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Juan Díaz de Solís

Juan Díaz de Solís ou João Pedro Dias de Solis foi um navegador castelhano ou português descobridor do Rio da Prata.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/11/2026
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Origens

Imagem: CarlosVdeHabsburgo · BY-SA · Openverse

As suas origens são alvo de disputa e discussão. Um documento refere-o como português ao serviço de Castela (possivelmente nascido ou natural de Lisboa ou São Pedro de Solis). Outros autores afirmam que seu nascimento ocorreu em Lebrija, no que é hoje a província de Sevilha, Espanha, onde a documentação atesta que ele viveu quando estava em Castela, como Vecino ("vizinho"), ou seja, morador (sendo essa a sua única atestada ligação documental a Lebrija). No entanto, ele iniciou, muito jovem, a sua carreira naval em Portugal, como João Dias de Solis, onde se tornou um dos reputados pilotos das Armadas da Índia, e portanto, Piloto da Casa da Índia. Solis deixou a sua própria casa em Lisboa e o navio que ia navegar como Piloto, no próprio dia da partida da frota no Tejo (navio capitaneado por Afonso de Albuquerque, na armada de 1506, de Tristão da Cunha, para a Índia), acusado da morte da sua mulher. Afonso de Albuquerque ainda mandou procurá-lo em sua casa, o que atrasou a partida da nau Cirne, que teve que procurar um novo piloto, Diogo Fernandes Pereira. A partir daí serviu o Rei de França como corsário, comandando frotas por um curto período de tempo, antes de servir, mais tarde, a Coroa de Castela.

02

Piloto Maior da Casa da Contratação

Imagem: Fizgon · BY-SA · Openverse

Reabilitado em 1512, é abundantemente recompensado pela sua prisão. Sucedendo a Américo Vespúcio como Piloto-Maior na Casa da Contratação. Graças à sua acção consegue que fossem para Espanha excelentes pilotos portugueses, tais como Francisco Coto (Real Cédula, Valladolid, 5/9/1513), João Henriques (R.C., 24/2/1513) ou António Mariano (Real Cédula, 14/3/1514) que foi na expedição de Pedrarias. Fernando II de Aragão tinha dado instruções precisas à Casa da Contratação de Sevilha para recrutarem pilotos portugueses, escreve este rei: "Ya sabéis cuanta necessidade hay en esa Casa de pilotos que sean expertos en las cosas de navegación...", repetindo-lhes as recomendações numa carta escrita em Dezembro de 1513, concluindo: "por ende, yo vos mando que si algunos pilotos portugueses vinieren a esa cuidad (de Sevilha) los recojáis e tratéis muy bien y les hagáis sus asientos lo mejor que pudiéres", Real Cédula aos les Oficiales de la Casa de la Contratación, Madrid, 28/12/1513. Publicado por Serrano y Sanz, Preliminares, p. CCXXXIV.

03

Questão da Ilha das Especiarias (Molucas)

Imagem: Fizgon · BY-SA · Openverse

Em 1512 Fernando de Aragão encarregou Sólis de preparar uma expedição para chegar às famosas Ilhas das Especiarias (Ilhas Molucas, Indonésia), que segundo a cartografia de Ptolomeu, pertenceriam à Espanha, e desse modo determinar a fronteira entre os domínios de Portugal e da Espanha. Entretanto, chegou a informação de que os portugueses já haviam chegado às Molucas entre 1510/11 e que, em agosto de 1511, Afonso de Albuquerque conquistou Malaca, o que deu origem a um longo conflito diplomático entre os dois reinos. Nesse contexto, a ideia de enviar Sólis às Molucas foi abandonada.

04

Rio Solis, Rio da Prata

Imagem: Fizgon · BY-SA · Openverse

Os portugueses continuavam a explorar os domínios castelhanos, que haviam sido acordados no Tratado de Tordesilhas. Entre 1511 e 1512, uma armada portuguesa sob o comando de João de Lisboa, explorou o Rio da Prata. Quando o Rei da Espanha soube da expedição portuguesa, nomeou Sólis, piloto maior da Casa da Contratação, para organizar e comandar uma expedição à região a sul do Brasil. No dia 8 de outubro de 1515, a expedição partiu de San Lúcar de Barrameda, com o objetivo descobrir uma passagem para o Oceano Pacífico. A expedição era composta por três navios e contava com 27 portugueses, entre eles Henrique Montes, Diogo Garcia e Aleixo Garcia. Em fevereiro de 1516, a expedição chegou ao porto de Punta del Este, no estuário no Rio da Prata, que na época foi chamado de "Mar Doce" por sua largura. Naquele local, tomaram posse das terras em nome do Rei da Espanha. Entretanto, em vez de continuar a expedição ao sul, para encontrar uma passagem para o Oceano Pacífico, como era o objetivo inicial da expedição. A expedição ingressou em águas do estuário para explorá-lo na direção oeste.

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