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Antonino Pio

Tito Élio Adriano Antonino Pio, foi imperador romano de 138 a 161. Foi o quarto dos “cinco bons imperadores”, sucedendo a Adriano, que o adoptara como filho.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Juventude

Origens e infância

Antonino Pio era o único filho de Tito Aurélio Fulvo, cônsul em 89, procedente de Nemauso (moderna Nimes) e de Árria Fadila. Quando o seu pai faleceu, Antonino Pio foi educado pelo seu avô materno, Cneu Árrio Antonino, homem de grande integridade e cultura pertencente ao círculo de amizades do escritor Plínio, o Jovem e bisneto de Júlio César. A sua mãe casou-se com Públio Júlio Lupo, cônsul sufecto em 98. Fruto deste matrimônio nasceu Júlia Fadila.

Matrimônio e descendência

Antonino Pio casou-se por volta de 110 - 115 com Ânia Galéria Faustina a Maior. Faustina era a filha de cônsul Marco Ânio Vero e Rupília Faustina (meia-irmã da imperatriz romana Víbia Sabina por parte da mãe, Matídia). Faustina foi uma formosa mulher, conhecida em Roma pela sua sabedoria. Passou toda a sua vida ao cuidado dos desfavorecidos Faustina e Antonino tiveram quatro filhos: Antonino Pio, quando a sua esposa faleceu em 141, vestiu-se completamente de luto e fez as seguintes ações em memória da sua finada esposa:

Carreira sob Adriano

Após desempenhar com sucesso os cargos de questor e pretor, obteve o consulado em 120. Foi posteriormente nomeado por Adriano como um dos quatro procônsules que administravam a província romana da Itália. Seu trabalho durante o proconsulado na Ásia aumentou em larga medida sua reputação graças à sua boa conduta. Antonino Pio foi favorecido durante a sua carreira por Adriano, que o adotou como o herdeiro a 25 de fevereiro de 138, após a morte do seu filho adotivo Lúcio Élio Vero, na condição de o próprio Antonino Pio adotar Marco Ânio Vero, o filho da mulher do seu irmão, e Lúcio, filho de Élio Vero, que depois se tornariam nos imperadores Marco Aurélio e Lúcio Vero.

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Imperador

Uma das suas primeiras atuações como imperador foi convencer o senado para que concedesse honras divinas ao seu predecessor Adriano, que os senadores recusaram inicialmente; estes esforços para persuadir ao Senado para render esta classe de honras a Adriano valeram-lhe o cognome de Pio. Outras duas razões para este cognome foram que o seu sogro se apoiava no seu ombro ao entrar no edifício do senado e que salvou os homens que Adriano condenara à morte durante a sua etapa de doença. Construiu durante o seu reinado templos, teatros, mausoléus, promoveu as artes e as ciências e outorgou soldos e honras aos mestres de retórica e filosofia. O seu reinado transcorreu pacificamente, apesar de uma série de distúrbios militares que assolaram o império durante o seu governo na Mauritânia, na Judeia e na Britânia contra os brigantes, embora nenhuma destas insurreições fosse considerada de importância. Depois da campanha militar do governador romano da Britânia Quinto Lólio Úrbico, Antonino determinou a construção da Muralha de Antonino entre o Firth of Forth e o Firth of Clyde, que foi abandonada logo depois de sua morte (164).

Morte

Após desempenhar o reinado mais duradouro desde o de Augusto, (superando em dois meses o de Tibério), Antonino faleceu de febres em Lório, Etrúria, a cerca de doze quilômetros de Roma, a 7 de março de 161. A última palavra que o finado imperador pronunciou foi aequanimitas ("equanimidade"), talvez característica do seu reinado. O seu corpo foi depositado no Mausoléu de Adriano e foi erigida uma coluna na sua honra no Campo de Marte, e o templo que ele próprio dedicara à sua esposa Faustina em 141 foi deificado então no seu nome e no de Faustina.

Historiografia

A única obra preservada da qual se têm dados de Antonino Pio é a Historia Augusta, um relato de escassa fiabilidade. Antonino Pio é o único imperador romano que não tem uma biografia, pelo qual os historiadores deveram recorrer aos registros públicos para contrastarem esses escritos.

Obra moderna

Antonino Pio representava o ideal do cavaleiro romano e foi louvado pelos seus contemporâneos e, posteriormente, por eruditos modernos como Edward Gibbon. O verbete acerca do imperador na Encyclopædia Britannica (edição de 1911) relata o seguinte:

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Árvore genealógica

Exceto se explicitado de outra forma, as notas abaixo indicam que o parentesco de um indivíduo em particular é exatamente o que foi indicado na árvore genealógica acima.

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Fontes consultadas

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