Antonio Pigafetta
Antonio Pigafetta, nascido Antonio Lombardo, foi um marinheiro, geógrafo e escritor vêneto.
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Pigafetta pertencia a uma família abastada de Vicenza. Na sua juventude estudou Astronomia, Geografia e Cartografia. No início do século XVI, serviu a bordo das galés dos Cavaleiros de Rodes. Até 1519, acompanhou o Núncio Papal, Monsenhor Chieregati à Espanha.
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Em Sevilha, ouviu falar da expedição de Magalhães e negociou a sua admissão como passageiro pagante. A despeito das suas dificuldades iniciais com Magalhães, ele conseguiu conquistar a sua confiança e serviu como seu lenguaraz (intérprete) e cartógrafo. Durante a viagem, Pigafetta coletou inúmeros dados sobre geografia, clima, flora, fauna e os habitantes dos lugares visitados pela expedição. As suas notas meticulosas serviram como valiosos testemunhos para os subsequentes exploradores e cartógrafos, principalmente pelo emprego que fez de dados náuticos e linguísticos.
Durante o confronto em que Magalhães foi morto em Mactan, nas Filipinas, Pigafetta foi um dos feridos. Entretanto, conseguiu se recuperar e encontrava-se entre os dezoito sobreviventes a bordo do Victoria, que retornaram à Espanha, três anos após a partida. Tendo aportado a Sanlúcar de Barrameda (Província de Cadiz) em setembro de 1522, Pigafetta retornou à Itália, onde relatou as suas experiências na obra Relazione del Primo Viaggio Intorno Al Mondo, composta em italiano e publicada em Paris em 1525. Uma publicação integral do relato só seria feita em fins do século XVIII, tendo se perdido o documento original. Entretanto, foi através de uma narrativa anterior, de autoria de Maximilianus Transylvanus, publicada em 1523, que os europeus tiveram informações da primeira circum-navegação da Terra. Na qualidade de Secretário do Imperador Carlos V do Sacro Império Romano, Transylvanus recebeu instruções para entrevistar os sobreviventes da expedição de Magalhães quando o Victoria retornou à Espanha em setembro de 1522.


