Mulher-Maravilha
Mulher-Maravilha é uma personagem fictícia de histórias em quadrinhos publicadas pela editora estadunidense DC Comics, filha de Hipólita, rainha das Amazonas. Originalmente é uma super-heroína fictícia de origem greco-romana, alter ego da Princesa Diana de Themyscira, ilha oculta, também conhecida como Ilha Paraíso, local da civilização de amazonas. Como emissária de Themyscira para o Mundo do Homem, assume o pseudônimo de Diana Prince, identidade secreta que ela adotou para se aproximar da humanidade no Universo DC. Membro honorário da Sociedade de Justiça da América, primeiro grupo de super-heróis a aparecer historicamente nas Histórias em Quadrinhos. Na Era Prata, fundadora da Liga da Justiça permanecendo até hoje.
Origem
Após trinta séculos, as amazonas ergueram uma civilização longe do mundo dos homens; arte, ciência, esportes e cultura floresciam lado a lado, um verdadeiro paraíso. E mesmo cercada por tanta riqueza, Hipólita ainda carregava um sonho não realizado, a rainha sonhava com uma filha. Afrodite comovida com seu clamor, concedera-lhe um milagre, dando vida a estatua de barro que Hipólita moldou. Seus poderes se originam diretamente de lá: “Bela como Afrodite, sábia como Atena, forte como Hércules e rápida como Hermes”, descreviam os primeiros quadrinhos.
As revistas em quadrinhos surgiram na década de 1930, criadas por Maxwell Gaines, fundador da editora All-American Publications. Rapidamente se tornaram uma febre, com vendas mensais ultrapassando a casa das 10 milhões de cópias. O sucesso trouxe também um forte grupo opositor, que julgava as histórias como péssimas influências para as crianças. Na mesma época, em uma entrevista 25 de outubro de 1940, realizada pela ex-aluna de Marston, Olive Byrne (sob o pseudônimo de “Richard Olive”) e publicado pela Family Circle, intitulado “Não ria dos Quadrinhos”, William Moulton Marston descrevia o que viu como o potencial educacional das histórias em quadrinhos, um artigo deu sequência a entrevista e foi publicado dois anos mais tarde em 1942. Este artigo chamou a atenção de Max Gaines, que empregou Marston como consultor educacional da National Periodicals of American publications e All-American Publications, duas das companhias que se fundiriam para dar forma a futura DC Comics.
A Ilha Paraíso era habitada pelas antigas amazonas da mitologia, e não havia homens na ilha. Supostamente a Mulher-Maravilha veio ao mundo na Ilha Paraíso como uma estátua de menina criada por Hipólita (rainha das amazonas). Tão apaixonada por sua escultura, a rainha pediu aos deuses que dessem vida a figura, e foi atendida (semelhante ao mito grego de Pigmaleão). Recebeu o nome de Diana. Assim como todas as amazonas, ela foi presenteada pela maioria dos Deuses do Olímpo, como Atena, que lhe deu a sabedoria; Hermes, lhe deu a velocidade e a capacidade de voo; de Deméter ganhou a força e poder; de Afrodite, enorme beleza e coração amoroso; dos gêmeos Ártemis, ganhou os olhos de caçadora, a compreensão das feras e a capacidade de cura acelerada; de Héstia, recebeu a afinidade com o fogo para que os corações se abrissem para ela e ganhou a imunidade ao fogo, seus braceletes e seu laço mágico.
Sem poderes
Em 1968, o título Wonder Woman #178 passou para as mãos de Dennis O’Neil, responsável por modernizar a publicação. Diana perdeu os poderes, as Amazonas foram para uma dimensão paralela, Steve Trevor morreu e a Srta. Prince abriu uma loja de roupas e recebeu treinamento de um monge especialista em artes-marciais, I-Ching. Seguiu-se uma fase de novas tragédias para a personagem, com direito a “traição para o bem” da própria mãe e uma proposta da Amazona para enfrentar 12 desafios e ser novamente aceita na Liga da Justiça. Assim, Dennis O’Neil e Mike Sekowsky traziam a “Nova Mulher-Maravilha”. As amazonas alcançaram seu 10.000º ano na Terra, e com isso tinham que se deportar para outra dimensão, a fim de renovar seus poderes. A Mulher-Maravilha recusou-se a acompanhá-las, pois Steve Trevor, seu amado, havia sido culpado de alta traição pelos Estados Unidos, e ela queria encontrá-lo e ajudar a limpar seu nome. Como resultado, Diana perdeu seus poderes e pediu afastamento da Liga da Justiça.
"Morte"
No final de Crise nas Infinitas Terras, a Mulher-Maravilha recebeu uma rajada do Antimonitor, que involuiu seu corpo de modo que retornou no tempo, voltando a ser barro da Ilha Paraíso. Um último tributo a Mulher-Maravilha Pré-Crise foi vista em Legend of Wonder Woman, minissérie escrita por Kurt Busiek, 1986. Nesta saga, as amazonas se reúnem perante Hipólita, que conta uma aventura de Diana que houve antes de sua "morte". Ao final, a deusa Afrodite aparece, e diz que estava usando seu poder para manter esta versão pré-crise da Ilha Paraíso e suas habitantes a parte das mudanças causadas pela Crise nas Infinitas Terras; Hipólita diz que não deseja isso. Afrodite então atende seu pedido, eliminando os escudos místicos sobre a ilha. A ilha e as amazonas pré-crise começam a se dissolver, como se nunca tivessem existido. Como um último suplício, Afrodite as transforma em estrelas. Todas as memórias e existência desta versão da Ilha-Paraíso, assim como a Mulher-Maravilha do Pré-Crise, deixam de existir.
Pré-Crises (1935-1986)
A era de ouro começou em 1938, quando Action Comics # 1 apresentou seu primeiro super-herói, o Super-Homem. Inspirado pelo sucesso do Super-Homem, Bob Kane desenvolveu um super-herói mais sombrio, o Batman. Para leitores da época, os super-heróis eram a forma de lidar com a Grande Depressão Econômica, eles eram confiantes e com habilidades. Personagens órfãos, eram inspirados na realidade da época. Entre 1938 e 1945 os super-heróis floresceram. A mitologia da Mulher-Maravilha de Charles Moulton foi apresentada na história "Introducing Wonder Woman" da revista All Star Comics #8 de 1941, e aprofundada em "The Origin of Wonder Woman" do primeiro volume de "Wonder Woman" de 1942. O aspecto feminino era bastante explorado, e o artista, H.G. Peter, tinha uma abordagem masculina que atraia os leitores masculinos. Sua fraqueza era algo inspirado no masoquismo ou sadismo, pois, perde os poderes quando seus braceletes eram unidos.
Pós-Crise (1986-2011)
A primeira aparição de Mulher-Maravilha, na cronologia DC pós-Crise, é Wonder Woman vol. 2, #1 (Fev. 1987). Como super-heroína atuando com os outros heróis, ela apareceu na minissérie Lendas. De acordo com a última redefinição da cronologia da Mulher-Maravilha feita por George Perez após a Crise nas Infinitas Terras, Hipólita e o restante das amazonas seriam a reencarnação de mulheres que ao longo da história morreram como resultado do ódio e da incompreensão dos homens. No caso, Hipólita foi a primeira mulher morta por um homem; a Princesa Diana (A Mulher-Maravilha) era a encarnação da filha não nascida desta mulher. Antes de serem exiladas na Ilha Paraíso, as Amazonas viveram na Grécia, de onde foram banidas após um conflito com Herácles (Hércules) e seus exércitos. Mulher-Maravilha só teria vindo ao mundo dos homens após Crise, o que também causou dela não ter participado da fundação da Liga da Justiça. Atualmente ela também não possui identidade secreta. A Mulher-Maravilha ganhou de Gaia, a Deusa Terra, o poder da telepatia e também o poder dos braceletes, que ao serem tocados soltam rajadas cósmicas capazes de ferir super-seres, além, é claro, de nenhum telepata conseguir invadir sua mente, graças à tiara. Etta Candy se casaria com o já idoso Steve Trevor, reintroduzido nas aventuras atuais.
Os Novos 52 (2011-2016)
Em 2011, a DC Comics anunciou a reformulação de 52 de seus maiores personagens, inclusive da Mulher Maravilha, escritas por Brian Azzarello a origem da Mulher-Maravilha sofreu algumas alterações, ela passou a ser a filha de Hipólita e Zeus - deixando de ser uma figura de barro que foi abençoada com a vida pelos Deuses Gregos. Com isso suas histórias escritas por Brian Azzarello a Mulher Maravilha aparece ainda mais aprofundada na mitologia grega, tendo uma maior interação com seus meio-irmãos, como Apolo, Hermes, Artemis e entre outros. Outra mudança relevante na vida da heroína está em seu relacionamento amoroso, se envolveu com o Superman. Apesar de muitos leitores acharem que a personagem se tornaria secundária e terem mostrado a sua insatisfação, as vendas das HQs continuaram a aumentar.
Renascimento (2016-atualmente)
Em 2016, a DC Comics decidiu relançar toda sua linha novamente, o que incluía a Mulher-Maravilha. Nessa nova fase, suas histórias voltaram a ser escritas pelo Greg Rucka, e o seu ex-namorado, o Superman dos Novos 52, acaba morrendo, o que faz com que a personagem volte a se relacionar com Steve Trevor. A fase está sendo extremamente bem recebida pela crítica e pelos fãs, sendo considerada muitas vezes o melhor quadrinho desse novo relançamento da DC Comics. Porém, o fim do relacionamento da personagem com o Superman fez com que alguns fãs ficassem insatisfeitos com essa nova fase da personagem.
Imagem: Saulo Cruz · BY-NC · Openverse
Afiliações
Na All Star Comics #12, em 1942, a Mulher Maravilha é apresentada como secretária e membro honorário à Sociedade da Justiça da América, equipe de super-heróis criada na edição nº 3 da revista, formada por Gavião Negro, Átomo, Dr. Destino, Sandman,Johnny Thunder, Dr. Meia Noite, Espectro eStarman, sendo a primeira personagem feminino a fazer parte de uma equipe de super-heróis. William Moulton Marston quando descobriu que outra pessoa estava escrevendo histórias com ela em All-Star Comics, ficou furioso e exigiu controle total sobre a personagem, já ocupado escrevendo e co-escrevendo histórias da Mulher-Maravilha em outras três revistas, sem tempo para uma quarta. Transformá-la em secretária foi uma solução para mantê-la à parte em All-Star Comics, meramente fazendo aparições na sede da Sociedade da Justiça. A personagem teve a chance de atuar de verdade nas mãos de outros escritores quando a doença abateu Marston.
Aparência Física
Basicamente, a jovem princesa das amazonas da ilha paradisíaca, Diana, a Mulher-Maravilha é uma mulher mediterrânea de cabelos pretos (os quais já foram médios, longos, encaracolados ou ondulados), olhos azuis (os quais já foram escuros), notavelmente alta, atraente, exibindo um corpo esbelto, porém curvilíneo, com um busto considerável e corpo magro, mas bem musculoso. Ao longo dos anos, as maiores mudanças foram em seus trajes, usando uma tiara real dourada (ou prata) com uma estrela, um traje que combina bustiê vermelho com uma águia dourada como símbolo (sendo substituída por um duplo "W" nos anos 1980 até então), uma saia ou short azul com estrelas brancas e botas de cano longo vermelhas ou sandálias no estilo gladiador.
Personalidade
Conhecida por sua ferocidade em combate, mas também por ser compassiva e compreensiva..mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}
Imagem: Rodrigo Soldon Souza · BY-NC-ND · Openverse
Representada como atleta, acrobata, lutadora e estrategista, formada e experiente em muitas formas antigas e modernas de combate armado e desarmado, incluindo artes marciais amazonas exclusivas. Nas histórias em quadrinhos, a princesa amazona já teve várias origens que explicavam seus poderes, a origem difere conforme a era; presenteada pelas deusas-mães, ou, sendo semi-deusa. Na Era Ouro, na primeira edição da revista solo, descrito que aos três anos de idade, Diana já demonstravam possuir grande força, arrancando árvores como se fosse mato; Aos cinco, demonstrava ser veloz, assim como a deusa da caça que lhe dá nome, disputa corridas com cervos floresta adentro. Aos 15, recebe seus braceletes de submissão no altar de Afrodite, prometendo comprometer-se a servir eternamente a deusa do amor e da beleza. Depois, ainda em Pré-Crise, é dito que tem a força de Hércules, a sabedoria de Atena, a beleza de Afrodite e a velocidade de Hermes. Em Pós-Crise, Assim como todas as Amazonas ,Diane ganhou de Deméter a força e poder; de Afrodite, enorme beleza e coração amoroso; Atena lhe deu sabedoria; Ártemis lhe deu o olho da caçadora e a compreensão das feras; e de Héstia, recebe a afinidade com o fogo para que os corações se abrissem para ela. Diana foi treinada para controlar o uso de seus poderes pela Rainha Hipólita e a General Phillipus. Nos Novos 52, os poderes são por ser uma semi-deusa, filha de Zeus, suas habilidades de combate superiores são o resultado de seu treinamento como Amazona, além de receber treinamento adicional de Ares, o Deus da Guerra, desde a infância.
Aliados
Panteão dos Deuses Greco-Romanos (do Universo DC)
Live-action
Com o lançamento de O Homem de Aço, Warner Bros. decidiu criar um ambicioso projeto de filmes interconectados. Em julho de 2013, a presidente da DC Entertainment Diane Nelson revelou que Mulher-Maravilha estava nos planos do estúdio, em 4 de Dezembro do mesmo ano, a atriz Gal Gadot foi confirmada como a heroína. Em 15 de Outubro de 2014, em uma reunião com investidores da Time/Warner, o CEO do estúdio, Kevin Tsujihara oficializou a agenda de lançamentos de filmes de super-heróis da DC Comics pela Warner Bros., e Mulher-Maravilha foi anunciado para 23 de junho de 2017. Michelle MacLaren seria a diretora e roteirista. sendo substituída por Patty Jenkins.
Projetos abandonados
Com o sucesso da série Batman nos anos 60, seu produtor, William Dozier, visualizou novas produções de super-heróis e a Mulher-Maravilha foi o personagem escolhido. Dozier pediu a Stan Hart e Larry Siegel, ambos da revista Mad, para que escrevessem um roteiro cômico no qual fosse apresentada a essência de uma série de meia-hora com a personagem. Em 1967, foi gravado o episódio piloto para avaliação, “Wonder Woman: Who's afraid of Diana Prince?” (em tradução livre, Mulher Maravilha: Quem tem medo de Diana Prince?) foi primeira tentativa de se produzir uma série com a princesa amazona. Foi gravado um episódio piloto em 1967, no qual seguia uma linha cômica: a história apresentava Diana Prince (Ellie Wood Walker) como uma mulher desajeitada; ao se olhar o espelho se transformava na heroína Mulher Maravilha (Linda Harrison). O teor cômico e com uma versão diferente dos quadrinhos não agradou a audiência e o seriado não chegou a ser produzido.


