António Ferro
António Joaquim Tavares Ferro OC • GOC • ComSE • GOSE, conhecido por António Ferro, foi um escritor, jornalista, político e diplomata português. Casado com a poetisa Fernanda de Castro. Foi o grande dinamizador da política cultural do Estado Novo.
Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse
António Ferro nasceu a 17 de agosto de 1895 num terceiro andar do n.º 237 da Rua da Madalena, em Lisboa, no seio de uma família pequeno-burguesa. Foi batizado a 25 de dezembro de 1896 na igreja paroquial de Santa Justa, Lisboa. O pai, António Joaquim Ferro, natural de Beja (freguesia de Baleizão), era comerciante, e a mãe, sua mulher, Helena Emília Tavares Afonso, natural de Tavira, era doméstica. Um tio do lado materno, Pedro Tavares, oficial do Exército, publicara alguns livros da sua lavra: Estudos Histórico-Militares (1892), e também romances, como Margarida (1900) ou Regenerada (1905). O prédio de sua casa ardeu integralmente no famoso «Fogo da Madalena», tinha António Ferro então 11 anos de idade. O jovem foi salvo por um bombeiro, tal como a restante família: a mãe, o pai, os irmãos Umbelina e Pedro, uma velha tia e ainda uma avó imobilizada. Em 1911, estudante do Liceu Camões, é, embora cinco anos mais novo, colega e amigo de Mário de Sá-Carneiro. O poeta confia-lhe dois dos seus primeiros poemas, Quadras para a Desconhecida e A Um Suicida, ambos dedicados a Tomás Cabreira Júnior, com quem escrevera a peça Amizade e que se suicidara com um tiro, nas escadas do liceu, aos 20 anos de idade.
Imagem: rtppt · BY-NC-SA · Openverse
1912: Missal de Trovas, em colaboração com Augusto Cunha. Prefácios de João de Barros, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Afonso Lopes Vieira, João Lúcio, Júlio Dantas, Alberto Osório de Castro, Augusto Gil. Capa: Rodríguez Castañé. Lisboa: Livraria Ferreira, 1912. 1917: As Grandes Trágicas do Silêncio. Capa: Armando Basto. Lisboa: edição do autor, 1917. 1918: O Ritmo da Paisagem. Lisboa: edição do autor, 1918. 1920: Teoria da Indiferença. Capa: Armando Basto. Lisboa: Portugália Editora, 1920. Árvore de Natal. Capa: Jorge Barradas. Lisboa: Portugália Editora, 1920. 1921: Teoria da Indiferença. Capa: Armando Basto. Lisboa: Portugália Editora, 1921. Colette, Willy, Colette. Capa: António Soares. Lisboa/Rio de Janeiro: H. Antunes-Editor, 1921. Leviana. Novela em fragmentos. Capa e ilustrações: António Soares. Lisboa/Rio de Janeiro: H. Antunes & Cª Editores, 1921. Nós. Lisboa: edição do autor, .


