Antônio Luís von Hoonholtz
Antônio Luís von Hoonholtz, primeiro e único barão de Teffé com honras de grandeza foi um nobre, militar, diplomata, geógrafo, explorador, político e literato brasileiro.
Filho do conde Friedrich Wilhelm von Hoonholtz (oficial do Exército Brasileiro, de origem prussiana, recrutado no Primeiro Reinado) e da condessa Johanne Cristina van Engel Alt von Hoonholtz, ingressou aos quinze anos de idade na Academia de Marinha. Assentou Praça de Aspirante a Guarda-Marinha em 1852 e, durante os anos de formação militar-naval na Academia de Marinha, realizou viagem de instrução a bordo da Corveta Bahiana. Foi nomeado guarda-marinha em 1854. Foi promovido ao posto de Segundo-Tenente no ano de 1857, e exerceu seu primeiro comando, já como Primeiro-Tenente, em 1861, a bordo da Canhoneira Ativa. Oficial de destacada inteligência e notório interesse por questões afetas à ciência, em especial à hidrografia e astronomia, destacou-se em sua carreira tanto no aspecto militar-naval quanto na qualidade de hidrógrafo. Como Primeiro-Tenente, comandou a Canhoneira Araguari, recebendo a tarefa de realizar o levantamento hidrográfico da Ilha de Santa Catarina, localidade considerada estratégica à época, devido à possibilidade de converter-se em local de apoio para eventuais ações no Rio da Prata. A bordo dela, von Hoonholtz se notabilizaria pelas ações empreendidas na Guerra do Paraguai, sobretudo na batalha naval do Riachuelo.
Casou-se aos 28 de março de 1868 com Maria Luísa Dodsworth, filha do inglês George John Dodsworth e de Maria Leocádia do Nascimento Lobo. Maria Luísa Dodsworth era irmã do 2.º barão de Javari, tia da condessa de Frontin, D. Maria Leocádia Dodsworth de Frontin, casada com o engenheiro Paulo de Frontin, conde de Frontin; e tia-avó de Henrique Dodsworth. Baronesa Maria Luísa pertencia a uma família tradicional do Rio de Janeiro. Tiveram quatro filhos: Seu neto, Manuel de Teffé, filho de Oscar de Teffé, foi embaixador do Brasil e piloto de corrida de carros. Quando regressou da Europa, onde teve alguns êxitos neste esporte, teve a ideia de trazer para o Brasil o circuito de corridas de automóvel, a fim de promover o evento internacionalmente. A ideia foi aceita e levada ao então presidente da República, Getúlio Vargas, que prometeu todo o apoio. Na temporada oficial de turismo de 1933, o Automóvel Clube do Brasil promoveu o circuito Niemeyer–Gávea, com o título "1.º Prêmio Cidade do Rio de Janeiro", no domingo 1.º de outubro, que contou com a participação do piloto Chico Landi.


