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Cleópatra

Cleópatra VII Filopátor foi a última governante ativa do Reino Ptolemaico do Egito. Como membro da dinastia ptolemaica, foi descendente de Ptolemeu I Sóter, um general greco-macedônio e companheiro de Alexandre, o Grande. Sua primeira língua era o grego koiné, e ela é a única governante de sua dinastia conhecida por ter aprendido a língua egípcia. Após sua morte, o Egito passou a ser uma província do Império Romano, marcando o fim do Período Helenístico que começou com o reinado de Alexandre (r. 336–323 a.C.).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Etimologia

O nome Cleópatra é originário do grego antigo Kleopatra (em grego: Κλεοπάτρα), que significa "glória de seu pai" na forma feminina. É derivado de kleos (em grego: κλέος), "glória", combinado com pater (em grego: πατήρ), "antepassados", usando a forma genitiva patros (em grego: πατρός). A forma masculina teria sido escrita como Kleopatros (em grego: Κλεόπατρος) ou Patroklos (em grego: Πάτροκλος). Cleópatra era o nome da irmã de Alexandre, o Grande, bem como Cleópatra Alcíone, esposa de Meleagro na mitologia grega. O nome entrou na dinastia ptolemaica pelo casamento de Ptolemeu V Epifânio e Cleópatra I Sira (uma princesa selêucida). Seu título adotivo, Tea Filópator (em grego: Θεά Φιλοπάτωρα), significa "deusa que ama seu pai".[i]

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Contexto histórico

Os faraós ptolemaicos eram coroados pelo sumo sacerdote de Ptá em Mênfis, mas residiam na cidade multicultural e em grande parte grega de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande da Macedônia.[j] Eles falavam grego e governavam o Egito como monarcas helenísticos, recusando-se a aprender a língua nativa.[g] Em contraste, Cleópatra dominava vários idiomas na idade adulta e foi a primeira governante de sua dinastia a aprender a língua egípcia.[k] Plutarco sugere que ela também falava etíope, troglodita, hebraico (ou aramaico), árabe, a língua síria (talvez siríaca), meda, parta e latim, embora seus contemporâneos romanos preferissem falar com ela em grego koiné nativo.[l] Afora o grego, egípcio e latim, essas línguas refletiam seu desejo de restaurar os territórios do norte da África e da Ásia Ocidental que pertenciam ao Reino Ptolemaico. O intervencionismo romano no Egito é anterior ao seu reinado. Quando Ptolemeu IX Látiro morreu no final de 81 a.C., foi sucedido por sua filha Berenice III. No entanto, com a crescente oposição na corte real contra a ideia de uma única monarca reinante, Berenice III aceitou o domínio conjunto e o casamento com seu primo e enteado Ptolemeu XI Alexandre II, um arranjo feito pelo ditador romano Sula. Ptolemeu XI matou sua esposa logo após o casamento em 80 a.C., mas foi linchado logo depois no tumulto resultante do assassinato. Ptolemeu XI, e talvez seu tio Ptolemeu IX ou pai Ptolemeu X Alexandre I, legaram o Reino Ptolemaico a Roma como garantia para empréstimos, de modo que os romanos tivessem bases legais para assumir o Egito, seu estado cliente, após o assassinato de Ptolemeu XI. Os romanos preferiram dividir o reino entre os filhos ilegítimos de Ptolemeu IX, concedendo o Chipre a Ptolemeu do Chipre e o Egito a Ptolemeu XII Auleta.

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Biografia

Cleópatra convidou Marco Antônio para ir ao Egito antes de partir de Tarso, o que o levou a visitar Alexandria em novembro de 41 a.C. Foi bem recebido pela população da cidade por suas ações heroicas na restauração de Ptolemeu XII ao poder e por chegar ao reino sem uma força de ocupação como César havia feito. No Egito, continuou a desfrutar do luxuoso estilo de vida real que havia presenciado a bordo do navio de Cleópatra ancorado em Tarso. Também ordenou que seus subordinados, tais como Públio Ventídio Basso, expulsassem os partos da Anatólia e da Síria.[at] A rainha o escolheu cuidadosamente como seu parceiro para gerar novos herdeiros porque ele era considerado a figura romana mais poderosa após a morte de César. Com seus poderes como triúnviro, Antônio também tinha ampla autoridade para restaurar antigas terras ptolemaicas, que estavam atualmente em mãos romanas, para Cleópatra. Embora esteja claro que tanto a Cilícia quanto o Chipre estavam sob o controle dela em 19 de novembro de 38 a.C., a transferência provavelmente ocorreu no início do inverno de 41–40 a.C., durante o tempo que passou com Antônio.

Primeiros anos

Cleópatra Filópator nasceu no início de 69 a.C. como a filha do faraó Ptolemeu XII e uma mãe desconhecida,[m] presumivelmente Cleópatra VI Trifena (também conhecida como Cleópatra V Trifena),[n][d] a mãe de sua irmã mais velha, Berenice IV.[o] Cleópatra Trifena desapareceu dos registros oficiais alguns meses após o nascimento de sua filha em 69 a.C. Os três filhos mais novos de Ptolemeu XII, a irmã de Cleópatra, Arsínoe IV, e os irmãos Ptolemeu XIII Téo Filópator e Ptolemeu XIV, nasceram na ausência de sua esposa. Seu tutor de infância foi Filóstrato, com quem aprendeu as artes gregas da oratória e filosofia. Presume-se que durante sua infância estudou no Museu e na Biblioteca de Alexandria.

Reinado e exílio de Ptolemeu XII

Em 65 a.C., o censor romano Marco Crasso defendia perante o Senado que Roma deveria anexar o Egito ptolemaico, mas seu projeto de lei e o projeto similar do tribuno Servílio Rulo foram rejeitados dois anos mais tarde. Ptolemeu XII respondeu à ameaça de uma possível anexação oferecendo remunerações e presentes luxuosos a poderosos estadistas romanos, como Pompeu durante sua campanha contra Mitrídates VI do Ponto e, eventualmente, Júlio César depois que este se tornou cônsul romano em 59 a.C.[p] No entanto, o comportamento devasso do faraó o levou à falência, e ele foi forçado a adquirir empréstimos do banqueiro Caio Rabírio Póstumo. Em 58 a.C., os romanos anexaram o Chipre e, sob acusações de pirataria, levaram Ptolemeu do Chipre, irmão de Ptolemeu XII, a cometer suicídio em vez de se submeter ao exílio em Pafos.[r] O faraó ficou publicamente em silêncio sobre a morte de seu irmão, uma decisão que, juntamente com a cessão do território ptolemaico tradicional aos romanos, prejudicou sua credibilidade entre os cidadãos já enfurecidos por suas políticas econômicas. Ptolemeu XII foi então exilado do Egito à força, viajando primeiro para Rodes, depois para Atenas e, finalmente, à vila do triúnviro Pompeu, nas Colinas Albanas, perto de Palestrina, Itália.[s] O faraó deposto passou quase um ano nos arredores de Roma, aparentemente acompanhado por sua filha Cleópatra, então com cerca de 11 anos.[t] Berenice IV enviou uma embaixada a Roma para defender seu governo e se opor à reintegração de seu pai. Ptolemeu XII mandou assassinos matarem os líderes da embaixada, um incidente que foi encoberto por seus poderosos apoiadores romanos.[u] Quando o Senado Romano negou a Ptolemeu XII a oferta de uma escolta armada e as provisões para um retorno ao Egito, ele decidiu deixar Roma no final de 57 a.C. e residir no Templo de Ártemis em Éfeso.

Ascensão ao trono

Ptolemeu XII morreu depois de 22 de março de 51 a.C., época em que Cleópatra, em seu primeiro ato como rainha, realizou uma viagem a Hermontis, perto de Tebas, para instalar um novo touro sagrado de Buquis, adorado como um intermediário para o deus Montu na religião egípcia antiga.[z] Cleópatra enfrentou vários problemas prementes e emergências pouco depois de assumir o trono. Estes incluíam a fome causada pela seca e um baixo nível das inundações anuais do Nilo, e o comportamento ilegal instigado pelos gabinianos, os soldados romanos agora desempregados e assimilados deixados por Gabínio para guarnecer o Egito. Herdando as dívidas de seu pai, também devia à República Romana 17,5 milhões de dracmas.

Assassinato de Pompeu

No verão de 49 a.C., Cleópatra e suas forças ainda estavam lutando contra Ptolemeu XIII em Alexandria, quando o filho de Pompeu, Cneu Pompeu, chegou, em busca de ajuda militar em nome de seu pai. Após retornar à Itália das Guerras da Gália e cruzar o Rubicão em janeiro daquele ano, César forçou Pompeu e seus partidários a fugir para a Grécia. Em talvez seu último decreto conjunto, Cleópatra e Ptolemeu XIII concordaram com o pedido de Cneu Pompeu e enviaram a seu pai 60 navios e 500 tropas, incluindo os gabinianos, um movimento que ajudou a eliminar parte da dívida com Roma. Perdendo a luta contra seu irmão, Cleópatra foi forçada a fugir de Alexandria e a se isolar na região de Tebas. Na primavera de 48 a.C., a rainha viajou para a Síria romana com sua irmã mais nova, Arsínoe IV, para reunir uma força de invasão direcionada ao Egito. Regressou ao Egito com um exército, mas seu avanço para Alexandria foi bloqueado pelas forças de seu irmão, incluindo alguns gabinianos mobilizados para lutar contra ela, forçando-a a acampar fora de Pelúsio, no leste do delta do Nilo.

Relacionamento com Júlio César

Ptolemeu XIII chegou em Alexandria à frente de seu exército, em claro desafio à exigência de César para dispersar e deixar suas forças antes de sua chegada. Cleópatra inicialmente enviou emissários ao cônsul romano, mas ao saber que ele estava inclinado a ter casos com mulheres reais, ela foi a Alexandria para vê-lo pessoalmente. O historiador Dião Cássio registra que ela o fez sem informar seu irmão, vestindo-se de maneira atraente e encantando César com sua inteligência. Plutarco forneceu um relato totalmente diferente, alegando que ela foi amarrada em um saco de cama para ser levada ao palácio para se encontrar com César.[ag] Quando o faraó percebeu que sua irmã estava no palácio em conluio com César, tentou incitar a população de Alexandria a um motim, mas foi preso pelo romano, que usou suas habilidades oratórias para acalmar a multidão frenética. César então trouxe Cleópatra e Ptolemeu XIII perante a assembléia de Alexandria, onde revelou o testamento escrito de Ptolemeu XII — anteriormente na posse de Pompeu — nomeando a rainha e seu irmão como seus herdeiros conjuntos.[ah] O comandante romano então tentou fazer com que os outros dois irmãos, Arsínoe IV e Ptolemeu XIV, governassem juntos o Chipre, assim removendo potenciais pretendentes rivais ao trono egípcio e, ao mesmo tempo, apaziguando os súditos ptolemaicos ainda amargos pela perda da ilha para os romanos em 58 a.C.[ah]

Guerra Civil dos Libertadores

Otaviano, Marco Antônio e Marco Emílio Lépido formaram o Segundo Triunvirato em 43 a.C., no qual foram eleitos para mandatos de cinco anos para restaurar a ordem na República e levar os assassinos de César à justiça. Cleópatra recebeu mensagens de Caio Cássio Longino, um dos assassinos de César, e Públio Cornélio Dolabela, procônsul da Síria e apoiador de Cesarião, solicitando ajuda militar. Ela decidiu escrever a Cássio uma desculpa de que seu reino enfrentava muitos problemas internos, enquanto enviava as quatro legiões deixadas por César no Egito para Dolabela. No entanto, essas tropas foram capturadas por Cássio na Palestina. Enquanto Serapião, seu governador no Chipre, desertou para o lado de Cássio e lhe forneceu navios, a rainha levou sua frota à Grécia para ajudar pessoalmente Otaviano e Antônio. Seus navios foram fortemente danificados em uma tempestade no Mediterrâneo e ela chegou tarde demais para ajudar na batalha. No outono de 42 a.C., Antônio havia derrotado as forças dos assassinos de César na Batalha de Filipos, na Grécia, levando ao suicídio de Cássio e Bruto.

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Papel como monarca

Seguindo a tradição dos governantes da Macedônia, Cleópatra governou o Egito e outros territórios como Chipre como um monarca absoluto, servindo como o único legislador de seu reino. Era a principal autoridade religiosa, presidindo cerimônias dedicadas às divindades das religiões politeístas egípcia e grega. Ela supervisionou a construção de vários templos para os deuses de ambas as religiões, uma sinagoga para os judeus e até construiu o Cesareu de Alexandria, dedicado ao culto de seu patrono e amante Júlio César. Ela estava diretamente envolvida nos assuntos administrativos de seu domínio, enfrentando crises como a fome, ordenando que os celeiros reais distribuíssem comida à população faminta durante uma seca no início de seu reinado. Embora a economia de comando que ela administrava fosse mais ideal do que real, o governo tentou impor controles de preços, tarifas e monopólios estatais para certos bens, taxas de câmbio fixas para moedas estrangeiras e leis rígidas que obrigavam os camponeses a permanecer em suas aldeias durante as épocas de plantio e colheita. Aparentes problemas financeiros a levaram a desvalorizar sua cunhagem, que incluía moedas de prata e bronze, mas nenhuma de ouro como as de alguns de seus distantes predecessores ptolemaicos.

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Legado

Filhos e sucessores

Após o suicídio, seus três filhos sobreviventes, Cleópatra Selene II, Alexandre Hélio e Ptolemeu Filadelfo, foram enviados para Roma com a irmã do imperador romano, Otávia Júlia, ex-esposa de Antônio, como guardiã. Cleópatra Selene II e Alexandre Hélio estavam presentes no triunfo romano de Otaviano em 29 a.C. O destino de ambos é desconhecido depois disso. Otávia organizou o noivado de Cleópatra Selene II com Juba II, filho de Juba I, cujo reino norte-africano da Numídia havia sido transformado em uma província romana em 46 a.C. por Júlio César, devido ao apoio de Juba I a Pompeu. O imperador Augusto nomeou Juba II e Cleópatra Selene II, após o casamento deles em 25 a.C., como os novos governantes da Mauritânia, onde transformaram a antiga cidade cartaginesa de Iol em sua nova capital, renomeada Cesareia na Mauritânia (atual Cherchell, Argélia). A filha da rainha importou muitos estudiosos, artistas e conselheiros importantes da corte real de sua mãe em Alexandria para servi-la em Cesareia, agora permeada pela cultura grega helenística. Também nomeou seu filho Ptolemeu da Mauritânia, em homenagem à sua herança dinástica ptolemaica.

Literatura romana e historiografia

Embora quase 50 obras antigas da historiografia romana mencionem Cleópatra, estas geralmente incluem apenas relatos sucintos da Batalha de Áccio, seu suicídio e a propaganda augustana sobre suas falhas pessoais. Apesar de não ser uma biografia sua, Vida de Antônio, escrita por Plutarco no século I d.C., fornece o relato mais completo da vida da rainha. Plutarco viveu um século depois de Cleópatra, mas contou com fontes primárias, como Filotas de Anfissa, que teve acesso ao palácio real ptolemaico; Olimpo, o médico pessoal dela; e Quinto Délio, confidente pessoal de Cleópatra e Marco Antônio. A obra de Plutarco incluía tanto a visão augustana — que se tornou canônica em seu período — como também fontes fora desta tradição, como relatos de testemunhas oculares. O historiador judeu romano Flávio Josefo, escrevendo no século I d.C., fornece informações valiosas sobre a vida dela através da relação diplomática com Herodes, o Grande. Contudo, esta obra baseia-se em grande parte nas memórias de Herodes e no relato tendencioso de Nicolau de Damasco, tutor dos filhos de Cleópatra em Alexandria antes de ter se mudado à Judeia para servir como conselheiro e cronista na corte do rei. A História Romana publicada pelo oficial e historiador Dião Cássio no início do século III, apesar de não compreender totalmente as complexidades do mundo helenístico tardio, ainda fornece uma história contínua da época do reinado de Cleópatra.

Representações culturais

Cleópatra foi retratada em diversas obras de arte antigas, tanto no estilo egípcio, como nos estilos greco-helenístico e romano. Os trabalhos que sobreviveram aos dias atuais incluem estátuas, bustos, relevos e moedas cunhadas, assim como camafeus antigos, como um que retrata a rainha e Marco Antônio no estilo helenístico, atualmente no Museu Antigo de Berlim. Imagens contemporâneas foram produzidas tanto dentro como fora do Egito Ptolemaico. Por exemplo, havia uma grande estátua de bronze dourado no Templo da Vênus Genetrix em Roma, a primeira vez que alguém vivo teve sua estátua colocada ao lado da de uma divindade num templo romano. Ela foi erigida por César e permaneceu no edifício até, pelo menos, o século III, sua preservação devendo-se, talvez, ao mecenato de César, embora Augusto não tivesse removido ou destruído obras de arte em Alexandria que a retratassem.

Obras escritas

Enquanto os mitos sobre Cleópatra persistem na mídia popular, aspectos importantes de sua carreira passam despercebidos, como sua liderança nas forças navais e atos administrativos. Publicações sobre a medicina grega antiga atribuídas a ela provavelmente são obra de uma médica de mesmo nome que escreveu no final do primeiro século d.C. Ingrid D. Rowland, que destaca que a "Berenice chamada Cleópatra", citada pela médica romana do século III ou IV Metrodora, provavelmente foi confundida pelos estudiosos medievais como uma referência a Cleópatra. Existem apenas fragmentos dos escritos médicos e cosméticos atribuídos à rainha, como os preservados por Cláudio Galeno, incluindo remédios para doenças capilares, calvície e caspa, juntamente com uma lista de pesos e medidas para fins farmacológicos. Aécio de Amida atribuiu uma receita de sabonete perfumado a Cleópatra, enquanto Paulo de Égina preservou alegadas instruções para tingir e enrolar cabelos.

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Ancestralidade

Cleópatra pertencia à dinastia grega-macedônia dos ptolemeus,[bx] cujas origens europeias remontam ao norte da Grécia. Por meio de seu pai, Ptolemeu XII Auleta, ela era descendente de dois destacados companheiros de Alexandre, o Grande: o general Ptolemeu I Sóter, fundador da dinastia, e Seleuco I Nicátor, fundador do Império Selêucida da Ásia Ocidental.[by] Embora a linhagem paterna possa ser rastreada, a identidade de sua mãe é desconhecida.[bz] Ela provavelmente era filha de Cleópatra Trifena (também conhecida como Cleópatra V ou VI),[d] prima-esposa ou irmã de Ptolemeu XII.[ca] Cleópatra I Sira foi o único membro da dinastia ptolemaica conhecida por ter introduzido alguma ascendência não grega. Sua mãe Laódice III era filha do rei Mitrídates II do Ponto, um persa da dinastia mitridática, e sua esposa Laódice, que tinha uma herança mista greco-persa. Já seu pai, Antíoco III Magno, era descendente da rainha Apama, a esposa iraniana sogdiana de Seleuco.[cb] Acredita-se que os ptolemeus não se casaram com egípcios nativos.[cc] Michael Grant afirmou que há apenas uma amante egípcia conhecida de um Ptolemeu e nenhuma esposa egípcia conhecida, argumentando ainda que ela provavelmente não tinha ascendência egípcia e "se descreveria como grega".[cd] Stacy Schiff escreveu que Cleópatra era uma grega macedônia com alguma ascendência persa, defendendo que era raro os ptolemeus terem uma amante egípcia.[ce] Duane W. Roller especulou que ela poderia ter sido filha de uma teórica meio greco-macedônia, meio-egípcia de Mênfis, no norte do Egito, pertencente a uma família de sacerdotes dedicados a Ptá (uma hipótese comumente rejeitada na academia),[cf] mas afirma que, qualquer que seja sua ancestralidade, ela valorizou mais sua herança grega.[cg] Ernle Bradford escreveu que a rainha desafiou Roma não como uma mulher egípcia, "mas como uma grega civilizada".

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Fontes consultadas

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