Quetiapina
Quetiapina, também conhecida pelo nome comercial Seroquel, pertence a uma classe de neurolépticos conhecidos como antipsicóticos atípicos, que têm se tornado mais populares nas duas últimas décadas, usados como alternativa aos antipsicóticos típicos, como o haloperidol. A quetiapina foi desenvolvida pelo laboratório inglês AstraZeneca.
A quetiapina é indicada ao tratamento de esquizofrenia, agindo neste caso como um antipsicótico, bem como para as fases maníacas e depressivas associadas ao transtorno de humor bipolar, e neste caso como um estabilizante de humor, em monoterapia ou como coadjuvante.Por vezes é utilizado off label, muitas vezes como um agente de acréscimo, para tratar essas condições como transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático, síndrome das pernas inquietas, o autismo, o alcoolismo, síndrome de Tourette, e tem sido usado por médicos como um sedativo para pessoas com distúrbios do sono ou ansiedade . Em estudos comparativos, a quetiapina demonstrou ser tão eficaz quanto outros agentes antipsicóticos, tais como clorpromazina e haloperidol. Em estudos clínicos, a quetiapina tem demonstrado ser efetiva como monoterapia ou em terapia adjuvante na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania bipolar.
Todos os agentes antipsicóticos comercializados são antagonistas dos receptores dopaminérgicos D2. Acredita-se que o bloqueio desses receptores em várias partes do cérebro fundamenta não somente a sua eficácia clínica como também alguns de seus efeitos colaterais. Do mesmo modo que bloqueiam receptores D2, a quetiapina e outros antipsicóticos atípicos apresentam uma afinidade por receptores serotoninérgicos 5-HT2 que é pelo menos tão alta quanto a sua afinidade pelos receptores D2. Acredita-se que a atividade dos antipsicóticos atípicos possa resultar de uma modulação balanceada das vias neuronais tanto serotonérgicas quanto dopaminérgicas. Em particular, acredita-se que a eficácia de agentes atípicos no tratamento dos sintomas negativos e cognitivos da esquizofrenia seja mediada pela modulação serotonérgica no córtex pré-frontal. A quetiapina tem alta afinidade pelo receptor da histamina (H1) e acredita-se que ele intervenha na sonolência relatada por alguns pacientes no início do tratamento. Em doses mais baixas, bloqueia completamente os receptores de H1 sem atingir o bloqueio do receptor D2.
Os efeitos colaterais mais comuns com o uso da quetiapina são: inicialmente boca seca, seguida de tontura, astenia leve, obstipação, taquicardia, hipotensão ortostática e dispepsia. Em menor escala, podem ocorrer: ganho de peso, síncope, síndrome neuroléptica maligna (febre com rigidez muscular e dificuldade de respirar), leucopenia, neutropenia e edema periférico.
A quetiapina está disponível em comprimidos nas apresentações de libertação imediata com as seguintes dosagens: 25mg, 100mg, 150mg, 200mg e 300mg e de libertação prolongada com as seguintes dosagens: 50mg, 150mg, 200mg, 300mg e 400mg


