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Júlia Gonzaga

Júlia Gonzaga foi uma nobre, mecenas e escritora de cartas italiana. Ela foi condessa consorte de Fondi e duquesa de Traetto pelo seu casamento com Vespasiano Colonna, além de suo jure condessa de Rodigo como herdeira do falecido marido.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Família

Júlia era a filha de Ludovico Gonzaga, conde de Sabioneta, e de Francisca Fieschi. Os seus avós paternos eram João Francisco Gonzaga e Antônia Del Balzo. Os seus avós maternos eram João Luís II Fieschi e Catarina del Carretto. Ela teve dez irmãos, entre eles: Luís, conhecido como Rodomonte, sucessor do pai e marido de Isabel Colonna, enteada da irmã; Pirro, cardeal católico; João Francisco, conhecido como Cagnino, senhor de Bozzolo, casado com Luísa Pallavicini; Paula, esposa de João Galeácio Sanvitale, senhor de Fontanellato; Hipólita, esposa do conde Galeotto II Pico della Mirandola; Leonor, esposa de Girolamo Martinengo, etc.

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Biografia

Casamento

Em agosto de 1526, quanto tinha cerca de 13 anos de idade, Júlia casou-se com o seu primo, Vespasiano Colonna, que já tinha por volta de 41 anos. Ele era filho do condotiero Prospero Colonna e de Covella de Sanseverino. Vespasiano havia ficado viúvo no ano anterior de Beatriz Appiano, com quem teve uma filha chamada Isabel. O duque estava "com a saúde debilitada, coxo e com um braço só". Júlia, que havia trazido 12.000 escudos de ouro como dote, ficou viúva menos de dois anos depois, em 13 de março de 1528; ela tornou-se a herdeira de seu marido com a condição de não se casar novamente, caso contrário, os bens de Vespasiano passariam para sua única filha, Isabel.

Na corte

A condessa de Rodigo estabeleceu residência em Fondi, onde entretinha, junto a seu secretário, o poeta modenês Gandolfo Porrino, um pequeno, porém, refinado círculo intelectual no castelo local, frequentado por personalidades como Vittoria Colonna, Marcantonio Flaminio, Vittore Soranzo, Francesco Maria Molza, Francesco Berni, o pintor Sebastiano del Piombo – quem pintou o seu retrato – Pietro Paolo Vergerio, Pietro Carnesecchi, e Juan de Valdés. Valdés era um escritor espanhol residente em Nápoles, com quem a condessa manteve contato ao longo da vida. Sobre ela, ele escreveu, no dia 18 de setembro de 1535, ao cardeal Ercole Gonzaga, que esteve em Fondi:

Ataque pirata e vida em Nápoles

Na noite entre 8 e 9 de agosto de 1534, a cidade de Fondi foi atacada pelo corsário Barba-Ruiva, que já vinha saqueando a costa sul da península há semanas, fazendo rápidos desembarques de seus navios. Para dar credibilidade à interpretação tradicional dos acontecimentos, ele teria tentado sequestrar Júlia para entregá-la como "presente" ao sultão Solimão, o Magnífico. Houve a especulação de que a tentativa de sequestro de Júlia pelo pirata foi feita a pedido da família Colonna, que pretendia se apropriar dos bens que Vespasiano deixou para a viúva. No entanto, o mais provável é que o corsário tenha recebido a ordem do sequestro de Pargalı İbrahim Paxá, o grão-vizir do sultão, que planejava colocá-la no Harém Imperial com a intenção de suplantar a influente e poderosa esposa de Solimão, Roxelana. Felizmente, a a condessa de Rodigo conseguiu do castelo, à noite, com uma fuga aventureira feita em Campodimele, acompanhada de um único cavaleiro. Como retaliação, Barba-Ruiva saqueou Fondi e a cidade vizinha Sperlonga, no entanto, ele repelido pela tenaz resistência dos habitantes de Itri.

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Fontes consultadas

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