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António Augusto de Carvalho Monteiro

António Augusto de Carvalho Monteiro, conhecido também pela alcunha de Monteiro dos Milhões, foi um empresário e filantropo luso-brasileiro. Ficou conhecido como um homem de cultura, camonista reconhecido e entomologista, e especialmente conhecido por ter sido o responsável pela construção do palácio da Quinta da Regaleira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/07/2026
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Biografia

António Augusto de Carvalho Monteiro era filho de pais portugueses, Francisco Augusto Mendes Monteiro e de sua mulher Ana Thereza Carolina de Carvalho. Herdeiro de uma grande fortuna familiar, multiplicada no Brasil com o comércio de cafés e pedras preciosas, cedo embarcou para Portugal onde se licenciou em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1871. Casou-se, em 1873, com Perpétua Augusta Pereira de Melo, com a qual teria dois filhos. Regressou ao Brasil, onde viveu em Petrópolis e no Rio de Janeiro até 1876. Monteiro foi um distinto colecionador e bibliófilo, detentor de uma das mais raras coleções camonianas. Apaixonado pela ópera, coleccionador de arte, de objectos arqueológicos, relógios e instrumentos musicais, bibliófilo incansável, Carvalho Monteiro tinha a mais vasta camoniana da sua época, tendo editado várias obras nas homenagens do tricentenário de Camões. Distinguiu-se ainda pela filantropia. Esteve envolvido com o pai desde 1883 na fundação do Jardim Zoológico, do qual foi director-executivo e presidente honorário em 1917. Participou também na fundação da Assistência Nacional aos Tuberculosos em 1899, apadrinhada pela rainha Dona Amélia.

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O túmulo

Carvalho Monteiro morreu em 1920. Tinha mandado construir o seu túmulo, no Cemitério dos Prazeres, ao mesmo arquitecto que construiu a Quinta da Regaleira, Luigi Manini. A porta do jazigo, também ele recheado de simbologia, era aberta com a mesma chave que abria a Quinta da Regaleira e o seu palácio em Lisboa, na Rua do Alecrim. O jazigo, localizado do lado esquerdo na alameda de quem entra no Cemitério, ocupando uma área com o lugar, referenciando a igreja como oriente, ostenta múltipla e variada simbologia. A porta tem, gravada na aldraba, uma borboleta da família Sphingidae (esfingídeos) que tem a particularidade de ter um desenho no tórax semelhante a uma caveira. O gradeamento, que podemos ver nas traseiras do jazigo, ostenta a simbologia do vinho e do pão, o espírito e o corpo. Corujas, símbolo de sabedoria, ornamentam o jazigo, assim como as papoilas-dormideiras que simbolizam a morte.

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Fontes consultadas

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