.

Teatro

Jundiaí tem tradição no meio teatral, tendo revelado importantes nomes do teatro brasileiro. Conta com um vasto número de grupos que movimentam a cena cultural da cidade, como a Cia. Paulista de Artes, o Grupo Performático Éos, a Cia. Na Ponta da Língua e o Núcleo de Artes Cênicas de Jundiaí (entidade cultural de utilidade pública desde 1988). O Teatro Polytheama, um dos principais patrimônios históricos, culturais e arquitetônicos de Jundiaí, foi fundado em 1911 e fechado no final da década de 1960, foi reinaugurado em 1996 com projeto da renomada arquiteta Lina Bo Bardi.

Eventos

A tradicional Festa da Uva de Jundiaí é a mais antiga festa da uva de São Paulo. Realizada desde o ano de 1934, teve seu início no Centro da cidade; depois, foi transferida para o "Parque Comendador Antônio Carbonari", mais conhecido como "Parque da Uva". Há a exposição das frutas durante o dia inteiro, e durante a noite também ocorrem shows de bandas. A Festa da Uva acontecia em anos pares no mês de janeiro, mas ultimamente tem sido realizada em todos os anos. Em 2013, foi remodelada para ser um evento familiar, não tendo mais como principal atração os shows de grandes artistas, mas sim voltando ao modelo original da festa, na qual a entrada era gratuita e a participação dos agricultores era efetiva, mas contando com atrações culturais da própria cidade. A Expo Vinho, realizada juntamente com a Festa da Uva, teve sua primeira edição em 2013 e contou com diversos expositores já conhecidos na cidade.

Esportes

Em 2009, o Paulista Futebol Clube (Série B do futebol paulista) completou, cem anos de história no dia 17 de maio. Dentre os títulos do Paulista, estão o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001 - Série C e a Copa do Brasil de Futebol de 2005. O time também participou da Copa Libertadores da América de 2006, quando venceu o Club Atlético River Plate. A cidade possui forte tradição em ciclismo de estrada, com destaque para o ciclista Israel Bernardi, campeão brasileiro e cinco vezes campeão paulista. Devido à disponibilidade de trilhas na Serra do Japi e arredores, existem muitos praticantes de mountain bike. Atualmente, existem cerca de 14 grupos de ciclistas na região. Estima-se que estes grupos possuem cerca de 600 ciclistas ativos que praticam seus treinos e passeios diariamente.

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Fontes consultadas

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