António Duarte
António Duarte da Silva Santos foi um escultor, pertencente à segunda geração de artistas modernistas portugueses. Realizou uma "obra considerável de estatuário, mas também de retratista", afirmando-se como um dos escultores de maior relevo da sua geração.
Era filho de Joaquim da Silva Santos, natural de Lisboa, e da proprietária Raquel do Rosário Santos, natural de Roliça, então uma freguesia do concelho de Óbidos (atualmente do concelho do Bombarral). Fez o curso de escultura na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde mais tarde seria professor (jubilado em 1984). A sua obra – em que a pedra foi material de eleição –, afirma-se a partir da década de 1930, contribuindo para definir o sentido estético dessa fase da escultura nacional. "António Duarte é, na sua geração, o melhor retratista em escultura, renovando a obra notável de Francisco Franco dos anos 20". Datam do período inicial os bustos de Teixeira de Pascoaes e António de Navarro, que expôs na Exposição dos Independentes, SNBA, 1930; no segundo, hoje desaparecido, interpreta geometricamente os volumes, numa abordagem a que haveria regressar muitos anos mais tarde. Voltaria a retratar Navarro em 1942, "numa cabeça de mármore esculpida com excelente sentido tátil que é, no seu género, uma das melhores obras de escultura nacional".


