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Espírito Santo (estado)

Espírito Santo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Encontra-se situado a leste da região Sudeste do país. Possui como limites: a leste, com o oceano Atlântico, pelo qual é banhado. Ao norte, com a Bahia. A oeste e noroeste, com Minas Gerais. Ao sul, com o Rio de Janeiro. Compreende uma superfície de 46 074,448 km², correspondente à da Estônia, com uma população de 4 102 129 pessoas, equivalente à da Croácia. O estado conta com 78 municípios, sendo Vitória a capital, Vila Velha o mais antigo e Serra o mais populoso. Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares e Muniz Freire são outras das cidades mais importantes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Etimologia

Em junho de 1534, 50 léguas de litoral do rio Mucuri até o rio Itapemirim foram concedidas por D. João III de Portugal ao veterano das Índias, Vasco Fernandes Coutinho. Este, quando aportou no território da capitania, no dia 23 de maio de 1535, domingo de Pentecostes, começou a criar uma vila. A esta povoação ele nominou Vila do Espírito Santo (atualmente cidade de Vila Velha), em memória do dia. Em 1535, a denominação se estendeu da vila para a capitania, nomeando mais tarde a província em 1822 e a unidade federativa (1889). Dessa forma, 35 anos após a Descoberta do Brasil, surgia um dos primeiros estados do país. Os moradores nascidos no estado do Espírito Santo são conhecidos como capixabas (ou espírito-santenses). O adjetivo pátrio foi concedido aos vindouros habitantes do Espírito Santo em consequência das lavouras de milho que se situavam na ilha de Vitória. As plantações de milho eram de propriedade dos indígenas, os primeiros senhores da região no momento que os portugueses ali vieram. Tudo prova que a própria afirmação intelectual auxilia a não haver a confusão da designação desse estado brasileiro. Com o nome de uma das três pessoas da Santíssima Trindade.

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História

Pré-história e povos indígenas

Os vestígios mais antigos de presença humana no atual território capixaba são datados de cerca de sete a seis mil anos atrás, sendo encontrados por todo o estado. No começo do século XVI, a região que hoje é o estado do Espírito Santo era povoada por indígenas do grupo tupinambá, os temiminós, espalhados por quase todo o território, e do grupo jê, os aimorés e os goitacás. Os aimorés eram indígenas violentos os quais, ao que aparenta, moravam na serra que possui sua denominação. Os goitacás se distribuíam pelo sul do Espírito Santo, até os atuais municípios de Campos dos Goytacazes e Cabo Frio, já no Rio de Janeiro.

Período colonial

A expedição exploradora inicial da costa capixaba partiu de Portugal em 1501, conduzindo a bordo Américo Vespúcio. No ano de 1502, a ilha da Trindade, a 1 140 km do litoral, foi descoberta por Estevão da Gama, em outra expedição. Em 23 de maio de 1535, o fidalgo português Vasco Fernandes Coutinho desembarcou na atual Prainha, em Vila Velha, na capitania que lhe fora dada pelo Rei João III de Portugal, batizada com o nome de “Espírito Santo” pelo fato de o dia da chegada ser um domingo de Pentecostes. Coutinho fundou a povoação da Vila do Espírito Santo (atual Vila Velha) naquele dia. Coutinho teve que lutar duramente contra indígenas hostis, holandeses e franceses e enfrentou a traição de dois aliados – Jorge de Meneses e Duarte de Lemos -, a quem concedera sesmarias. Lemos fundou, na Ilha de Santo Antônio, na Baía de Vitória, por volta de 1549, a Vila Nova do Espírito Santo, para onde a sede da Capitania foi transferida, por ser um local mais seguro. Em 8 de setembro de 1551, após grande vitória dos portugueses sobre os indígenas, a vila foi rebatizada para Vitória.

Período imperial e republicano

Em 1821, o Espírito Santo foi elevado à categoria de província e, em 1° de outubro de 1822, reconheceu Dom Pedro I como Imperador do Brasil, apoiando a independência. Em 1832, as vilas de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, incorporadas ao Espírito Santo em 1820, foram devolvidas ao Rio de Janeiro. Em 1849, eclodiu uma revolta no distrito de Queimado, dispondo da presença de mais de duzentos negros escravizados. De viés abolicionista, foi sufocada violentamente pelos governantes. O ciclo do café no território capixaba começou nos primeiros anos do Império e gradualmente foi substituindo a cultura do açúcar, base da economia local por séculos. O cultivo do grão trouxe fazendeiros fluminenses e mineiros e, a partir de 1846, os governos brasileiro e capixaba trouxeram para o Espírito Santo imigrantes europeus, entre italianos, alemães, poloneses, portugueses, suíços e neerlandeses, para povoar o interior do estado e trabalhar no cultivo do café, com os imigrantes vindo se fixar sobretudo nas serras capixabas. Os estrangeiros fundaram colônias, como Santa Leopoldina e Rio Novo.

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Geografia

O estado do Espírito Santo ocupa uma área de 46 074,448 km² no litoral do Brasil, localiza-se a 41° 00′ 00″ de longitude oeste do Meridiano de Greenwich e a 20° 00′ 00″ de latitude sul da Linha do Equador e com fuso horário de menos três horas em relação à hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo divisa com os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. O estado capixaba é delimitado pelas águas salgadas do oceano Atlântico. Mais de 40% do território é formado por uma grande baixada litorânea (Planícies e Tabuleiros Costeiros), dominando no interior as serras (Serras e Planaltos de Leste-Sudeste). A serra do Castelo, junto à serra do Caparaó (Minas Gerais), compõe o pico da Bandeira, a terceira montanha mais alta do país (2 890 m de altitude). Os mais importantes rios capixabas constituem o Doce, o São Mateus, o Itaúnas, o Itapemirim e o Jucu. Os cinco fazem parte das Bacias Costeiras do Sudeste.

Relevo

Boa parte do estado é caracterizada como um planalto, porção do Maciço Atlântico. A altitude média varia entre 600 e 700 m, com topografia bem montanhosa e terrenos de origem arqueozoica, onde são frequentes os picos isolados, chamados de pontões e os pães de açúcar. Na região limítrofe com Minas Gerais, é transformada em serra, com altitudes acima de mil metros, Na região onde se ergue a Serra do Caparaó, ou da Chibata. Aí se eleva um dos pontos mais altos do Brasil, o pico da Bandeira, com 2 890 m. De maneira mais simplificada, pode ser composto o quadro geomorfológico do relevo em cinco unidades: Ao invés do que aparece nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde forma um escarpamento quase sucessivo, a borda do planalto aparece como área escarpada bastante fragmentada pela atividade dos rios, os quais nela cavaram profundos vales. Desde a região central do estado para o norte, estes terrenos diminuem e a passagem entre as planícies litorâneas e as serras do interior vai se tornando mais demorada, até atingir o ponto mais alto do planalto mineiro. Assim, ao norte do rio Doce, a serra é sucedida por um cinturão de terrenos movimentados, no entanto, de altitude mais baixa, em meio aos quais aparecem montanhas, que compõem alinhamentos impropriamente chamados de serras.

Clima e vegetação

Aparecem no Espírito Santo dois tipos climáticos principais, o tropical chuvoso e o mesotérmico úmido. O primeiro predomina nas planícies e é caracterizado por temperaturas altas ao longo de todo o ano e temperaturas acima de 22° C. O tipo Am, das matas chuvosas, com cerca de 1 250 mm por ano e com uma estação seca pouco acentuada, aparece no litoral norte, na encosta da serra e na região de Vitória; o tipo Aw, com mais de 1 000 mm de chuva e estação seca bem definida, aparece no restante das planícies. O clima mesotérmico úmido, sem estação seca, ocorre na região serrana do sul do estado. É caracterizado por temperaturas inferiores durante o inverno (média do mês mais frio inferior a 18 °C). São observadas, no entanto, inesperadas mudanças climáticas.

Litoral

O litoral capixaba é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também na parte central, com grandes morros e afloramentos graníticos a beira mar, o litoral sul-central é muito recortado com muitas enseadas e baias protegidas por rochas e afloramentos rochosos a beira mar, é arenoso ao norte, com praias cobertas por uma vegetação rasteira e extensas dunas, principalmente em Itaúnas e Conceição da Barra. A 1 140 quilômetros da costa, em pleno Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade (12,5 km²) e as Ilha de Martim Vaz, situadas a 30 quilômetros de Trindade. Essas ilhas estão sob a administração do Espírito Santo. O estado possui um litoral mais recortado no centro-sul, e mais mar aberto no norte, o que faz a maior parte das ilhas se concentrarem na parte central do estado, porém o estado possui várias ilhas. Ao todo, são 73 ilhas localizadas na costa do estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.

Ecologia

No Espírito Santo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) administra dezessete unidades de conservação: dois parques nacionais, seis reservas biológicas, três reservas particulares do patrimônio natural, duas áreas de proteção ambiental, uma estação ecológica e três florestas nacionais. O estado também é conhecido por possuir diversos locais que servem para armazenamento dos ovos de Tartarugas-marinhas (Cheloniidae). No estado, o TAMAR, um projeto conservacionista brasileiro dedicado à preservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção, mantém sete bases do projeto no estado: Itaúnas, Guriri, Pontal do Ipiranga, Povoação, Vila de Regência, Ilha da Trindade e Anchieta. Os trabalhos de monitoramento das praias realizados pelas equipes do TAMAR normalmente são realizados entre os meses de setembro e março, no fim do período reprodutivo. As tartarugas marinhas demoram até 20 anos para chegar à idade reprodutiva e de cada mil filhotes que nascem apenas um chega à fase adulta. Ou seja, das 100 mil tartarugas nascidas no último ano, daqui a vinte anos, provavelmente, estima-se que apenas 100 retornem para desovar.

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Demografia

Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE, em 2010, o estado do Espírito Santo possuía 3 512 672 habitantes, sendo o décimo quarto estado mais populoso do Brasil, representando 1,8% da população brasileira. Segundo o mesmo censo, 1 729 670 habitantes eram homens e 1 783 002 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 2 928 993 habitantes viviam na zona urbana e 583 679 na zona rural. Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 13,59%. Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 2 598 231, esses números mostram uma taxa de crescimento anual de 2% ao ano, inferior a do Brasil como um todo (1,6%) para o mesmo período (1991-2000). Ainda segundo o censo demográfico de 2000, o Espírito Santo é o décimo quarto estado mais populoso do Brasil e concentra 1,82% da população brasileira. Do total da população do estado em 2000, 1 562 426 habitantes são mulheres e 1 534 806 habitantes são homens. Para 2006, a estimativa é de 3 464 285 habitantes.

Religião

Apesar de tradicionalmente o Catolicismo ser a religião mais professada no Espírito Santo, nas últimas décadas houve grande aumento no número de evangélicos. Segundo o Censo 2022, a Igreja Católica é a religião de 47,82% dos capixabas. Divide-se administrativamente em uma arquidiocese, a Arquidiocese de Vitória, e três dioceses sufragâneas: Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus. Na Igreja Católica, destaca-se o Convento da Penha, que é um dos principais monumentos históricos do estado e a Basílica de Santo Antônio. Ainda segundo o Censo IBGE 2022, as Igrejas evangélicas são seguidas por 35,40% dos capixabas, o que faz do Espírito Santo o estado mais evangélico do Brasil. São muitas as igrejas evangélicas, sendo a maior a Assembleia de Deus em suas várias ramificações, seguida da Igreja Cristã Maranata, fundada no estado em 1968 e da multifacetada Igreja Batista e da Igreja Universal do Reino de Deus. É possível encontrar também praticantes de religiões de origem africana, além de espíritas e outros. O luteranismo também está presente em todo o estado, mas é nas regiões serranas, onde há maior quantidade de descendentes de alemães e pomeranos, que sua presença é mais forte.

Composição étnica, migração e povos indígenas

A população do Espírito Santo é composta basicamente por caucasianos, mestiços, afro-brasileiros e povos indígenas. No Brasil colonial, os portugueses foram os primeiros a iniciar o povoamento no território capixaba. O Espírito Santo foi povoado por demais imigrantes (italianos, alemães, espanhóis, suíços, austríacos, neerlandeses e poloneses). Existem muitos migrantes que vão do campo para as regiões mais urbanizadas ou para demais estados, especialmente Rio de Janeiro e São Paulo. No século XIX, afluíram muitos colonos alóctones, suíços, italianos, alemães e de outras origens, de tal modo que a colônia de Santa Leopoldina e Santa Isabel compunham uma mistura de nacionalidades.

Criminalidade

O Espírito Santo enfrentou elevados índices de violência letal nas décadas de 1990 e 2000. Em 2009, o estado registrou uma taxa de 66,3 homicídios por 100 mil habitantes, a segunda maior do Brasil naquele ano, conforme o Mapa da Violência 2012. Estudos apontam que fatores como a presença de organizações criminosas, expansão do tráfico de drogas e deficiências em políticas públicas urbanas contribuíram para esse cenário. Em resposta, o governo estadual implementou, em 2011, o programa Estado Presente em Defesa da Vida, integrando ações de repressão policial e prevenção social com base em dados estatísticos e georreferenciamento dos crimes. Como resultado, o estado alcançou uma expressiva redução da violência letal: em 2023, foram registrados 978 homicídios, o menor número desde 1996, representando uma queda de 2,9% em relação a 2022.

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Governo e política

O estado do Espírito Santo é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição do estado do Espírito Santo foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais. O Poder Executivo capixaba está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e podem ser reeleitos para mais um mandato. Sua sede é o Palácio Anchieta, que desde o século XVIII é a sede do governo capixaba. A residência oficial do governador fica na Praia da Costa, localizada no município de Vila Velha.

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Subdivisões

Uma região geográfica intermediária é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. Oficialmente, as quatro regiões geográficas intermediarias do estado são: Região Geográfica Intermediária de Vitória; Região Geográfica Intermediária de São Mateus; Região Geográfica Intermediária de Colatina e Região Geográfica Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim. Além da região geográfica intermediária, existe a região geográfica imediata, que foram instituídas em 2017 para a atualização da divisão regional brasileira e correspondem a uma revisão das antigas microrregiões. O Espírito Santo é dividido em oito regiões geográficas imediatas. São elas: Vitória, Afonso Cláudio-Venda Nova do Imigrante-Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Linhares, Colatina, Nova Venécia, Cachoeiro de Itapemirim, Alegre.

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Economia

Na economia do Espírito Santo, têm destaque a agricultura, a pecuária e a mineração. Na produção agrícola, destacam-se a cana-de-açúcar (2,5 milhões de toneladas), a laranja (175 milhões de frutos), o coco-da-baía (148 milhões de frutos) e o café (1 milhão de toneladas). O total de galináceos no estado é de aproximadamente 9,2 milhões de aves, e o de gado bovino ultrapassa 1,8 milhão de cabeças. Há reservas importantes de granito e uma incipiente extração de gás natural e petróleo. Areias e mármores também são importantes produtos do extrativismo capixaba. Embora relativamente pequeno, o parque industrial do Espírito Santo abriga indústrias químicas, metalúrgicas, alimentícias e de papel e celulose. Em 2012, a pauta de exportação do Espírito Santo se baseou em minério de ferro (52,49%), petróleo cru (10,87%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,01%), pedras de cantaria ou construção (5,58%) e café (4,42%).

Setores

O produto agrícola tradicional do estado é o café, cultura que orientou a ocupação de praticamente todo o território capixaba. Após uma fase de decadência no estado, o café recuperou uma posição de relativo destaque nacional, ocupando a segunda colocação na produção de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com um volume de produção que varia entre 11,58 e 13,33 milhões de sacas em 2017. Seguem-se a ele, em ordem de importância, as culturas de milho, banana, mandioca, feijão, arroz e cacau. A criação de bovinos serviu-se de solos virgens no norte do estado, em terrenos desmatados. Nessa área cria-se e engorda-se gado de corte, e ali desenvolveu-se a indústria frigorífica, cuja carne é enviada principalmente para o Rio de Janeiro, além de abastecer a região de Vitória. No sul pratica-se muito a pecuária leiteira, e o leite é comercializado, por meio de cooperativas, nos mercados do Rio de Janeiro e Vitória. De desenvolvimento mais recente são a silvicultura e a fruticultura, com aproveitamento para conservas de frutas e para a produção de celulose, destacando-se nessa última atividade alguns projetos de reflorestamento, que poderão compensar em parte o desmatamento avassalador sofrido pelo estado.

Petróleo

Nos últimos anos, o Espírito Santo vem se destacando na produção de petróleo e gás natural. Com várias descobertas realizadas, principalmente pela Petrobras, o Estado saiu da quinta posição no ranking brasileiro de reservas, em 2002, para se tornar a segunda maior província petrolífera do País, com reservas totais de 2,5 bilhões de barris. São cerca de 140 mil barris diários. Os campos petrolíferos se localizam tanto em terra quanto em mar, em águas rasas, profundas e ultraprofundas, contendo óleo leve e pesado e gás não associado. Dentre os destaques da produção está o campo de Golfinho, localizado a norte do estado, com reserva de 450 milhões de barris de óleo leve, considerado o mais nobre. O primeiro módulo de produção do local já está em operação, com o FPSO Capixaba, e o segundo deve iniciar a operação até o final deste ano, com o FPSO Cidade de Vitória.

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Infraestrutura

Educação

O Estado dispunha em 2008 de uma rede de 2733 escolas de ensino fundamental, das quais 482 estaduais, 1986 municipais, 1157 particulares e 6 federais. O corpo docente era constituído de 29282 professores, sendo que 6777 trabalhavam nas escolas públicas estaduais, 18146 nas escolas públicas municipais e 4359 nas escolas particulares. Estudavam nestas escolas 553 396 alunos, dos quais 491 342 nas escolas públicas e 62054 nas escolas particulares. O ensino médio foi ministrado em 438 estabelecimentos, com a matrícula de 139984 alunos. Destes, 119478 estavam nas escolas públicas e 20506 nas particulares. Quanto ao ensino superior, em 2008, o estado possuía 91 estabelecimentos, com 6490 professores e 89 610 discentes.

Saúde

Em 2005, existiam, no Estado, 1.755 estabelecimentos hospitalares, com 7.684 leitos e 378 médicos, 35 enfermeiros diplomados e 210 auxiliares de enfermagem. Em 2010, dos 1.755 hospitais existentes, 125 eram de adultos e crianças, 88 eram exclusivamente de crianças, sendo 98 gerais e 22 especializados. Em 2005, da população, 84,4% dos capixabas tinham acesso à rede de água, enquanto 75,7% se beneficiam da rede de esgoto sanitário.

Energia

Atualmente a situação energética do Estado do Espírito Santo é de confiabilidade, por se conectar ao Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-oeste através de um anel de transmissão. O estado produz 33% de suas necessidades, importando, consequentemente, 67% da energia requerida de FURNAS Centrais Elétricas S.A. As concessionárias de distribuição de energia elétrica operando no Espírito Santo são a Espírito Santo Centrais Elétricas S/A (Escelsa), atualmente uma empresa do grupo EDP, e Empresa Luz e Força Santa Maria (ELFSM). Com seu franco desenvolvimento, expansão e a crescente demanda por fontes energéticas que sustentem de maneira consistente este processo, o Espírito Santo vem utilizando como principal energia alternativa a energia eólica. O processo consiste na conversão do vento em energia elétrica através de aerogeradores - gigantes turbinas em forma de cata-vento colocadas em pontos estratégicos onde a ação do vento é intensa.

Comunicações

Os principais jornais diários editados em Vitória são a Gazeta, o mais antigo e de instalações mais modernas; o Diário, Diário Oficial do Estado e A Tribuna. Em Cachoeiro de Itapemirim, circula o Correio do Sul; em Colatina, a Folha do Norte. As principais emissoras de radiodifusão da capital são a Rádio Espírito Santo, que emite em ondas médias, tropicais e de frequência modulada, a Jovem Pan News Vitória e a Rádio Capixaba, ambas em ondas médias e curtas. Os municípios de Cariacica, Colatina, Mimoso do Sul e Santa Teresa também possuem emissoras de rádio. Na capital, funcionam a TVE Espírito Santo, a TV Gazeta, a TV Vitória, a TV Tribuna, a TV Capixaba e a RedeTV! ES. Há torres repetidoras de emissoras do Rio de Janeiro.

Transportes

No estado existe apenas um aeroporto administrado pela Infraero, o Aeroporto Eurico de Aguiar Salles (Vitória), além dos aeroportos como o de Baixo Guandu/Aimorés, o de Cachoeiro de Itapemirim, o de Guarapari, o de Linhares e o Tancredo de Almeida Neves (São Mateus), que são de responsabilidade das suas respectivas administrações municipais. A Estrada de Ferro Vitória a Minas escoa minério de ferro de Itabira (MG) até o porto de Tubarão, e volta com carvão para siderurgia. Também faz transporte de passageiros e carga geral no vale do rio Doce. A Ferrovia Centro-Atlântica serve ao sul do estado e comunica Vitória com o estado do Rio de Janeiro. As principais rodovias são a BR-101, que corta o estado de norte a sul, pelo litoral, e a BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte (MG) e ao extremo oeste do país. Outras rodovias importantes são a BR-482, que atravessa Alegre e Jerônimo Monteiro e entronca com a BR-101 no distrito de Safra; a BR-342, que liga Ecoporanga a Nova Venécia, no norte do estado; e a BR-381, que liga o município de São Mateus ao município de São Paulo, passando por Nova Venécia e Barra de São Francisco. O estado possui dois portos, ambos na capital: o cais comercial de Vitória e o porto de exportação de minério de ferro de Tubarão.

Segurança pública

As principais unidades das Forças Armadas com sede no Espírito Santo são: no Exército Brasileiro, o Espírito Santo integra a 1ª Região Militar (juntamente com o estado do Rio de Janeiro) destacando aí o 38º Batalhão de Infantaria; na Marinha do Brasil, o Espírito Santo faz parte do 1º Distrito Naval (com sede no Rio de Janeiro), destacando-se no Estado a Escola de Aprendizes-Marinheiros; e na Força Aérea Brasileira, o Espírito Santo integra o III Comando Aéreo Regional, com sede na cidade do Rio de Janeiro, destacando-se o Estado como parte integrante do Cindacta I, que forma o quadrilátero com as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

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Cultura

A cultura do estado sofre forte influência de alemães, italianos e afro-descendentes, o que gera diversas manifestações culturais e festas singulares. Os principais eventos no estado, são de entretenimento, culturais e musicais, o maior evento do estado é a Vitória Stone Fair, maior exposição de Rochas Ornamentais do mundo, porém existem vários outros de importância quase igual, voltados ao setor agropecuário e ao setor alimentício. A maioria dos eventos, de pequeno, médio e grande porte, ocorre no Pavilhão de Carapina, espaço construído pelo governo do estado, para sediar eventos, no município de Serra. Existe em Itapemirim a Tradicional Festa do Atum e do Dourado, sendo uma das principais festas da cultura pesqueira do Brasil, onde há anexado a festa o Festival de Frutos do Mar Capixaba, no distrito de Itaipava. Reúne mais de 50 mil pessoas por dia, onde tem a oportunidade de experimentar tradicionais pratos em frente ao mar, além da tradicional volta dos barcos, em que percorrem a ilha dos Franceses e o preparo do Peixe no Rolete. Há também a tradicional festa de Corpus Christi, realizada por volta dos meses de maio e junho, onde em Castelo são confeccionados tapetes artesanais em um perímetro aproximado de um quilômetro pelo entorno do centro da cidade. Esse tapetes com vários quadro e passadeiras de desenho e muito colorido são de inspiração religiosa e feitos basicamente de flores, serragem colorida e grãos. Outro importante evento é a Festa do Cafona, em Colatina, evento que reúne pessoas de todo o Brasil, que se vestem de forma inusitada e propositalmente ridícula para ouvir músicas com letras provocativas e também ridículas e fazerem coisas bizarras e obscenas. Também há o Festival de Alegre, na cidade de Alegre, importante evento do cenário musical nacional, reúne as maiores e mais populares bandas brasileiras e as vezes, até bandas estrangeiras. Há também a tradicional e italiana Festa da Polenta realizada em Venda Nova do Imigrante. O maior rodeio do estado é o de Ibiraçu, onde a um encontro de música sertaneja. O Festival de Inverno de Domingos Martins e a Festa do Vinho, são os maiores eventos da região serrana do estado.

Instituições culturais

As principais entidades culturais do estado encontram-se na capital: a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o Instituto Histórico e Geográfico, a Associação Espírito-Santense de Imprensa, a Academia Espírito-Santense de Letras, a Associação Espírito-Santense de Juristas, a Arcádia Espírito-Santense, a Associação Médica do Espírito Santo, a Academia Feminina de Letras, o Instituto dos Advogados, o Centro Capixaba de Folclore e o Instituto Espírito-Santense de História, Geografia e Arte Religiosa. Em Cachoeiro de Itapemirim há a Academia Cachoeirense de Letras. A capital conta com as bibliotecas Estadual, Municipal, do Tribunal de Justiça, dos Comerciários, Embaixador Macedo Soares (da delegacia da Fundação IBGE), Central da Universidade Federal do Espírito Santo e da Companhia Vale do Rio Doce, entre outras. Em Cachoeiro de Itapemirim destacam-se as Bibliotecas Municipal, do Centro Espírita Fraternidade e Luz, do Colégio Estadual Muniz Freire e da Casa dos Braga — pequeno museu dedicado aos irmãos escritores Newton e Rubem Braga, na casa onde nasceram. Muitos outros municípios do interior possuem também pequenas bibliotecas.

Monumentos

São tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional os seguintes monumentos: o Santuário Nacional de São José de Anchieta, em Anchieta, onde morou o clérigo José de Anchieta; a igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana; a igreja dos Reis Magos (1558) e residência contígua, em Nova Almeida, município da Serra. Em Vitória, está localizados o Solar de Monjardim, a igreja de São Gonçalo Garcia (1766), a igreja de Nossa Senhora do Rosário (1765) e a igreja de Santa Luzia (1547). Em Vila Velha, o célebre convento e igreja de Nossa Senhora da Penha, localizado a 135m de altura sobre a entrada da baía de Vitória, e a igreja matriz de Nossa Senhora do Santo Rosário, todos do século XVI.

Folclore

Em Vitória, as festas populares tradicionais mais distintas são as de Nossa Senhora da Penha, as comemorações católicas de Santo Antônio, em 13 de junho, de São Pedro dos Pescadores, na praia do Suá, em 29 de junho, e de Nossa Senhora da Vitória, em 8 de setembro. Em Guarapari e Conceição da Barra, realizam-se as festas de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de outubro, e o alardo, realizada no ciclo de Natal ou nos dias 19 e 20 de janeiro. Em Cachoeiro de Itapemirim, o Dia de Cachoeiro, 29 de junho, é celebrado com uma semana de eventos em que ocorrem exposição agropecuária, bailes, shows populares, desfiles e caxambu da ilha da Luz. Em diversas cidades e aldeias litorâneas, como Guarapari, Marataízes, Anchieta, Piúma e Conceição da Barra, o dia de São Pedro, 29 de junho, padroeiro dos pescadores, é festejado também com procissões marítimas. Em Conceição da Barra, acontece a festa do Reis de Bois, no ciclo natalino.

Pontos turísticos

As praias de areia monazítica de Guarapari, aconselhadas para a cura de reumatismo e artrose, e o convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, são os maiores pontos turísticos do estado. Em Vitória, são locais importantes o palácio Anchieta, prédio onde funciona o governo estadual; as igrejas tombadas de Santa Luzia, do Rosário e de São Gonçalo Garcia; o Parque Moscoso, com concha acústica com capacidade para atrair 400 espectadores sentados; o porto, com seu terminal de exportação de minério; as praias: Comprida, Suá, Camburi e do Canto. A costa capixaba é margeada de belas praias, que recebem muitos turistas — principalmente mineiros que aproveitam o sol e a água do mar e que são trajados de sunga e biquíni — no verão, sobressaindo-se Guriri, em São Mateus, Marataízes, Guarapari, Piúma, Iriri, Anchieta e Conceição da Barra, onde se situam as célebres dunas da barra do rio Itaúnas.

Culinária

O prato típico mais lembrado do estado é a torta capixaba, feita tradicionalmente nas casas de Vitória durante a semana santa, mas também oferecida durante todo o ano aos turistas nos melhores restaurantes da capital. Sobressai-se ainda a moqueca capixaba, de peixes e frutos do mar cozidos em panelas de barro artesanais, ao molho de urucum. Desde seu começo, o Espírito Santo desenvolveu uma gastronomia bem típica, baseada em frutos do mar. Com a vinda de imigrantes, provenientes de outros países, dentre eles os alemães, certos alimentos passaram a ser inseridos na culinária capixaba, especialmente os licores feitos de lima e laranja, vinhos de frutas e tortas. Obviamente, no entanto, a comida mais famosa desse estado é a moqueca capixaba.

Música

O congo capixaba é o ritmo musical típico do estado, com origem indígena também teve a participação dos negros. Realizado nas regiões litorâneas do Espírito Santo. As bandas de congo cantam e tocam em festas religiosas como as de São Benedito, São Pedro, São Sebastião e Nossa Senhora da Penha (padroeira do Estado). Os instrumentos utilizados são com pau oco, barricas, taquaras, peles de animais, folha-de-flandres e ferro torcido, assim como tambores, caixas, cuícas, chocalhos, casacas, ferrinhos ou triângulos e pandeiros. Principalmente pelos tambores e casaca que é um instrumento musical espécie de reco-reco com cabeça esculpida.

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Fontes consultadas

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