Antônio Muniz Sodré de Aragão
Antônio Muniz Sodré de Aragão foi uma figura proeminente na República Velha brasileira, atuando como jurista, jornalista, professor e político. Ele é mais conhecido por ter sido governador do estado da Bahia.
Pontos-chave
- Jurista, jornalista, professor e político, foi governador da Bahia durante a República Velha.
- Bacharel em Direito, lecionou em diversas instituições de ensino superior na Bahia e no Rio de Janeiro.
- Atuou como deputado federal e senador, além de Secretário de Interior e Justiça no Rio de Janeiro.
- Seu governo na Bahia (1916-1920) enfrentou desafios como a crise da I Guerra Mundial e greves.
- Foi jornalista desde 1895 e um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia.
Antônio Muniz Sodré de Aragão, filho do Vice-almirante Francisco Moniz Ferrão de Aragão e D. Laurinda Augusta Freire Moniz, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia em 1903. Ele dedicou-se ao magistério em diversas instituições de ensino médio e superior em Salvador, como a Escola Normal, Politécnica e a própria Faculdade de Direito. No Rio de Janeiro, lecionou Direito Penal na Faculdade de Direito e no doutorado da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Foi pai de Edmundo Moniz, teórico marxista e autor de "Canudos: a luta pela terra".
A trajetória política de Muniz Sodré começou como deputado estadual na Bahia (1909-1912), no grupo liderado por José Joaquim Seabra, a quem sucedeu e foi sucedido, apesar da forte oposição de figuras como Rui Barbosa e Octávio Mangabeira. Posteriormente, foi eleito deputado federal (1912-1918) e senador (1920-1927). Sua atuação estendeu-se ao Rio de Janeiro, onde ocupou a pasta de Secretário de Estado do Interior e Justiça no governo do almirante Protógenes Guimarães. Junto a Seabra, apoiou a Revolução de 1930 e a Aliança Liberal.
Muniz Sodré assumiu o governo da Bahia em 29 de março de 1916, permanecendo no cargo até 29 de março de 1920. Seu mandato foi marcado por uma forte crise econômica, agravada pela I Guerra Mundial, que suspendeu as exportações agrícolas, principal pilar da economia baiana. Na capital, a insatisfação popular crescia, resultando em diversas greves, sendo a mais significativa e impactante a dos professores municipais em 1918. A oposição se aproveitava desse cenário para intensificar as agitações.
Muniz Sodré iniciou sua carreira jornalística em 1895, na Gazeta de Notícias. Ele também colaborou com veículos como o Correio do Brasil e a Gazeta do Povo. Como jornalista, destacou-se pela publicação de artigos, principalmente sobre o estado da Bahia.
Com o apoio de Muniz Sodré, Arlindo Fragoso conseguiu fundar a Academia de Letras da Bahia em 7 de março de 1917. Muniz Sodré ocupou a Cadeira número 10 na Academia, cujo Patrono é Lino Coutinho.
Obras Publicadas
Entre suas obras, destaca-se um 'estudo comparativo', que teve sua 7ª edição publicada pela Livraria Freitas Bastos em 1938, e um 'Resumo'.


