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António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho

António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho foi um administrador colonial português na Índia e no Brasil. Foi o 29.º Governador do Estado do Brasil, 35.º Vice-Rei da Índia e 60.º Governador-Geral da Índia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Biografia

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Por renúncia de seu padrasto Francisco de Faria – segundo marido da sua mãe, mas antes, possivelmente, seu primo – e “mercê del Rey”, era almotacé-mor do reino. Título esse confirmado por carta régia de 8 de janeiro de 1671, e que o garantia entre os primeiros nobres da corte. Herdou a Capitania do Espírito Santo, que vendeu em 1674. Em 1689 toma a direcção da Capitania de Pernambuco. Nomeado como o 29.º Governador do Estado do Brasil de 1690 a 1694, introduziu novos cultivos, como o da canela e o da pimenta da Índia, além de ter combatido os quilombos. Na colônia, viu-se cercado da penúria e miséria que assolavam-na. Entre 1698 e 1701, foi o 35.º Vice-Rei da Índia e 60.º Governador-Geral da Índia. Retornou à Bahia, onde viria a falecer em 1702. Tendo casa em Lisboa, na Rua da Inquisição, nela resideria apenas em 1696, na companhia dos seus três filhos, que o acompanhariam nas suas permanências no Ultramar. Viveria também com a sua família Luís Ferreira de Noronha, capitão da sua guarda, que em 1701 seria seu secretário do Estado da Índia, mais seis criados e cinco escravos.

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Personalidade

Domingos do Loreto Couto, presbítero e historiador, na sua obra Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco, descreveu a personalidade de António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho: "Todos estes lugares governou com notável desinteresse, virtude que praticou durante toda a sua vida, que acabou vindo da Índia, e lograria maiores aplausos dos seus governos, se não acompanhara a sua retidão, um impulso violento, que sendo talvez para rústicos necessário; para ânimos nobres é inútil. A severidade do seu génio o levava em processos, a começar primeiro pela execução, que pelas provas."

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Registros sobre o Brasil

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

É autor de uma conhecida carta ao rei de Portugal, Dom Pedro II, onde afirma: Em seu entendimento, eram três as razões da penúria: A esse respeito o Padre Antônio Vieira, quase nonagenário, na Bahia, escreveu em 5 de julho de 1692 ao Marquês das Minas carta em que diz do desespero e cólera dos que sentiam a espoliação sobre a moeda: O remédio considerado foi introduzir moeda provincial como na Índia, privativa do estado, proposto pelo governador, almotacé-mor Luís da Câmara Coutinho, o que se veio a executar em 1694. Este governador também escreveu ao soberano, em 19 de julho de 1692 sobre as extorsões que cometera Francisco Dias de Siqueira nas aldeias de índios reduzidos no Maranhão: Antônio Vieira na mesma época escrevera ao Duque de Cadaval: "O remédio e não pode haver outro, é o da moeda provincial com tal preço extrínseco que nem os de fora nem para os de dentro tenha conta a saca dela."

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Fontes consultadas

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