Firmino Monteiro
Antônio Firmino Monteiro foi um pintor brasileiro do século XIX. Pintava principalmente paisagens e cenas pitorescas do Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX.
Menino pobre, cedo teve de trabalhar como caixeiro, encadernador e tipógrafo. Assim, seus estudos de arte tiveram um início tardio. Na década de 1870, ingressou na Academia Imperial de Bellas Artes (AIBA), onde teve como mestres Victor Meireles, Agostinho José da Mota, Pádua e Castro e Zeferino da Costa. Na AIBA, demonstrou interesse pelas disciplinas de Desenho e Pintura de História, sendo que, posteriormente, essa última determinou a temática de suas produções. A heterogeneidade do corpo discente da Academia fazia daquele um espaço que possibilitava a ascensão social, o que fez com que Monteiro a identificasse como uma oportunidade de mudar seu status na sociedade. O artista fez sua estreia no cenário da arte no ano de 1879, com a participação na Exposição Geral de Belas Artes, onde apresentou a tela "Exéquias de Camorim". A paisagem histórica, inspirada no poema "A Confederação de Tamoios" (1856), de Gonçalves de Magalhães, retrata o funeral de um índio morto por caçadores de escravos. Ainda estudante não recebeu a atenção da crítica, que voltava a atenção às telas de Pedro Américo e Victor Meirelles.
O crítico José Teixeira Leite analisa a técnica utilizada por Antônio Firmino Monteiro em suas paisagens, ressalta a "bem cuidada e perfeita integração dos planos" e cita o lirismo e melancolia trazidos pelas obras, os quais define como "uma mal dissimulada tristeza". Para o crítico, há também uma nostalgia, mas sem cair no sentimentalismo, "superiormente resolvidas no que respeita a cor, desenho, textura, composição". Duque Estrada retoma a questão da melancolia, "um sentimento finamente melancólico".


