Junta da Galiza
A Junta da Galiza é o órgão colegiado do governo da Galiza, tal e como aparece definido no Estatuto da Galiza de 1981. Está composta pola presidência, uma ou mais vice-presidências, e as conselheiras e conselheiros. As vice-presidências e as conselheiras e conselheiros são nomeados pela presidência. Esta tem a sede no Paço de Raxoi em Santiago de Compostela.
A Junta regula os seus próprios tributos, elabora as normas para gerir os impostos estatais e elabora e aplica o orçamento da Galiza. Também tem competências exclusivas, entre as quais as referidas à organização das suas instituições de autogoverno e das comarcas e paróquias rurais como entidades próprias da Galiza; ordenamento do território e do litoral, urbanismo e habitação; atuações em relação às instituições do Direito Civil galego; normas processuais e procedimentos administrativos que se deriven do específico Direito galego ou da organização dos poderes públicos; obras públicas; vias férreas, estradas e transporte; portos, aeroportos e heliportos; aproveitamentos florestais, hidráulicos e relativos à energia elétrica; águas minerais e termais; pesca nas rias e águas interiores; feiras e mercados; artesania, património artístico, bibliotecas, museus, conservatórios de música e serviços de Belas Artes; fomento da cultura e da investigação; promoção e ensino da língua galega, do turismo e do desporto; assistência social; criação de uma Políca Autónoma; regime das fundações; casinos, jogos e apostas; centros de contratação de mercadorias e valores; confrarias de pesca e distintas câmaras e normas adicionais sobre a gestão, conservação e proteção dos ecossistemas.
A Junta da Galiza tem a sua origem na Junta do Reino da Galiza, criada em 1528 e que duraria, com algumas interrupções, até 1833. Durante a Guerra da Independência espanhola, en 1808, foi criada a Junta Suprema do Reino da Galiza para dirigir a luta contra França e manter a ordem pública. A Junta Suprema assumiu funções militares, legislativas e de relações internacionais até a críação da Junta Central Espanhola. Em 1843 foi constituída a Junta Central da Galiza, presidida por Xosé María Suances e oposta à regência de Baldomero Espartero. En 1846 teve lugar o do comandante Miguel Solís em Lugo, que dissolveu o Conselho Provincial e a Deputação organizando a Junta Superior do Governo da Galiza, presidida por Pío Rodríguez Terrazo e que terminaria com o fuzilamento dos Mártires de Carral. Em 1944, por iniciativa do deputado por Pontevedra Daniel Castelao, foi fundado em Montevideo o Conselho da Galiza, com a intenção de dotar a Galiza de um órgão político e governo no exílio. Legitimados pelo Estatuto da Galiza de 1936, truncado pela Guerra civil espanhola, mas que fora submetido a plebiscito antes dela.
Em março de 2022, e após ganhar as eleições ao Parlamento da Galiza de 2020, Alberto Núñez Feijóo anunciou a sua demissão como presidente da Junta da Galiza, apesar de ter mais de dois anos de legislatura à frente, para assumir o liderado do Partido Popular espanhol. Alfonso Rueda, o que fora o seu vice-presidente desde 2009, sucedeu-o como presidente da Junta por designação do próprio Feijóo. Rueda conseguiu de novo maioria absoluta nas eleições de fevereiro de 2024, conformando o seu novo governo quase dois meses mais tarde. Esta é a composição da Junta e as pessoas titulares:


