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Afonso Costa

Afonso Augusto da Costa GCTE • GCL, conhecido apenas por Afonso Costa, foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Biografia

Formação académica e iniciação política

Afonso Costa nasceu na freguesia e concelho de Seia, na Beira Alta e foi baptizado a 7 de março de 1871 na igreja de Santiago como criança exposta, com o nome de Afonso Maria de Ligório, tendo sido encontrado pela fazendeira Maria da Assunção, à porta de sua casa, no dia 6 de março de 1871, que figura no registo de casamento dos pais como a sua data de nascimento. A 13 de abril de 1881, por escritura pública, foi reconhecido como filho pelo seu pai, Sebastião Fernandes da Costa, conservador do registo predial na comarca de Seia, natural da freguesia de Santa Marinha, concelho de Seia. Por escritura pública de 28 de outubro de 1884, foi reconhecido como filho pela mãe, Ana Augusta Pereira, proprietária, natural da freguesia de Lagos da Beira, concelho de Oliveira do Hospital. A 13 de abril de 1885, foi legitimado, juntamente com os irmãos Artur e Maria — entretanto falecida —, por via do casamento dos pais, ocorrido na igreja de Nossa Senhora da Assunção, na freguesia de Seia.

Afonso Costa e a Primeira República

Com a implantação da República a 5 de outubro de 1910, Afonso Costa foi chamado a integrar o Governo Provisório da República, na pasta da Justiça e Cultos, lugar que ocupou até à dissolução daquele Governo (por ter sido aprovada a nova Constituição) a 4 de setembro de 1911. Recebeu, dos seus opositores, a alcunha de "mata-frades" (anteriormente atribuída a Joaquim António de Aguiar), pela legislação laicista que mandou publicar — Lei da Separação do Estado das Igrejas, expulsão dos jesuítas, registo civil, lei da família e lei do divórcio, abolição do delito de opinião em matéria religiosa, legalização das comunidades religiosas não católicas, privatização dos bens da Igreja Católica, proibição das procissões fora do perímetros das igrejas, proibição do uso das vestes talares (religiosas) fora dos templos, etc. Foi acusado pelos sectores mais conservadores de ter dito que iria aniquilar a religião em Portugal em duas gerações, o que foi categoricamente desmentido.

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O famoso Discurso

Afonso Costa ficou também conhecido pelo famoso discurso na Câmara dos Deputados em 20 de novembro de 1906, onde afirmou: No seguimento deste discurso irá realizar-se uma manifestação de apoio a Afonso Costa onde serão presas 63 pessoas, realizando-se também um comício no Porto, no dia 28, que se repetirá no dia 2 de dezembro, com a presença de cerca de doze mil pessoas. Não diminuindo o movimento de crítica ao regime, no ano seguinte, em março, será desencadeada a greve académica e em 8 de maio de 1907 terá início a ditadura franquista (liderada por João Franco) com a promulgação do primeiro decreto ditatorial.

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Regicídio de 1908

Em O Homem que Mandou Matar o Rei D. Carlos (Gradiva, Lisboa, 2024), José António Saraiva refere que Afonso Costa seria o líder do grupo "Coruja", ligado à Carbonária, constituído também por José de Alpoim e pelo Visconde de Ribeira Brava, que planeou e mandatou o assassinato do rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe em 1 de fevereiro de 1908. Numa entrevista em 1984 ao Diário de Lisboa, Elvira Buíça, de 83 anos, filha do regicida Manuel Buíça, tinha ela feito 7 anos em dezembro de 1907, e recordava-se que gente como Afonso Costa ou Aquilino Ribeiro eram visitas do apartamento onde ela vivia com o pai, o irmão e a avó materna. O pai Buíça treinara-a a dizer que não conhecia aqueles homens, algo que a intrigava. Mais tarde, pouco depois do regicídio, a sogra de Buíça e a filha Elvira foram interrogadas pela polícia a propósito dos amigos que visitavam Buíça em casa. Foram mostradas à criança várias fotografias, entre as quais as de Afonso Costa e de Aquilino Ribeiro. Perguntada se os conhecia, cumprindo a vontade do defunto pai, disse que não, ao que o polícia exclamou: «Apre! Esta está bem ensinada!»

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Casamento e descendência

Casou em Coimbra, na freguesia de Sé Nova, a 15 de Setembro de 1892 com Alzira de Barros Mendes de Abreu (Oliveira do Hospital, Oliveira do Hospital, 20 de Abril de 1875 - Nossa Senhora de Fátima, Lisboa, 21 de fevereiro 1970), filha de Albano Mendes de Abreu, Médico, e de sua mulher Emília de Barros Coelho de Campos, e irmã do Escritor José de Barros Mendes de Abreu (Oleiros, Vilar Barroco, 20 de Julho de 1878 - ?), com geração. São trisavós de Catarina Wallenstein e ela tia-trisavó de Sofia Sá da Bandeira.

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Fontes consultadas

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