Any Ortiz
Any Machado Ortiz, é uma advogada e política brasileira. Exerce atualmente seu primeiro mandato como deputada federal, após exercer dois mandatos como deputada estadual do Rio Grande do Sul. Filiada ao PP desde 2026,. Foi, anteriormente, membro titular do Diretório Nacional e membro suplente da Executiva Nacional do partido Cidadania, pelo qual foi eleita deputada federal em 2022. Com relação à prefeitura de Porto Alegre, foi apoiadora do governo de José Fortunati (PDT) e de José Ivo Sartori (MDB). Atualmente, apoia a prefeitura de Sebastião Melo (MDB) e o governo estadual de Eduardo Leite (PSD).
Imagem: Editorial J · BY-ND · Openverse
Any é filha de Ernesto Ortiz Romacho, ex-prefeito de Palmares do Sul, sobrinha de Antônio Ortiz Romacho, diretor da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), e neta de Asunción Romacho Garcia Ortiz, fundadora da Rede Asun de supermercados. Formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Antes de iniciar sua carreira política, realizou trabalhos voluntários em comunidades carentes e participou de um grêmio estudantil. Em 2008, concorreu, sem sucesso, a vereadora de Porto Alegre pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2010, concorreu a deputada estadual pelo PSDB, sem êxito. Any foi assessora do então deputado estadual Luciano Azevedo (PPS) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul; ele foi uma influência política para ela e possivelmente contribuiu para que ela fosse para o Partido Popular Socialista (PPS). Nas eleições municipais de 2012, foi eleita vereadora de Porto Alegre, pelo antigo Partido Popular Socialista (PPS), com 5.940 votos. Na Câmara Municipal da capital, foi líder da bancada do seu partido, segunda secretária da mesa diretora, presidente da Escola do Legislativo e vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana. Any também integrou a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude, a frente parlamentar para criação de bairros e a que combate maus tratos contra os animais.
Deputada estadual
Any foi eleita deputada estadual na eleição de 2014, sendo a única pela bancada do PPS. Durante o governo estadual de José Ivo Sartori (PMDB), Any votou contra o aumento do ICMS e a favor nas pautas de privatizações, de aprovação da lei de Responsabilidade Estadual, de extinção de fundações e de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Um dos principais projetos propostos por Any foi o fim da pensão vitalícia para futuros ex-governadores do RS, aprovado por unanimidade em dezembro de 2015. Any foi reeleita deputada estadual na eleição de 2018, com 94.904 votos (1,64%), sendo a 3.ª pessoa mais votada, a mulher mais votada e novamente a única da bancada do PPS no estado. Durante o governo estadual de Eduardo Leite (PSDB), Any votou a favor do Novo Código Ambiental e das reformas no funcionalismo público. Em agosto de 2019, foi aprovado um projeto, inspirado numa proposta de Any, que acaba com a aposentadoria especial para deputados estaduais.
Candidatura à prefeitura de Porto Alegre
Em setembro de 2019, Any anunciou sua pré-candidatura a prefeita de Porto Alegre e em agosto de 2020 desistiu, declarando apoio a Sebastião Melo (MDB). Caracterizou como negativo o fato de Manuela d'Ávila, candidata adversária de Melo no segundo turno, ser do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), apesar do Cidadania ter estado como vice na chapa de Manuela em 2008 e de ser um dos partidos apoiadores do governo maranhense de Flávio Dino (PCdoB). Em janeiro de 2021, enquanto o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE) combatia o governo federal por esse incentivar o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a COVID-19, o prefeito eleito e apoiado por Any distribuía kits com os mesmos medicamentos. Em fevereiro, o Diretório Nacional do Cidadania, o qual Any também faz parte, aprovou um indicativo de impeachment do presidente Bolsonaro, mas Any ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.
Imagem: Fotografia Paula Mascarenhas · PDM · Openverse
No dia 16 de setembro de 2025, Any votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados, restringindo a prisão em flagrante de parlamentares. Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras ao texto da Constituição de 1988. Mas, na verdade, o texto acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares. No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, por exemplo, os autos serão enviados à Câmara ou ao Senado dentro de 24 horas para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não prisão do parlamentar.


