Antônio de Siqueira Campos
Antônio de Siqueira Campos foi um militar e político brasileiro. Participou da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em julho de 1922, sendo um dos militares que marcharam na Avenida Atlântica, na orla marítima de Copacabana, em direção a cerca de 3.000 soldados legalistas e que, após intenso tiroteio em um combate desigual, acabaram sendo derrotados em frente à Rua Barroso, na altura do Posto 3 de Copacabana. A maioria dos revoltosos morreu, somente sobrevivendo alguns praças e os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes.
Na década de 1930, a Rua Barroso, onde ocorreu o confronto final da Revolta do Forte, foi rebatizada com o nome de Rua Siqueira Campos, como é conhecida ainda hoje. Na esquina dessa rua com a Avenida Atlântica, foi erigida, em 1974, uma enorme estátua de bronze representando o tenente no momento em que recebeu o tiro que o derrotou no confronto. Em 2002, uma estação de metrô com acesso ao local foi batizada também como Siqueira Campos. Na capital de São Paulo, seu nome batiza o Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como "Parque Trianon" ou "Parque do Trianon". Também o nome de Siqueira Campos foi dado a chamada Praça do Relógio, construída em 1930, localizada no município de Belém do Pará. Consiste de quatro luminárias em um relógio central importado da Inglaterra à época de sua construção. Em Pouso Alegre, Minas Gerais, o estádio do 14º Grupo de Artilharia de Campanha (14º GAC) recebe o nome de Estádio Siqueira Campos.
Imagem: Roundtheworld · BY-SA · Openverse
O tenente Siqueira Campos faleceu em um acidente aéreo, quando retornava do Uruguai ao Brasil, em maio de 1930, antes da Revolução de 1930, quando sua aeronave caiu no Rio da Prata. Segundo Alzira Vargas, sua viagem tinha como objetivo dissuadir Luís Carlos Prestes do seu propósito de aderir publicamente ao comunismo, sendo Siqueira Campos "o único com ascendência sobre Prestes, capaz de o demover". Dizia ele: "À Pátria tudo se deve dar, sem nada exigir em troca, nem mesmo compreensão".


