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Antonio Rosmini

Antonio Francesco Davide Ambrogio Rosmini Serbati foi um padre católico, teólogo e filósofo italiano nascido no Império Austríaco no Tirol italiano. Foi reconhecido como Beato em 2007 e é considerado um dos mais originais e importantes teólogos e filósofos italianos da primeira metade do século XIX. Sua festa litúrgica é em 1 de julho.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Vida

Filho de Pier Modesto Rosmini Serbati, patrício de Rovereto e nobre do Sacro Império, e Giovanna, da família dos condes Formenti, fez seus primeiros estudos em uma escola pública, ao mesmo tempo dedicando-se intensamente à leitura. Foi ordenado padre em 1821 e em 1822 graduou-se em Teologia e Direito Canônico na Universidade de Pádua. No mesmo ano visitou Roma, onde foi encorajado pelo papa Pio VII a empreender uma reforma no sistema filosófico, passando os anos seguintes aprofundando seus conhecimentos neste campo, especialmente interessado pela obra de São Tomás de Aquino. Nesta época concebeu suas Massime di perfezione cristiana, que constituiu como regra de vida, onde desenvolve o Princípio da Passividade. Segundo este princípio, o engajamento em obras de caridade não deve partir de uma iniciativa pessoal, mas sim de uma clara manifestação externa da vontade divina.Combinava-o ao Princípio da Indiferença, segundo o qual nenhum tipo de trabalho deveria ser preferido ou rejeitado por virtude de inclinações pessoais.

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Obra

Seu trabalho intelectual pretendeu restabelecer o equilíbrio entre a razão e a religião que havia sido fortemente abalado com o advento do iluminismo. Os temas principais que trabalhou foram a ontologia, a dignidade do homem, a moralidade, os direitos humanos, a natureza da sociedade, da inteligência e do conhecimento, a cosmologia e a teologia natural, abordando também a arte, a política, a educação e o casamento. Na interpretação de Fulvio De Giorgi, Os principais pontos que levaram à controvérsia foram suas visões sobre a ontologia, a teologia natural, as relações entre pecado e culpa, e a natureza e circunstâncias do surgimento do mal, sendo acusado de heterodoxia e panteísmo. Suas seis Massime di perfezione cristiana sintetizam seu ascético legado espiritual, e explicitam os princípios da Passividade e da Indiferença. Três norteiam a finalidade da ação, e três os meios de obter os fins: desejar única e infinitamente agradar a Deus, ou seja, ser justo; orientar todos os pensamentos e atos para o incremento e a glória da Igreja de Cristo; conservar uma perfeita tranquilidade em tudo que aprouver a Deus impor à Igreja, trabalhando por ela segundo o chamamento divino; abandonar a si mesmo à Providência; reconhecer intimamente a nulidade da pessoa humana diante da infinitude e grandeza de Deus, e organizar todas atividades e toda a vida com um espírito de inteligência. Em seus trabalhos também condenou os vícios da Igreja, a pobre educação do clero, a desunião dos bispos e a interferência do Estado na religião, pretendendo reformar a Igreja de uma forma mais inclusiva, comunitária e participativa, com maior atenção às Escrituras Sagradas, e retomando a ideia de uma Igreja pobre.

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Publicações

Os escritos de Antonio Rosmini são numerosos; certamente os mais importantes em nível ascético e espiritual são as Massime di Perfezione Cristiana, sobre as quais até o Papa João XXIII refletiu antes de morrer. As obras Delle Cinque Piaghe della Santa Chiesa e Della Costituzione secondo la giustizia sociale lhe custaram a inclusão no Índice dos livros proibidos. No campo filosófico, os seguintes merecem ser lembrados:

Massime di perfezione cristiana

As Máximas da Perfeição Cristã foram escritas por Rosmini para definir a base espiritual sobre a qual todos os cristãos poderiam ter um caminho para a perfeição. No próprio Evangelho está escrito: "Sejam perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito" (Mt 5:48)

Delle Cinque Piaghe della Santa Chiesa

A obra é dividida em cinco capítulos (cada um correspondendo a uma praga, comparado às feridas de Cristo). Em cada capítulo a estrutura é a mesma: Primeira praga. É a divisão do povo do clero no culto público. Nos tempos antigos, o culto era um meio de catequese e formação, e o povo participava do culto. Depois, as invasões bárbaras, o desaparecimento do latim, a má educação do povo, a tendência do clero de formar uma casta ergueram um muro de divisão entre o povo e os ministros de Deus. Remédios propostos: ensino do latim, explicação das cerimônias litúrgicas, uso de missais no vernáculo. Segunda praga. Educação insuficiente do clero. Se antes os padres eram educados por bispos, agora existem seminários com "livrinhos" e "pequenos professores": crítica severa à escolastica, mas acima de tudo aos catecismos. Remédio: a necessidade de combinar ciência e piedade.

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Fontes consultadas

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