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António Teles da Silva

António Teles da Silva (1590–1650), distinto de D. António Telo foi um nobre, militar e administrador colonial português e um d'Os Conjurados que colocou no trono de Portugal a Dinastia de Bragança.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Imagem: RickMorais · BY-SA · Openverse

Tendo optado pela carreira das armas, no contexto da Dinastia Filipina e da primeira das Invasões holandesas do Brasil, embarcou em 1625 na armada organizada no Reino de Portugal com a finalidade de reconquistar Salvador, no Estado do Brasil (a "Jornada dos Vassalos"). Em recompensa pelos serviços prestados, em 1634-1635, foi enviado ao Estado Português da Índia no cargo de capitão-mor das naus de carreira, com a promessa de 100$000 réis de renda anuais, mais os proventos do seu quinhão no tráfico. "António Teles da Silva foi um dos vários fidalgos que participaram do golpe de 1.º de dezembro de 1640, e segundo os relatos de época, foi o único destes que ficou ferido na ação. Em decorrência de sua participação foi nomeado em 1641 para servir como mestre de campo general do Alentejo e para o Conselho de Estado e Conselho de Guerra. Foi nomeado governador e capitão-general do Estado do Brasil em maio de 1642, com a promessa do título e mercês de conde de Vilar-Maior, substituindo D. Jorge de Mascarenhas, marquês de Montalvão. Tomou posse do governo em Salvador no dia 30 de Agosto de 1642.

Apreciação

Diz o escritor brasileiro Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro no século 17», página 114, ser «homem íntegro e de alta reputação». Chegando a seus ouvidor queixas dos cariocas contra o governador Salvador Correia de Sá e Benevides, acusado de pouco escrúpulo, ordenou ao provedor da Fazenda no Rio de Janeiro, Domingos Correia, fazer um relatório minucioso sobre os processos da administração. Correia, «utilizando-se da ausência do governador em São Vicente, procedeu a um verdadeiro inquérito de que resultou a longa e gravíssima denúncia que contra o governador enviou ao Conselho Ultramarino», documento em que Salvador é «acusado de prevaricador, de locupletar-se com os dinheiros da Fazenda Real, de proteger os parentes e amigos com proventos indevidos, de oprimir o povo com tributos ilegais de que ele mesmo se fazia o administrador, de mandar construir por seus escravos fortificações precárias que fazia pagar por preços exorbitantes, e de outras muitas irregularidades administrativas levadas a efeito em exclusivo benefício seu, com o que já tinha aumentado a sua fortuna pessoal de mais de 300 000 cruzados desde que assumira o governo da capitania».

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Dados genealógicos

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Filho não-primogénito do nobre Luís da Silva, morto em 1636, e de sua esposa D. Mariana de Lencastre. Seu pai foi "Alcaide-mor, e Commendador de Cea na Ordem de Aviz, que foy Governador da Relação do Porto, Veador da Fazenda, e Do Conselho de Estado, e sérvio algum tempo de Mordomo-mor". Pela via paterna era neto de João Gomes da Silva e pela via materna de D. Francisco de Faro, senhor de Vimieiro, e de D. Guiomar de Castro. Teve três irmãos mais velhos - João Gomes da Silva, Fernão Teles de Menezes e Francisco Teles da Silva - além de sete irmãs. Ainda de acordo com a pesquisadora Virgínia Rau, morto solteiro e sem descendência, legou a sua fortuna - 80 mil cruzados - ao irmão Fernão Teles. No séc. XIX, e várias publicações posteriores, foi erroneamente chamado de conde de Vila Pouca de Aguiar, sendo confundido com António Teles de Menezes, que não se encontrou entre os conjurados.

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Fontes consultadas

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